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palavras-chave: Goldman rebaixa PRIO e Brava, mantém compra em Petrobras com questões sobre petróleo; invistaja.info;
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ListenToMarket: Goldman rebaixa PRIO e Brava, mantém compra em Petrobras com questões sobre petróleo – Áudio gerado às: 8:20:23
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Com a avaliação de uma perspectiva incerta para os preços do petróleo, o Goldman Sachs recomendou em relatório seletividade para investir nas ações do setor e rebaixou PRIO (PRIO3) para neutro e Brava Energia (BRAV3) para venda. Enquanto isso, a Petrobras (PETR3;PETR4) segue com recomendação de compra.
O banco acredita que os riscos de médio prazo para os preços do petróleo estão distorcidos para o lado negativo (enquanto pode haver algum risco de alta de curto prazo devido a sanções), dada a alta capacidade ociosa e potencial escalada tarifária adicional que pode, em última análise, prejudicar a demanda.
“Em um cenário de baixa para os preços do petróleo, continuamos seletivos e definimos nossa preferência por ações que podem trazer um rendimento de dividendos atrativo com risco de execução limitado (por exemplo, Petrobras) ou ações que têm forte visibilidade de crescimento em 2025 (por exemplo, Vista Energy, que está pronta para aumentar a produção em direção ao 2S25)”, avaliam os analistas.
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Sobre os rebaixamentos, em relação à PRIO (PRIO3), o banco continua a ver as ações sendo negociadas em uma avaliação pouco exigente, especialmente após o aumento do tie-back (conexão submarina) do campo de Wahoo.
No entanto, continua a ter visibilidade limitada em torno do cronograma do primeiro óleo de Wahoo e vê riscos de atrasos adicionais. Embora o IBAMA (agência ambiental brasileira) tenha concedido recentemente a licença de perfuração para o projeto, a PRIO ainda depende da emissão de uma licença adicional pela agência (fonte-chave de incerteza), além da execução das próprias perfurações e da conclusão do lançamento da linha.
“Nossas verificações de canal sugerem riscos de atrasos adicionais na emissão de licenças para operadores de óleo e gás. Essa sobrecarga, juntamente com os ventos contrários de curto prazo, nos levam a esperar que a ação ande de lado até que Wahoo comece a produzir petróleo, o que acreditamos ser improvável que aconteça antes do início do próximo ano”, avalia o Goldman.
O banco vê que o próximo gatilho que poderia levar a ação a ser reavaliada seria de fato o primeiro petróleo da Wahoo, que espera apenas para o início de 2026 em seu caso base. Enquanto isso, reconhece alguns ventos contrários de curto prazo. O preço-alvo de 12 meses é de R$ 47,60 implica uma alta de cerca de 20% em relação ao último preço de fechamento.
Já no caso da Brava, a recomendação foi para venda dada a sua maior sensibilidade a preços mais baixos do petróleo, perfil de fluxo de caixa livre menos atraente (dígito único) entre os pares em 2025-2026 e espaço limitado para crescer em 2026.
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O banco está 15% abaixo do consenso LSEG para as expectativas de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) projetado para 2026 pelo consenso de mercado para a Brava.
“Embora reconheçamos que parte disso pode ser explicado pelos preços do petróleo (já que as estimativas do lado da venda para os preços do Brent estão acima do que está implícito na curva futura), acreditamos que pelo menos parte disso também pode ser explicado por estimativas de produção acima das nossas”, avalia o Goldman. O preço-alvo foi reduzido de R$ 23 para R$ 20,60.
Enquanto isso, o Goldman continua com recomendação de compra para Petrobras e Vista Energy em petróleo e gás, mas reafirma preferência por utilities brasileiras de saneamento e energia – principalmente Sabesp (SBSP3), Equatorial (EQTL3) e Copel (CPLE6) – dentro de sua cobertura mais ampla de energia, pois vê essas empresas relativamente protegidas da volatilidade nos preços das commodities, juntamente com um valuation pouco exigente.
Para PetroReconcavo (RECV3), a recomendação é neutra, com rendimento de dividendos saudável, mas a visibilidade limitada sobre as perspectivas de crescimento limita o espaço para uma reclassificação dos ativos.
Enquanto os analistas veem que um balanço saudável pode argumentar a favor da distribuição potencial de dividendos consideráveis em 2025-2026, também se aponta para uma produção estável nos próximos anos, limitando assim o espaço para uma reclassificação dos papéis.
Confira as recomendações do Goldman Sachs para o setor:
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REFLEXÃO: Ben Carlson, autor de A Wealth of Common Sense – A riqueza do senso comum, em tradução livre: Menos é mais. O processo de investimento deve ser mais importante que os resultados. Comportamento correto na hora de investir é a chave.
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