Ações da Petrobras caem mais de 2% e Soma recua 15% em dois dias; Vale sobe e Smiles tem queda após balanços

Confira os destaques da B3 na sessão desta terça-feira (27)
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Edição MarketMsg e invistaja.info

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ARZZ3 | EV/EBIT: 122.74 | Div.Brut/Pat.: 0.47 | Liq.2meses: 53021900.0 | P/L: 157.72 | DY: 0.0063 | Cresc.5anos: 0.0736

BRASIL | invistaja.info — Após uma disparada de 26% na véspera com o anúncio de combinação de negócios com o Grupo Soma (SOMA3, R$ 11,90, -6,08%), as ações da Cia. Hering (HGTX3, R$ 27,14, -5,17%) tiveram uma sessão bastante volátil, abrindo em queda, chegando a subir 1,68%, mas fechando no negativo. Enquanto isso, após cair cerca de 10% na véspera, os papéis SOMA3 seguiram com forte recuo nesta terça-feira (27), acumulando perdas de 15,60% nestes dois pregões.

No radar de recomendações, o Morgan Stanley elevou a recomendação da Cia. Hering de underweight (exposição abaixo da média do mercado) para equalweight (exposição em linha com a média do mercado), com um novo preço-alvo de R$ 30 por ação, em linha com o valor da aquisição proposta pelo grupo Soma.

Enquanto isso, as ações de petroleiras, como a Petrobras (PETR3, R$ 22,74, -2,40%; PETR4, R$ 23,10, -2,86%) viraram para perdas durante a tarde, após chegarem a subir 1% mais cedo. Os preços do petróleo subiram hoje, com o Brent, referência internacional, tocando US$ 66 por barril antes de reunião do grupo de produtores Opep+ para discussões sobre sua política de oferta, embora preocupações com a crise do coronavírus na Índia e impactos na demanda limitassem a alta.

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A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados terão uma reunião de monitoramento nesta terça, ao invés de quarta-feira como planejado antes. Um encontro técnico do grupo na segunda-feira expressou preocupações com os crescentes casos de Covid-19, mas manteve suas projeções para a demanda por petróleo.

Enquanto isso, as ações da Vale (VALE3, R$ 110,12, +1,43%), após abrirem praticamente estáveis, fecharam em alta, ainda que os analistas tenham visto os números do resultado do primeiro trimestre de 2021 sem grandes surpresas. A visão segue positiva para os ativos, com o programa de recompra de ações e o forte preço do minério de ferro dando suporte para os papéis. Veja mais clicando aqui.

Cabe ressaltar que os futuros de referência do minério de ferro na Ásia subiram em meio a uma sólida demanda e a preços em alta no aço, enquanto dados mostrando um forte crescimento nos lucros de empresas industriais chinesas aumentou ajudaram no sentimento positivo que alimentava o rali.

O contrato do minério de ferro para setembro na bolsa de commodities de Dalian DCIOcv1 encerrou o pregão diurno com alta de 1,9%, a 1.158,50 iuanes (US$ 178,64) por tonelada, alcançando um ganho acumulado no ano de 33,5%. Na bolsa de Cingapura, o minério de ferro para maio avançava cerca de 1,4%, para 190,10 dólares por tonelada, após ter chegado a tocar 192,25 dólares.

Confira os destaques:

Vale (VALE3, R$ 110,12, +1,43%)

A mineradora Vale registrou um lucro líquido de US$ 5,546 bilhões no primeiro trimestre de 2021, uma alta de 2.220% em relação ao resultado de US$ 239 milhões obtido no mesmo período do ano passado. O resultado também cresceu de forma significativa em relação ao trimestre anterior, quando a empresa registrou ganhos de US$ 739 milhões.

A companhia também informou ter gerado fluxo de caixa livre de mais de US$ 5,8 bilhões entre janeiro e março. Uma das maiores produtoras globais de minério de ferro, a empresa teve um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de US$ 8,35 bilhões entre janeiro e março, ante US$ 2,882 bilhões um ano antes. Este resultado também veio em linha com as estimativas de analistas.

