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Ações de Cemig e Rede D’Or sobem, Méliuz e Enjoei caem forte após balanços; Vale e siderúrgicas têm ganhos

Confira os destaques da B3 na sessão desta segunda-feira (17)
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Edição invistaja.info e MarketMsg

palavras-chave: Ações de Cemig e Rede D’Or sobem, Méliuz e Enjoei caem forte após balanços; Vale e siderúrgicas têm ganhos; invistaja.info;


KEPL3 | P/Ativo: 1.482 | Liq.Corr.: 1.45 | Cresc.5anos: 0.1042 | ROIC: 0.1365 | P/EBIT: 16.47 | Mrg.Liq.: 0.0976

BRASIL | invistaja.info — Após uma sequência de três quedas na última semana com a baixa do minério e do aço na China, as ações de Vale (VALE3) e de siderúrgicas como Usiminas (USIM5), CSN (CSNA3) e Gerdau (GGBR4) avançam entre 1% e 2% nesta segunda-feira (17) em meio a dados positivos no ambiente doméstico.

No setor siderúrgico, atenção para as vendas de aço divulgadas pelo IABr (Instituto Aço Brasil). O Bradesco BBI afirma que elas melhoraram sequencialmente e com alta de 115% na demanda aparente de chapas de aço em abril em comparação com um ano antes, e de 74% em aços longos, na mesma comparação.

Ainda em destaca, o Bradesco BBI ressalta que, de acordo com fontes de mercado contatadas pela Platts, fornecedora de informações sobre o setor de commodities, as usinas devem aumentar os preços do aço laminado a quente (HRC, na sigla em inglês) em junho entre 10% e 15% no Brasil; também são prováveis anúncios de aumento de preço do vergalhão de aço.

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As ações da Braskem (BRKM5) também registram ganhos. No radar da companhia, o seu conselho de administração autorizou a venda de 902.166 ações preferências classe A de emissão da empresa mantidas em tesouraria. A Braskem informou que a medida foi tomada após a constatação de que foiexcedido o saldo de recursos disponíveis conforme apurado nas últimas demonstrações contábeis divulgadas.

A reta final da temporada de resultados também traz desempenhos expressivos de ações nesta segunda-feira. Cemig (CMIG4) avança cerca de 2% após o balanço, enquanto que, fora do Ibovespa, Méliuz (CASH3) tem baixa de cerca de 5% e Enjoei (ENJU3) cai quase 8% após o resultado. Já Rede D’Or avança cerca de 2%.

Confira os destaques:

GetNinjas (NINJ3) 

As ações da GetNinjas estreiam na B3. A companhia precificou suas ações na última semana a R$ 20, abaixo da faixa indicativa definida pelos coordenadores, que ia de R$ 24,90 a R$ 33,50 por papel, numa operação que movimentou cerca de R$ 555 milhões.

Acionistas da companhia, que incluíam Saint-Gobain, Tiger Global, Monashees e KV GN Holdings, além dos empresários Evan Feinberg e Eduardo Orlando L’Hotellier, venderam o equivalente a R$ 233 milhões na operação.

Além disso, a Getninjas captou R$ 321,3 milhões com a venda de ações novas, a serem usados para investir em marketing, contratar pessoas e reforçar o caixa.

A oferta foi ancorada pelas gestoras Verde, Miles Capital e Indie Capital.

Criada em 2011, a companhia é uma plataforma disponível em plataformas móveis e digitais, presente em todos os Estados do Brasil e que conecta digitalmente profissionais de variadas áreas, pessoas físicas ou jurídicas, a potenciais clientes.

Os profissionais oferecem seus serviços mediante a compra de pacote de moedas virtuais para uso exclusivo na plataforma na compra de ordens de serviços, ou leads, dos clientes cadastrados.

Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR4)

O Bradesco BBI comentou as vendas de aço divulgadas pelo IABr (Instituto Aço Brasil). O banco afirma que elas melhoraram sequencialmente, com alta de 115% na demanda aparente de chapas de aço em abril em comparação com um ano antes, e de 74% em aços longos, na mesma comparação.

O banco aponta que a performance doméstica continua a melhorar, impulsionada pela base de comparação baixa de abril de 2021, em que a demanda foi plenamente impactada pela pandemia. Mesmo assim, em comparação com 2019 a demanda de chapas de aço foi 35% maios em abril de 2021, e de aços longos, 39% maior na mesma comparação.

