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Ação da Petrobras cai mais de 20% na sessão e estatal perde R$ 102 bi de valor em 2 dias; BB tem perdas de R$ 10,9 bi

Confira os destaques da B3 na sessão desta segunda-feira (22)
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Informação para quem vive o mercado

Edição MarketMsg e invistaja.info

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BRASIL | invistaja.info — A sessão desta segunda-feira (22) vai ficar marcada como aquela em que os investidores passaram a rever totalmente a sua visão para as ações de estatais, notoriamente para a Petrobras (PETR3, R$ 21,55 -20,48%;PETR4, R$ 21,45, -21,51%), com uma derrocada de mais de 20% de suas ações apenas nesta data.

Somada à baixa de cerca de 8% dos ativos na sexta, quando a empresa perdeu R$ 28 bilhões de valor de mercado, a estatal de petróleo perdeu cerca de R$ 102 bilhões de valor em apenas dois pregões, indo para R$ 280,55 bilhões.

Após a indicação do governo do general Joaquim Silva e Luna para presidência da Petrobras, em substituição a Roberto Castello Branco, a percepção de risco para as ações da companhia, que já estava alta por conta das críticas de Jair Bolsonaro ao reajuste de combustíveis e ao CEO da estatal, aumentou ainda mais, com as ações da Petrobras despencando. Diversas casas de análise já reduziram a sua recomendação para os papéis da companhia após as notícias desde a última sexta-feira (veja mais clicando aqui).

+Analistas técnicos só veem recuperação da Petrobras nos R$ 23, enquanto queda abaixo de R$ 17,65 é sinal de alerta

Enquanto isso, a sessão foi de disparada para o petróleo: com o tipo brent para maio fechando em alta de 3,70%, para US$ 65,24 o barril, enquanto o WTI para abril disparou 4,12%, cotado a US$ 61,70 o barril.

Confira abaixo o gráfico trazendo a derrocada das ações PETR3 nesta sessão:

Os investidores também ficaram de olho nas ações do Banco do Brasil (BBAS3. R$ 28,83, -11,65%) e da Eletrobras (ELET3, R$ 28,91, -0,69%;ELET6, R$ 29,24, -0,17%): a do banco estatal despencou e levou junto os papéis de outros bancos como Itaú (ITUB4, R$ 25,61 -7,28%), Bradesco (BBDC3, R$ 20,53, -5,70%; BBDC4, R$ 23,08, -6,56%) e Santander (SANB11, R$ 39,03, -4,01%). Apenas o BB perdeu R$ 10,88 bilhões de valor de mercado, a R$ 82,61 bilhões.

Já os ativos ELET3 e ELET6, após chegarem a despencar quase 10% na mínima do dia, diminuíram fortemente as quedas, com os investidores vendo um menor risco de uma intervenção direta nas elétricas que afetaria os papéis do setor (veja mais clicando aqui).

Ainda no radar das estatais, segundo Lauro Jardim, Jair Bolsonaro fará com André Brandão no BB o que fez com Roberto Castello Branco na Petrobras. Bolsonaro já deixou claro a pessoas da equipe econômica que aproveitará este momento para indicar outro presidente para o BB, informa o colunista. Na véspera, o Credit Suisse já havia reduzido a recomendação para os ativos BBAS3 para neutra, assim como de ELET6. Sobre elétricas, no fim de semana, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o governo considera mudanças na tarifa de energia, o que também levou a um aumento dos temores sobre novas medidas.

Os investidores também repercutiram a notícia sobre os estudos para fusão entre Lojas Americanas (LAME4, R$ 28,95, +19,88%) e B2W (BTOW3, R$ 89,67, +1,15%), que foram umas das poucas altas do Ibovespa na sessão em meio aos estudos para a fusão entre as duas empresas. LAME4 disparou, enquanto BTOW3 teve ganhos bem mais modestos (veja mais aqui).

Também entre os poucos ganhos, estiveram as ações da Embraer (EMBR3, R$ 12,48, + 7,40%), que confirmou que está discutindo com a companhia aérea alemã Lufthansa a venda de aeronaves. Contudo, destacou que “as discussões não estão em estágio avançado”. Veja mais clicando aqui. 

Os papéis da Cielo (CIEL3, R$ 3,74, +4,76%) também fecharam com ganhos em meio a especulações sobre um possível fechamento de capital. No último domingo, Lauro Jardim informou que os seus controladores Bradesco e BB estariam estudando fechar o capital da companhia. Já em comunicado  ao mercado divulgado nesta segunda-feira, a Cielo informou que eles  refutam “neste momento” o seu fechamento de capital.

Confira os destaques:

Petrobras (PETR3;PETR4)

Após os últimos acontecimentos desde a noite da última sexta-feira (22), com o anúncio do governo da indicação do governo do general Joaquim Silva e Luna para presidência da Petrobras   , em substituição a Roberto Castello Branco, em meio às críticas do presidente Jair Bolsonaro sobre o reajuste de combustíveis, diversas casas de análise já reduziram para equivalente à venda ou colocaram a recomendação das ações da estatal em revisão.