No documento do balanço, o presidente da companhia, Eduardo Bartolomeo, afirmou estar confiante de que os resultados financeiros refletem a consistência da mineradora no cumprimento das promessas de redução de riscos da Vale.

No comunicado, o executivo destacou a entrada em vigor do acordo referente à tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais, e o processo de recompra de ações feito recentemente pela companhia recentemente como pontos favoráveis.

A produção de minério de ferro da Vale atingiu 68 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2021, uma alta de 14,2% em relação ao igual período do ano passado. No relatório de produção divulgado ao mercado no último dia 19.

A Vale destacou, na ocasião, que avançou em seu plano de estabilização e retomada operacional. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior houve queda de 19,5% no volume produzido pela mineradora, diferença comum por questão sazonal. O crescimento no comparativo anual é atribuído à retomada gradual das operações paradas nos complexos Timbopeba, Fábrica e Vargem Grande; ao melhor desempenho em Serra Norte e menor volume de chuvas em janeiro de 2021; ao aumento das compras de terceiros; e ao reinício das operações em Serra Leste, no Sistema Norte.

Após a divulgação do relatório de produção, o mercado reafirmou a confiança de que a Vale atinja sua projeção de produção de minério de ferro em 2021, estimado no intervalo de 315 milhões a 335 milhões de toneladas.

De acordo com a XP, a Vale reportou resultados fortes no primeiro trimestre, mas avalia que já está precificado após o relatório de produção. O Ebitda ajustado proforma de US$ 8,5 bilhões exclui despesas de Brumadinho e doações relacionadas à Covid-19 de US$117 milhões. Esses números mais fortes foram resultado de preços realizados mais altos (US$ 155,50 por tonelada, alta de 20% na base trimestral e 1% acima da expectativa da XP). O fluxo de caixa operacional foi de US$ 5,9 bilhões devido ao forte Ebitda e à melhora no capital de giro. Os analistas reiteraram a recomendação de compra (com preço-alvo de R$ 122 por ação) e esperam fortes dividendos para 2021.

Smiles (SMLS3, R$ 21,40, -1,56%)

A Smiles teve lucro líquido de R$ 47,7 milhões no primeiro trimestre de 2021, queda de 15,2% frente igual período de 2020.

“Os principais impactos sobre as informações financeiras trimestrais se relacionam à redução no volume de resgates de milhas (13.976 milhões de milhas resgatadas no trimestre findo em 31 de março de 2021 em comparação a 17.860 milhões no mesmo período findo em 31 de março de 2020) que reflete na redução na receita líquida e margem de lucro da Companhia”, destacou a Smiles.

A receita líquida totalizou R$ 151,11 milhões no primeiro trimestre, 11,8% menor frente o mesmo trimestre de 2020. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, a baixa na receita líquida foi de 28,4%.

Embraer (EMBR3, R$ 15,93, -0,99%)

A Embraer entregou um total de 22 jatos no primeiro trimestre de 2021, sendo nove comerciais e 13 executivos (10 leves e três grandes). Em 31 de março de 2021, a carteira de pedidos firmes a entregar totalizava US$ 14,2 bilhões.

Durante o período, a KLM Cityhopper, subsidiária regional da KLM Royal Dutch Airlines, recebeu seu primeiro jato E195-E2, por meio da empresa ICBC Aviation Leasing, elevando para 50 o número total de jatos da Embraer operando na frota KLM Cityhopper.

No mesmo período, a Air Peace, a maior companhia aérea da Nigéria e do Oeste da África, recebeu seu primeiro jato E195-E2. A Air Peace se tornou assim a primeira cliente de E2 na África, sendo também e empresa lançadora global do design inovador premium de assentos escalonados da Embraer.

