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Ações da Coteminas (CTNM3; CTNM4) saltam até 100% após Shein fechar acordo com empresa para produção local

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Edição invistaja.info e MarketMsg

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AEDU3 | DY: 0.0 | ROIC: 0.0577 | P/VP: 3.32 | Div.Brut/Pat.: 0.3 | Mrg.Ebit: 0.1008 | Mrg.Liq.: 0.0698

Empresa cuja ação que costuma ter baixo volume de negociação, a têxtil Coteminas (CTNM3;CTNM4) registra uma disparada das ações após assinar acordo com a Shein para a chinesa aumentar a produção no Brasil. Às 10h40 (horário de Brasília), os papéis ordinários CTNM3 subiam 99,5%, a R$ 8, enquanto os CTNM4 saltavam 74,38%, a R$ 2,11, para entrarem em leilão posteriormente.

A Companhia de Tecidos Norte de Minas (Coteminas), que pertence ao atual presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes da Silva, anunciou na quinta a assinatura do memorando de entendimentos com a chinesa.

O documento prevê que 2 mil dos clientes confeccionistas da empresa passem a ser fornecedores da companhia asiática para atender os mercados doméstico e da América Latina. A parceria abrange o financiamento para capital de trabalho e contratos de exportação de produtos para o lar.

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Na quinta-feira, Josué participou de uma reunião do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com representantes da Shein, voltada especialmente para fast fashion.

Segundo Haddad, o empresário intermediou o entendimento com a varejista chinesa, especialmente depois da polêmica sobre sonegação de impostos nas compras em sites estrangeiros que vendem para o Brasil. Filho de José Alencar, morto em 2011, vice do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos seus dois primeiros mandatos, Josué sempre foi considerado próximo do petista. E tem se aproximado de alguns integrantes do governo, sobretudo de Haddad.

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Na briga pela taxação das asiáticas, que acabam provocando uma concorrência desleal com as varejistas brasileiras, o empresário teve importante participação no acordo que culminou no anúncio da Shein de que pretende nacionalizar 85% das vendas em quatro anos, com produtos feitos no Brasil. A plataforma chinesa anunciou que fará investimentos de cerca de R$ 750 milhões no setor têxtil brasileiro e vai gerar até 100 mil empregos indiretos no País nos próximos três anos.

Todo o imbróglio envolvendo os marketplaces asiáticos começou com a decisão do governo de taxar as vendas dos sites, acabando com a isenção de tributação nas importações no valor de até US$ 50 entre pessoas físicas. A suspeita era de que haveria simulação de compras entre pessoas físicas para escapar do imposto.

Uma semana depois, o governo recuou da decisão, diante da repercussão negativa da proposta na opinião pública. No dia seguinte, a Shein anunciou os investimentos.

(com Estadão Conteúdo)

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REFLEXÃO: Eddy Elfenbein, dono do site Crossing Wall Street: Seja paciente e ignore modismos. Foque no valor e não entre em pânico.

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