Dentre elas, XP Investimentos, Credit Suisse e Bradesco BBI (que cortaram fortemente a recomendação e o preço-alvo), enquanto o Morgan Stanley suspendeu a recomendação.

Banco do Brasil (BBAS3)

O Credit Suisse rebaixou a avaliação do Banco do Brasil de outperform para neutra, alegando risco maior de interferência política, após a ação do presidente sobre a Petrobras. E reduziu o preço-alvo do banco de R$ 46 para R$ 38.

O banco suíço argumenta que Bolsonaro já havia entrado em atrito com o presidente do BB, André Brandão, após este anunciar medidas de reestruturação que implicaram em corte de unidades e vagas.

Vale destacar que, segundo o colunista Lauro Jardim, Jair Bolsonaro fará com Brandão o que fez com Roberto Castello Branco. Bolsonaro já deixou claro a pessoas da equipe econômica que aproveitará este momento para indicar outro presidente para o BB.

Segundo o mesmo banco, a notícia de bastidores publicada pelo jornal O Globo segundo a qual o presidente Bolsonaro está disposto a alterar a presidência do Banco do Brasil é negativa, e diz acreditar que o mercado irá precificar a interferência política.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

Após o presidente Jair Bolsonaro afirmar que o governo considera mudanças na tarifa de energia, o Credit Suisse afirmou que a declaração deve aumentar as preocupações quanto ao setor, especialmente para a Eletrobras. O banco atualizou seus modelos para refletirem essa alta na percepção de risco e custos maiores.

Assim o banco reduziu o preço-alvo das ações ELET6 de R$ 40,2 para R$ 32, e sua avaliação de outperform (expetativa de valorização acima da média do mercado) para neutra (expectativa de valorização dentro da média do mercado)). E das ações ELET3 de R$ 36,9 para R$ 28,3, com avaliação de neutra para underperform (abaixo da média).

Lojas Americanas (LAME4) e B2W (BTOW3)

Logo após o fechamento do mercado na sexta-feira (19) a Lojas Americanas e B2W emitiram um comunicado conjunto informando que irão criar comitês especiais independentes para avaliarem uma combinação de suas operações.

A decisão ocorre em um momento de forte avanço do comércio eletrônico por conta da pandemia do coronavírus.

Entre em contato para anunciar no invistaja.info

Em comunicado, as empresas disseram que o resultado da combinação dos negócios será chamada Universo Americanas. Não houve detalhes, porém, de quando o movimento deve ocorrer.

Apesar do comunicado ter sido publicado após o fechamento, o anúncio teve impacto nas ações. Os papéis BTOW3 ficaram com a maior alta do dia no Ibovespa, avançando 6,81%, cotados a R$ 88,65. Já os ativos LAME4 subiram 1,39%, para R$ 24,15.

Com uma fatia de 62,5%, hoje a Lojas Americanas já é controladora da B2W, que por sua vez é dona de alguns dos maiores sites de e-commerce do País, como o Submarino.

No comunicado, ao justificar a intenção de união, as companhias afirmaram que a combinação criará um “poderoso motor de fusões e aquisições”.

Juntas, as empresas possuem uma rede de 1.700 lojas físicas em 750 cidades do país e um marketplace online com mais de 87 mil vendedores. As companhias também citaram que a união poderá criar um “poderoso negócio” de publicidade integrado, reunindo fornecedores, vendedores e outros parceiros.

A XP comentou a notícia de que Lojas Americanas e a controlada B2W estudam uma potencial fusão. Um comitê independente com três membros independentes da B2W foi formado para avaliar o negócio junto à Lasa e submetê-lo ao conselho. potencial transação junto às Lojas Americanas, para depois submetê-la ao Conselho de B2W para aprovação.A XP diz ver a potencial transação como positiva, por eventualmente garantir uma melhor gestão estratégica, agilidade e uma “precificação mais justa das ações”. O banco diz acreditar que a tendência do setor de e-commerce é oferecer um ecossistema mais amplo, abarcando todas as etapas de compra pelos clientes.

Os analistas reiteraram a sua recomendação de compra para ambas as empresas, com preço-alvo de R$ 121 para a B2W, frente os R$ 88,65 negociados na sexta para os papéis BTOW3; e de R$ 36 por ação para as Lojas Americanas, frente os R$ 24,15 para os papéis LAME4. O banco também reforçou as Lojas Americanas como sua preferência para o setor.

O Bradesco BBI também comentou a notícia sobre B2W e Lojas Americanas, que classificou como muito aguardada pelos investidores e positiva para os papéis de ambas as empresas.