Ainda no trimestre, a Embraer entregou a primeira conversão de um Legacy 450 em um jato Praetor 500 à AirSprint Private Aviation. A empresa canadense de propriedade compartilhada tem programada uma segunda conversão ainda este ano, além da entrega de um novo Praetor 500, também em 2021. Com essas adições, a Airsprint terá três Praetor 500 na frota e um total de nove aeronaves da Embraer.

As entregas de aeronaves no trimestre ficaram abaixo da estimativa do BBI, de 11 aeronaves comerciais e 20 jatos executivos. No entanto, o primeiro trimestre costuma ser sazonalmente fraco para as entregas de aeronaves e deve acelerar ao longo do ano, avaliam.

Os analistas ajustaram o modelo para a Embraer e aumentaram as entregas de aeronaves comerciais de 41 para 44 em 2021 (expectativa de estabilidade na comparação anual), considerando as entregas iniciais de E175s para a Republic Airways no primeiro trimestre de 2021.

No entanto, eles mantêm recomendação underperform (desempenho abaixo da média) com preço-alvo de US$ 5 para o ADR ao final de 2021, visto que os novos pedidos de aeronaves regionais estão demorando mais para se materializar, apesar da recuperação na demanda por viagens aéreas nos Estados Unidos. O modelo do BBI presume que a Embraer anunciará pedidos firmes de 45 aeronaves comerciais em 2021.

hotWords: ações mais recua após queda smiles balanços dois

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Arezzo (ARZZ3, R$ 76,47, -0,57%), Soma (SOMA3, R$ 11,90, -6,08%) e Cia. Hering (HGTX3, R$ 27,14, -5,17%)

A Arezzo informou ao mercado na manhã desta terça que não fará uma nova oferta para combinação de negócios com a Cia. Hering. A companhia afirmou que “seguirá fiel à sua bem-sucedida estratégia de crescimento, orgânico e por aquisições, sempre observando a racionalidade e a defesa dos interesses de todos os seus acionistas”.

Em uma negociação relâmpago, o Grupo Soma (dono das marcas Animale e Farm) fechou na segunda um acordo para incorporar a Hering. O negócio avalia a centenária marca de confecções em R$ 5,1 bilhões, preço bem superior aos pouco mais de R$ 3 bilhões que a Arezzo havia oferecido em uma oferta considerada hostil pela companhia. O movimento animou as ações da Hering, que fecharam o dia em alta de 26%, a R$ 28,62 – um ganho de valor de mercado equivalente a R$ 965 milhões em um só dia.

Após o acordo, o Morgan Stanley elevou a recomendação da Cia. Hering de underweight (exposição abaixo da média do mercado) para equalweight (exposição em linha com a média do mercado), com um novo preço-alvo de R$ 30 por ação, em linha com o valor da aquisição.

Os analistas destacam que, embora a transação continue sujeita a algumas condições, incluindo a revisão antitruste do CADE, a fusão agora é o caso base; “observamos que há uma taxa de rescisão de R$ 250 milhões como parte do acordo da transação”.

O cenário mais pessimista do Morgan permanece com preço-alvo de R$ 10, refletindo um cenário em que a Hering permanece uma empresa autônoma e os fundamentos se deterioram ainda mais. Já o cenário mais otimista é de preço-alvo de R$ 35 (ante R$ 27).

O target está acima do valor implícito da proposta do Grupo Soma mas, olhando para as transações precedentes, veem um escopo relativamente limitado de alta acima do caso-base revisado.

“No final das contas, o valor estratégico da Hering era maior do que nossa estimativa anterior, provavelmente em parte devido a vários pretendentes e um portfólio de marcas visto como complementar para operadoras de moda e calçados. Embora o risco / recompensa seja negativo no caso da transação falhar, com a conclusão do negócio em nosso caso-base, passamos para uma recomendação equalweight”, destacam.

Via Varejo (VVAR3, R$ 12,16, -5,37%)

A Via Varejo tem entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões em créditos fiscais acumulados “que vão virar caixa” nos próximos três a cinco anos e não tem necessidade de recorrer ao mercado de capitais no momento para bancar planos de expansão, disse Orivaldo Padilha, vice-presidente financeiro da companhia, na segunda.