O banco espera que o ritmo se mantenha forte nos próximos meses, impulsionado pela demanda. O banco aponta a Usiminas é sua top pick (escolha favorita) na América Latina, e que mantém avaliação outperform (expectativa de valorização acima da média do mercado) para a Gerdau.

Petrobras (PETR3;PETR4) 

O Bradesco BBI elevou a recomendação para as ações PN da Petrobras de neutra para outperform (desempenho acima da média do mercado) após o balanço e a teleconferência de resultados da companhia, com os analistas destacando que a nova gestão da empresa transmitiu uma mensagem positiva de continuidade em sua teleconferência, especialmente no que diz respeito à política de dividendos e vendas de ativos.

O preço-alvo dos ativos PETR4 também foi elevado de R$ 32 para R$ 35, o que corresponde a um potencial de valorização de 33% em relação ao fechamento de sexta-feira (14).

“Pelo valuation atual, vale a pena correr o risco, em nossa visão. Uma vez e se as ações se aproximarem de R$ 35, o risco eleitoral de 2022 começará a pesar mais sobre a relação risco / recompensa; portanto, achamos que a hora de comprar é agora”, avaliam os analistas Vicente Falanga e Gustavo Sadka.

Os analistas apontam que, apesar da mensagem de continuidade, os reajustes nos preços dos combustíveis devem ser menos frequentes olhando para a frente. “Acreditamos que há uma chance de que os preços do petróleo cheguem a US$ 80 o barril no terceiro trimestre, uma vez que os estoques da OCDE diminuam rapidamente. Nesse caso, acreditamos que a Petrobras não ajustará os preços com tanta agilidade como o mercado desejaria, levando potencialmente a alguma frustração”, apontam.

Na sexta, vale destacar, o Itaú BBA elevou a recomendação para a Petrobras de neutra para outperform, com preço-alvo de R$ 38 para os ativos PN.

Cielo (CIEL3)

A Cielo afirmou que não procede notícia veiculada pelo jornal “O Globo”, em 16 de maio, sobre possível parceria em negociação entre Facebook e Cielo para processamento de serviços financeiros, incluindo marketplace. A companhia informa ainda que desconhece a fonte da notícia veiculada.

“A Cielo busca continuamente alternativas e soluções que reforcem sua atuação e sua posição de liderança na indústria de pagamentos brasileira, e manterá seus acionistas e o mercado informados caso haja qualquer desenvolvimento ou parceria relevante, em linha com o previsto na legislação e com as melhores práticas do mercado”, apontou.

CVC (CVCB3) 

A operadora de turismo CVC registrou prejuízo de R$ 81,4 milhões no primeiro trimestre de 2021, o que representou uma queda de 92,9% ante as perdas de R$ 1,151 bilhão acumuladas no mesmo período de 2020.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ficou negativo em R$ 56,403 milhões, o que representou uma melhora de 92,4% ante o Ebitda negativo de R$ 741,432 milhões do mesmo intervalo do ano passado.

As despesas financeiras somaram R$ 10,531 milhões no período de janeiro a março, uma queda de 79,1% sobre a despesa financeira de um ano antes.

A receita líquida atingiu no período R$ 165,935 milhões, recuo de 58,2% sobre o mesmo intervalo de 2020.

Segundo a empresa, o prejuízo do período decorre, mais uma vez, do impacto causado pela pandemia da covid-19, especialmente no Brasil. “No primeiro trimestre do ano de 2021 fizemos bons progressos na preparação da CVC para liderar a retomada dos negócios, com uma boa evolução financeira, embora os volumes de novas vendas e embarques tenham sido abaixo das expectativas em função das restrições impostas devido ao aumento de casos, nesta nova onda da pandemia covid-19”, informou, na mensagem da administração que acompanha o balanço.

O Bradesco BBI classificou os resultados da CVC como bons dadas as circunstâncias no setor de viagens e destacou a habilidade da empresa de elevar taxas mesmo em meio às dificuldades. Destaca também o enfoque da gestão sobre produtos com margem maior, ao invés apenas de volume, o que será importante para sua lucratividade. O banco mantém avaliação neutra e preço-alvo de R$ 24, frente aos R$ 24,72 de fechamento na sexta.

Cemig (CMIG4)

A estatal mineira de energia elétrica Cemig registrou lucro líquido de R$ 422,35 milhões entre janeiro e março de 2021, revertendo prejuízo líquido de R$ 68,13 milhões obtido no mesmo período de 2020.

