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O dólar fechou a quinta-feira em alta ante o real, acompanhando o avanço quase generalizado da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, com investidores ainda repercutindo a decisão da véspera do Federal Reserve e tendo como pano de fundo o acordo comercial entre Estados Unidos e China.
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Na véspera, após o Federal Reserve cortar os juros em 0,25 ponto percentual, o presidente do BC americano, Jerome Powell, sinalizou que um corte em dezembro ainda é incerto.
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Qual a cotação do dólar hoje?
O dólar à vista fechou em alta de 0,43%, aos R$5,3814. No ano, porém, a divisa acumula queda de 12,91%.
Às 17h02, na B3, o dólar para novembro — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 0,43%, aos R$5,3825.
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O que aconteceu com dólar hoje?
Na véspera, o dólar já havia ganhado força em todo o mundo após a decisão do Fed de cortar sua taxa de juros em 25 pontos-base, como esperado, mas colocando em dúvida nova redução no mês de dezembro.
Comentários do chair da instituição, Jerome Powell, ainda na tarde de quarta-feira, reforçaram as apostas de que o Fed pode manter a taxa de juros na faixa de 3,75% a 4,00% em dezembro, ainda que a probabilidade de novo corte de 25 pontos-base siga majoritária.
Nesta quinta-feira, os efeitos das sinalizações do Fed ainda impactavam os ativos: o dólar avançava ante a maior parte das demais divisas, em meio à possibilidade de os juros não voltarem a cair nos EUA em dezembro, e os rendimentos dos Treasuries tinham ganhos firmes.
O acordo comercial entre EUA e China também permeava os negócios. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que concordou com o presidente da China, Xi Jinping, em reduzir as tarifas sobre o país asiático, em troca de Pequim reprimir o comércio ilícito de fentanil, retomar as compras da soja norte-americana e manter as exportações de terras raras. Trump afirmou que as tarifas sobre as importações chinesas serão reduzidas de 57% para 47%.
Neste cenário, o dólar à vista atingiu a cotação máxima do dia no Brasil, de R$5,3954 (+0,70%), às 10h09. Depois disso, oscilou em níveis mais baixos, mas sempre em alta ante o real.
“O dólar aqui acompanhou ‘pari passu’ (igualmente) o avanço da moeda no exterior, depois que Powell não garantiu um corte de juros em dezembro”, comentou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. “O Fed foi o estopim para valorização do dólar no mundo inteiro — e no Brasil também.”
No exterior, às 17h07 o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,39%, a 99,530.
(Com Reuters)
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REFLEXÃO: Michael Kitces, conselheiro financeiro: Invista pensando no longo prazo, não especule, mas, não ignore as flutuações do mercado.
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