Porém, ele afirmou que se a Via Varejo encontrar alguma oportunidade “relevante” de aquisição, a companhia “talvez tenha que recorrer ao mercado de capitais”.

Energias do Brasil (ENBR3, R$ 18,58, -1,48%)

A Energias do Brasil, do grupo europeu EDP Energias de Portugal, tem meta de chegar a 2025 com usinas solares em operação no Brasil que somem 1 gigawatt em capacidade, disse Henrique Freire, diretor financeiro da companhia, na segunda, durante evento on-line com investidores.

Equatorial (EQTL3, R$ 24,90, -0,52%)

O Credit Suisse comentou a divulgação da guidance (documento com previsões e planos) operacional da Equatorial Energia para o primeiro trimestre de 2021. Os volumes totais cresceram 4% na comparação anual, virtualmente em linha com a expectativa do Credit, de 5%. As performances mais fortes vieram das unidades de Maranhão e Piauí, com altas de 5,4% em ambos os casos.

O banco vê a guidance como forte, e diz acreditar que ela se traduzirá em resultados robustos para a Equatorial. O Credit diz esperar melhoras nas provisões por inadimplência, impulsionada pela expansão da base de clientes de renda baixa. Além disso, os resultados da Equatorial devem se beneficiar de revisões recentes de tarifas. O Credit mantém recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado), e preço-alvo de R$ 25,20, frente aos R$ 25,03 negociados na segunda.

Usiminas (USIM5, R$ 23,09, +0,65%)

O Morgan Stanley atualizou suas estimativas para a Usiminas de forma a incorporar os resultados do primeiro trimestre. O banco elevou sua expectativa para o Ebitda em 2021 em 59%, a R$ 10,675 milhões; em 59% para 2022, a R$ 6,309 milhões; em 51% para 2023, a R$ 7,031 milhões; e em 28% para 2024, a R$ 5,717 milhões. As estimativas para os ganhos por ação normalizados são de R$ 4,57 em 2021, R$ 2,85 em 2022, R$ 3,55 em 2023 e R$ 3,14 em 2024.

O novo preço-alvo para o final de 2021 foi elevado de R$ 16 para R$ 25 para os papéis USIM5, negociados por R$ 22,94 na segunda. O banco diz que as alterações refletem remessas maiores de minério e os preços domésticos do aço. O banco mantém recomendação equal-weight (expectativa de valorização dentro da média do mercado) para a empresa.

Itaúsa (ITSA4, R$ 10,05, -2,14%)

A Itaúsa, holding dona do Itaú Unibanco, anunciou nesta terça-feira que acertou a compra de 8,53% da empresa de saneamento básico Aegea por R$ 1,3 bilhão.

Esse investimento corresponde a 10,2% do capital votante da Aegea, que manterá entre os sócios os atuais acionistas controladores e o Fundo Soberano de Singapura (GIC).

Em fato relevante, a Itaúsa afirmou que os recursos devem ser captados por instrumento de dívida de longo prazo e que o investimento será contabilizado pelo método de equivalência patrimonial e deve ser concluído no segundo trimestre de 2021.

A Itaúsa terá o direito de indicar um membro o conselho de administração da Aegea, líder privada em saneamento básico no Brasil, afirmando atender mais de 11 milhões de pessoas em 126 municípios em 12 Estados do país.

CCR (CCRO3, R$ 12,05, -2,03%)

A CCR anunciou ter fechado acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) um aditivo ao contrato de concessão do aeroporto de Confins (MG).

Segundo a concessionária, o aditivo permite a revisão neste ano de valores estimados para custos e despesas do fluxo de caixa Marginal, devido as impactos econômicos da Covid-19 para o setor aeroportuário.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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REFLEXÃO: Barry Ritholtz, da Bloomberg: Mantenha a simplicidade, faço menos e administre sua estupidez.

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