O Ebitda saltou 133,25% em comparação anual, para R$ 1,845 bilhão. O Ebitda ajustado, que exclui efeitos extraordinários, foi de R$ 1,657 bilhão, alta de quase 23% ano a ano.

A Cemig disse que os números refletem basicamente o aumento das receitas neste ano e a comparação com um trimestre de 2020 em que o Ebitda foi afetado negativamente em cerca de R$ 609 milhões pela desvalorização da participação detida na elétrica fluminense Light.

Neste ano, a companhia mineira decidiu se desfazer inteiramente da fatia na Light, o que foi efetivado em janeiro por meio da venda de ações em uma oferta pública que levantou R$ 1,37 bilhão.

A Cemig disse que, como resultado da operação, reconheceu um ganho antes de tributos de R$ 108,55 milhões, ao considerar como custo o valor registrado do ativo, que vinha sendo classificado como “mantido para venda” em seu balanço.

A receita líquida da Cemig no primeiro trimestre somou R$ 7,1 bilhões, contra R$ 6 bilhões no mesmo período de 2020.

Os custos e despesas operacionais, por sua vez, totalizaram R$ 5,7 bilhões, acima dos R$ 5 bilhões no ano anterior. A companhia registrou ganhos com participações societárias em empresas, medidos por equivalência patrimonial, de R$ 118,68 milhões, acima dos R$ 82 milhões há um ano atrás.

Em relação ao mercado elétrico, a Cemig registrou redução de 1,73% na quantidade de energia vendida no trimestre, com diminuição de 13,82% na energia comercializada com consumidores comerciais, em meio a impactos da pandemia, e no mercado cativo. Houve ainda queda de 15,77% no suprimento a outras concessionárias de energia.

As vendas para o segmento industrial, por outro lado, aumentaram 13,69%, principalmente em função de novos contratos assinados com clientes livres prevendo início de fornecimento em janeiro de 2021.

Cosan (CSAN3)

A empresa de energia e infraestrutura Cosan reportou lucro líquido de R$ 827,7 milhões no primeiro trimestre, avanço de 28% na comparação anual, informou a companhia em balanço financeiro na sexta-feira.

O Ebitda ajustado somou R$ 2,57 bilhões, alta de 8,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em termos ajustados, o lucro líquido ficou em R$ 764,6 milhões, aumento de 18%.

O lucro e o resultado operacional foram “impulsionados pela expansão dos resultados da maior parte dos negócios” do grupo, disse a Cosan no balanço. A receita líquida alcançou R$ 22,51 bilhões entre janeiro e março, um incremento de 14,7% ante o desempenho dos três primeiros meses de 2020.

A companhia destacou que as informações financeiras foram apresentadas em base proforma, incluindo consolidação de 100% dos resultados de controladas diretas e de 50% da Raízen, de forma a permitir comparação com períodos anteriores. Os dados também levam em conta as informações da Rumo e despesas operacionais e financeiras das holdings incorporadas.

A Cosan ressaltou que a pandemia da Covid-19 segue impactante, em número de casos, mas a empresa já vê sinais positivos de recuperação global à medida que a vacinação avança.

“Em meio à crise, surgem também oportunidades, e os nossos negócios apresentaram mais um trimestre de resultados consistentes, ancorados nas macrotendências globais, muitas delas aceleradas pela pandemia”, afirmou o CEO da companhia, Luis Henrique Guimarães, em nota.

Em relação à Raízen, joint venture com a Shell, a Cosan destacou que a moagem da safra foi encerrada com 61,5 milhões de toneladas (+3%) e produção de 8,3 milhões de açúcar equivalente(+7%), como reflexo da melhor produtividade agrícola e com 52% do mix de produção destinado ao açúcar.

Méliuz (CASH3)

O Méliuz teve queda de 51,2% do lucro na comparação anual, passando de R$ 6,2 milhões para R$ 3,01 milhões no primeiro trimestre de 2021; a companhia destacou o crescimento da base de usuários no período, estimulado por um forte crescimento em despesas. A receita líquida subiu 63,7%, a R$ 51,81 milhões.

O Méliuz abriu 2,4 milhões de contas, uma média de 27 mil contas abertas por dia corrido, enquanto o número de usuários ativos teve alta de 226%, para 7,1 milhões.

O volume bruto de mercadorias (GMV, na sigla em inglês) teve alta de 93% na base anual, para R$ 2,9 bilhões no trimestre, enquanto o número cumulativo de cartões solicitados teve alta de 19 vezes em um ano, a 4,5 milhões.