O banco ressaltou que as Lojas Americanas detêm 62,5% das ações da B2W, disse avaliar que a estrutura de uma potencial transação ainda não é clara, mas que “Universo Americanas” será um ator mais competitivo. Mas pode acirrar a concorrência no setor.

O banco diz avaliar que a notícia deve ser bem recebida pelo mercado, já que investidores vêm questionando as empresas há anos sobre a racionalidade da estrutura existente. O banco diz avaliar que a reestruturação aumentaria a competitividade do Universo Americanas. O Bradesco destaca que a fusão gerará um banco de dados unificado, que permitirá análise mais rápida e assertiva do comportamento de clientes, unificação de estoques, plataforma mais ampla para serviços de anúncios oferecidos a vendedores e fornecedores, que devem elevar o faturamento, uma visão única sobre os investimentos e aquisições da empresa.

No curto prazo, o banco diz esperar que as ações de ambas as empresas devem ter desempenho acima da média do mercado. No curto prazo, o Bradesco diz ver as Lojas Americanas como a melhor aposta para faturar com a transação, mas mantém avaliação neutra para a empresa, devido a preocupações com o aumento da concorrência. A Enjoei continua sendo sua top pick (escolha preferida) para o setor.

EDP Brasil (ENBR3)

O Credit Suisse divulgou sua avaliação sobre os resultados operacionais da EDP Brasil, que afirmou enxergar como amenos, ligeiramente acima de sua expectativa.

O banco afirma que o aumento de 5,6% nas receitas consolidadas, na comparação anual, se deve a alta nas tarifas e volumes maiores em unidades de distribuição, além de energia contratada por preços favoráveis e o início da operação de novas linhas de transmissão. Esses pontos positivos foram parcialmente contrabalançados por estratégias de alocação mais fracas e volumes menores.

O Credit afirma que os custos totais e despesas aumentaram 5,3%, um patamar 20,5% menor do que a sua expectativa, principalmente devido a maiores custos de aquisição de energia, em uma comparação anual. O lucro foi prejudicado por resultados financeiros piores do que o esperado, mas beneficiados por renda com juros maior do que o esperado. O banco indica avaliação em outperform para a EDP, com preço-alvo de R$ 24,6, frente a R$ 18,63 negociados na sexta (19).

Cogna (COGN3) e Eleva

O Bradesco BBI comentou a notícia do Valor de que Cogna e Eleva estão finalizando o acordo pelo qual a Cogna venderá para a Eleva as escolas do ensino fundamental que administra, e a Eleva venderá os sistemas de ensino fundamental para a subsidiária da Cogna, Vasta. O acordo deverá envolver 52 escolas da Cogna. O banco ressaltou que o acordo ainda precisa ser confirmado, e deve ser positivo para a Cogna, em um setor no qual aquisições do tipo são importantes para diluir custos e reunir informações de mercado. Assim, a inclusão dos ativos da Eleva deverá ser uma vantagem estratégica. O banco mantém avaliação neutra para a Cogna, com preço-alvo de R$ 6 para 2021, frente os R$ 4,18 negociados na sexta.

Fertilizantes Heringer (FHER3)

A Cibra, companhia de fertilizantes controlada pela norte-americana Omimex Resources, expandiu sua capacidade no Brasil por meio da compra de uma fábrica da Fertilizantes Heringer por R$ 55 milhões, disseram as empresas em comunicados divulgados nesta sexta-feira. A Cibra anunciou a aquisição da unidade no sudeste de Minas Gerais, que possui capacidade para produzir 400 mil toneladas por ano.

A compra vai ampliar sua capacidade de produção no Brasil em 24%. O negócio faz parte de um plano de expansão de 400 milhões de reais da Cibra, que almeja atingir uma capacidade local de 2,5 milhões de toneladas até 2025. A transação está sujeita a aprovações regulatórias.

A Cibra, que tem a Anglo American como sócia minoritária, possui agora 11 fábricas no Brasil. Além da planta adquirida em Minas Gerais, a Cibra planeja construir uma nova fábrica neste ano e também comprar pelo menos mais uma unidade de produção, segundo a companhia.

A Cibra, uma das cinco maiores empresas de fertilizantes do Brasil, vendeu 1,7 milhão de toneladas de produtos no país no ano passado, alta de 15%. A companhia superou sua própria previsão para o crescimento das vendas em 2020, que era de 6%.

CCR (CCRO3)

O Bradesco BBI comentou os dados operacionais divulgados pela CCR, relativos à semana de 12 de fevereiro. As estradas com pedágio tiveram queda de 5% no tráfego na comparação anual, 6,8 pontos percentuais em relação à semana anterior. O tráfego de passageiros de mobilidade urbana teve queda de 54% na mesma comparação e de 8,8% na comparação com a semana imediatamente anterior. O de concessões de aeroportos caiu 54% na comparação anual, e 1,9% na comparação com a semana anterior.

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