O Ebitda teve queda 49%, para R$ 4,9 milhões, com margem de 9,5%, “explicado pela variação das despesas ao longo do trimestre”. As despesas com cashback tiveram alta de 45%, a R$ 21,2 milhões, enquanto os custos com pessoal passaram para R$ 7,8 milhões, quase duas vezes maior. Enquanto isso, as despesas com marketing subiram de  R$ 300 mil no primeiro trimestre do ano passado para R$ 7 milhões na base anual, alta de quase 23 vezes.

Orizon (ORVR3)

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A Orizon teve prejuízo líquido de R$ 45,5 milhões no primeiro trimestre de 2021, cerca de cinco vezes acima dos R$ 9,1 milhões registrados no primeiro trimestre de 2020.

A receita líquida atingiu R$ 88 milhões no trimestre, redução de 4,2% na base anual, justificado, principalmente, pela queda no volume dos resíduos sólidos recebidos nos ecoparques da companhia. O Ebitda ajustado caiu 23,1%, indo de R$ 32,53 milhões para R$ 25 milhões.

O Credit mantém uma visão negativa a respeito dos resultados da Orizon. O banco afirma que os dados operacionais ficaram abaixo do esperado, devido a menos volumes de aterros por efeito da pandemia.

Em uma perspectiva anual, os dados foram impactados pela ausência de vendas de créditos de carbono e por custos mais altos. O banco acredita que os principais fatores a impulsionarem a empresa são os novos projetos.

O Credit mantém recomendação outperform e preço-alvo de R$ 29,3, frente aos R$ 23,7 negociados na sexta.

Enjoei (ENJU3)

A Enjoei, por sua vez, subiu seu prejuízo de R$ 1,3 milhão para R$ 31 milhões no primeiro trimestre de 2021 na comparação anual, alta de 23 vezes.

O resultado ocorre por conta da maior aposta da empresa na captação e retenção de usuários, com mais subsídios e fretes grátis para os usuários. A Enjoei destacou que a campanha de frete grátis iniciada em meados de fevereiro teve papel bastante importante para a alta do número de transações, com o aumento de recorrência em cerca de 20% pela base de usuários ativos.

A receita líquida teve alta de 54% na comparação anual, para R$ 24,2 milhões. As vendas brutas totais (GMV) tiveram uma alta de 104%, a R$ 172 milhões. Já o take rate (porcentagem ganha sobre cada transação) caiu de 27% ao fim do primeiro trimestre de 2020 para 24,9% nos primeiros três meses de 2021.

De acordo com Luis Sales, analista da Guide, o resultado foi levemente negativo: conforme divulgado na prévia operacional a empresa teve um sólido crescimento: (i) de vendas (GMV de R$ 172 milhões no trimestre) e (ii) downloads do app (5,7 milhões), resultando em números robustos de compradores e vendedores. “A tese está se fortalecendo com o aumento da rede e do ecossistema tecnológico, o que está impulsionando as vendas. Por outro lado, a piora no resultado operacional ainda impacta a rentabilidade”, avaliam.

A XP também destacou que o Enjoei reportou resultados abaixo do esperado, 11% abaixo do projetado pelos analistas e pelo consenso em termos de receita líquida, devido a uma taxa de comissão (take rate) abaixo do esperado.

Além disso, o EBITDA também veio mais fraco do que o esperado pela XP devido a maiores despesas operacionais, porém em linha com o consenso.

“Destacamos como pontos positivos do resultado a queda de Custo de Aquisição de Cliente e a sólida performance das safras mais novas”, avaliam os analistas. Eles apontam que, apesar do resultado mais fraco do que esperado e da companhia já ter reportado as principais métricas de crescimento, há sinalizações positivas para frente, como a queda no custo de aquisição de cliente (CAC) versus o quarto trimestre de 2020, as iniciativas para redução do custo logístico e o sólido crescimento de uploads do enjuPRO, que possui uma taxa de comissão acima da média.

“Por fim, vemos a ENJU3 como uma combinação de uma tese de crescimento e uma boa ação para se beneficiar da recuperação da economia e melhora na confiança dos consumidores. Nós mantemos nossa recomendação de compra e preço-alvo para o fim de 2021 de R$ 15 por ação para ENJU3”, destacam.

 

Rede D’Or (RDOR3)

A Rede D’or São Luiz registrou lucro líquido recorde de R$ 402,4 milhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 254,6% em relação ao mesmo período de 2020. “Além do sólido crescimento do resultado operacional, o lucro líquido foi positivamente impactado pelo anúncio do pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) anunciados no fim do primeiro trimestre. A taxa efetiva de imposto no trimestre foi de 15% ante 30% no mesmo trimestre do ano anterior”, apontou a companhia em seu relatório trimestral.

O Ebitda também atingiu o recorde, somando R$ 1,134 bilhão nos meses entre janeiro e março, aumento de 86% na comparação com igual época de 2020. O Ebitda ajustado, por sua vez, cresceu 95,3%, para R$ 1,330 bilhão no primeiro trimestre.

Já a receita líquida totalizou R$ 4,719 bilhões no primeiro trimestre deste ano, incremento de 43% ante o mesmo trimestre em 2020. Enquanto isso, as despesas gerais e administrativas expandiram 45,2% em um ano, para R$ 217,9 milhões o primeiro trimestre.

O retorno sobre o capital investido (ROIC) ficou em 9,2% no primeiro trimestre, ante 12,1% um ano antes. O ROIC ajustado ficou em 15,1%, ante 17,3% na mesma base de comparação.

Ao final do primeiro trimestre, o saldo de dívida bruta da companhia foi de R$ 21,118 milhões, alta de 4,0% em relação ao mesmo período do ano passado. Deste montante, 59,6% é denominada em Real, enquanto o restante é denominada em dólares americanos, com hedge para exposição cambial integralmente contratado.

A alavancagem da companhia medido pela relação dívida líquida/Ebitda foi de 2,4x, apresentando melhora quando comparado aos 3,3x registrados no primeiro trimestre de 2020, devido a redução da dívida líquida da companhia aliada à melhora do resultado operacional em meio ao forte crescimento do Ebitda no período.

A XP destaca que a  Rede D’Or divulgou resultados operacionais muito fortes no 1° trimestre de 2021, superando as suas estimativas, impulsionados por uma receita líquida robusta, que refletiu uma combinação de: i) aumento de leitos operacionais, ii) taxa de ocupação mais alta e iii) ticket médio mais alto.

A receita líquida ficou 12% acima do esperado pelos analistas, enquanto o Ebitda superou a projeção em 21%. O único destaque negativo ficou por conta do lucro líquido, que foi de R$ 402 milhões versus estimativa da XP de R$ 482 milhões por conta de despesas financeiras e itens não recorrentes. O lucro ajustado para os itens não recorrentes teria sido de R$ 598 milhões, 10% acima do projetado.

“Os resultados reforçaram nossa visão positiva sobre a Rede D’Or, confirmando sua forte capacidade operacional com melhoria nos indicadores mais importantes. Além disso, a empresa já entregou resultados importantes na agenda de fusões e aquisições – adicionando 585 leitos em abril e entrando em mercados importantes como Belo Horizonte / MG, e esperamos novidades muito positivas nessa frente em breve. Portanto, reiteramos nossa recomendação de compra e nosso preço alvo de R$ 85 / ação”, apontam.

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil informou nesta segunda-feira que seu conselho de administração elegeu Ana Paula de Sousa como vice-presidente de controles internos e gestão de riscos, enquanto João Carlos Pecego foi nomeado vice-presidente de negócios de atacado.

Vivara (VIVA3)

A Vivara teve lucro líquido de R$ 3,9 milhões no período, queda de 79,4% em relação ao mesmo período de 2020.

Já o Ebitda ajustado ficou em 10,5 milhões, queda de 38,8% na comparação anual, mas 8,6% acima da estimativa da XP, ainda que levemente abaixo do consenso do mercado.

“Apesar do aumento de restrições de circulação impostas no país, a companhia entregou um crescimento de receita líquida (alta de 5,6% no ano), uma vez que o forte desempenho do canal online (alta de 160% no ano) compensou a queda das lojas físicas (queda de 10,6% no ano). Em relação à rentabilidade, a companhia entregou uma queda de margem bruta (queda de 1 ponto percentual) devido a impactos pontuais do trimestre, o que somado a maiores despesas operacionais por conta do fechamento de lojas e investimentos em projetos estratégicos levaram a uma queda de margem Ebitda ajustada (baixa de 3,5% na comparação anual)’, apontam os analistas.

Os analistas mantêm a recomendação de compra e preço alvo de R$ 33,0 por ação para o fim de 2021 para VIVA3.

PDG (PDGR3)

A PDG Realty, em recuperação judicial, teve prejuízo líquido atribuído aos sócios controladores de R$ 220,3 milhões nos primeiros três meses de 2021, alta de 20,5% sobre a perda de R$ 175 milhões em igual período do ano passado.

Restoque (LLIS3)

A Restoque teve queda de 19,4% do prejuízo na comparação anual, passando de R$ 47,1 milhões no primeiro trimestre de 2020 para R$ 38 milhões no primeiro trimestre de 2021.

Direcional (DIRR3)

Na semana passada, o Credit Suisse realizou um evento com executivos da Direcional e equipe de relações institucionais. A gestão reafirmou sua perspectiva otimista, e disse avaliar que há uma tendência de queda na margem bruta, que deve se normalizar em entre 33% e 34%.

O banco se disse “impressionado” com a disciplina de capital da gestão focada em uma estrutura de poucos ativos. O Credit mantém recomendação outperform e preço-alvo de R$ 20, frente aos R$ 13,35 de fechamento na sexta.

JBS (JBSS3)

A JBS, maior produtora de proteína animal do mundo, fechou na sexta-feira a captação de US$ 500 milhões em bonds emitidos nos Estados Unidos, de acordo com informações de bastidores obtidas pela agência Reuters. Os recursos devem ser utilizados para pagar aquisição da empresa Vivera, terceira maior produtora de alimentos de origem vegetal da Europa.

Energisa (ENGI11)

Na sexta-feira, o diretor financeiro da elétrica Energisa, Mauricio Botelho, afirmou que tem visto elevações de preços de diversos produtos necessários a suas operações devido ao atual momento de alta nas cotações das commodities no mercado internacional, o que tem feito a empresa segurar algumas compras.

Diagnósticos da América (DASA3)

O Morgan Stanley iniciou a cobertura da Diagnósticos das Américas com avaliação overweight, e preço-alvo em R$ 96,5. O banco diz que a empresa tem ativos de alta qualidade, posicionamento e escalas únicas, e que a empresa pode liderar a “disrupção impulsionada por dados do setor de saúde no Brasil”. O banco diz que os resultados podem levar alguns anos, mas que vê perspectiva atrativa de crescimento até lá.

O Credit Suisse também iniciou a cobertura para as ações com recomendação outperform e preço-alvo de R$ 75 por ação (potencial de alta de 27% frente o fechamento da véspera).

Os analistas elaboraram uma lista sobre as alavancas principais do case que reforçam o potencial upside:

Em primeiro lugar, está o potencial para expandir e otimizar o negócio de hospital: a participação atual da Dasa é pequena na maioria das geografias, favorecendo a expansão orgânica e inorgânica (menos risco de uma barreira anti-truste). Além disso, sua menor maturidade operacional permite expansão de margem.

A companhia também tem potencial para aumentar a base de usuários de diagnóstico por meio de outros serviços ambulatoriais: o negócio de diagnóstico é o original da empresa e sua maior unidade de receita, sustentando rentabilidade alta. No entanto, para aumentar sua base de usuários fora do hospital, a Dasa está buscando outros serviços ambulatoriais, como de corretora de saúde.

Ainda está no radar a criação de um ecossistema com oportunidades de cross-sell entre serviços ambulatoriais e hospitalares. Os analistas apontam que um dos temas mais discutidos no roadshow com a empresa foi sobre o crescimento da base de usuários com os serviços ambulatoriais e hospitalares simultaneamente e como isso cria mais oportunidades de cross-sell.

Porto Seguro (PSSA3)

A Porto Seguro comunicou que é intenção de sua administração submeter à aprovação da assembleia geral dos acionistas a realização do desdobramento das ações, na razão de 3 novas ações para cada 1 ação atualmente existente.

“O desdobramento tem por objetivo tornar as ações da companhia mais acessíveis aos investidores e expandir sua base de acionistas, com possíveis ganhos de liquidez, precificação e governança para a empresa, seus acionistas e o mercado”, apontou a empresa.

As condições do desdobramento das ações ainda serão detalhadas pela administração, em suaproposta a ser submetida aos acionistas, e estarão sujeitas à aprovação pela assembleia geral, nos termos do artigo 11, inciso “c”, do estatuto social da empresa. A assembleia geral para deliberar sobre a matéria será oportunamente convocada, no prazo e na forma previstos nas normas legais e regulatórias aplicáveis.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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