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ADRs de empresas brasileiras aprofundam queda nos EUA em dia sem pregão na Bolsa local

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A sexta-feira (21) é de folga na B3, em comemoração ao feriado de Tiradentes. Nos Estados Unidos, por outro lado, os recibos de ações de empresas brasileiras negociam normalmente – e têm um dia de queda.

O índice Dow Jones Brazil Titans 20 ADR (BR20), que reúne os ADRs (American depositary receipts) das principais companhias do Brasil, recuava 2,08% por volta das 14h15 (horário de Brasília), cotado aos 16.341 pontos.

O EWZ, principal ETF (Exchange trade fund) brasileiro negociado no mercado americano, por sua vez, tinha queda de 1,21% no mesmo horário. O fundo replica o índice MSCI Brazil.

As mineradoras e siderúrgicas lideravam as quedas, seguindo o movimento dos preços do minério. Os contratos mais negociados de minério de ferro na Dalian Commodity Exchange recuavam 2,82%, cotados a 723,5 iuanes (US$ 104,95) a tonelada.

Por volta das 13h55, os ADRs da Vale caíam 5,06%, para US$ 13,98, enquanto os da Gerdau recuavam 4,43% (US$ 4,85) e os da CSN, 3,97%, cotados aos US$ 2,79

Os principais índices de ações dos Estados Unidos também registrava queda às 14h15 (horário de Brasília) – o recuo do S&P 500 era de 0,10%, o do Dow Jones chegava a 0,14% e o do Nasdaq, a 0,07%.

Os investidores estão digerindo os balanços do primeiro semestre já divulgados por algumas empresas, enquanto aguardam mais dados para inferir sobre a trajetória da taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano) e sobre o estado da economia.

Nesta sexta-feira, o indicador mais aguardado era o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto dos Estados Unidos, que subiu de 52,3 em março para 53,5 na preliminar de abril, informou a S&P Global, alcançando a máxima em 11 meses.

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Apenas na indústria americana, o PMI avançou de 49,2 em março a 50,4 na prévia de abril, quando analistas ouvidos pelo Wall Street Journal projetavam queda para 49,0. O PMI industrial dos EUA atingiu máxima em seis meses e superou a marca de 50, que separa contração da expansão nessa pesquisa. Já o PMI de serviços avançou de 52,6 em março para a 53,7 em abril, maior nível em 12 meses.

A S&P Global destacou, em seu comunicado, que os números mostram “também renovado impulso para a inflação”. A agência aponta que os dados de abril indicam um ganho de fôlego nas taxas de custos de insumos e na inflação ligada à produção. Houve altas em despesas operacionais em ritmo “historicamente elevado”, com avanços em preços de fornecedores.

Ontem, a presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester, reiterou que os juros americanos devem superar 5% ao ano, mas não antecipou se defenderá uma elevação de 25 pontos-base no encontro de maio do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC). Ela não vota nas reuniões deste ano, mas esclareceu que as próximas decisões vão incorporar avaliações sobre o setor bancário.

“Precisamos garantir que coloquemos inflação em uma trajetória descendente de maneira sustentável”, disse a dirigente. Sua par no Fed de Dallas, Lorie Logan, por sua vez, afirmou que a inflação ainda está “alta demais”.

“Estamos no campo da recessão nos EUA no segundo semestre e esperamos que os dados enfraqueçam daqui para frente”, disse Mohit Kumar, estrategista da Jefferies International, à CNBC. “Uma vez que o último aumento de juros do Fed seja feito em maio, o mercado começará a focar nos dados econômicos fracos, e eles se tornarão más notícias. A sazonalidade começa a mudar em maio, com maio e junho sendo meses ruins para o desempenho de ativos de risco”.

Os preços do petróleo operavam estáveis nesta sexta-feira, por volta das 10h30 (horário de Brasília), apenas um pouco acima dos níveis de quando os principais produtores da OPEP+ anunciaram cortes de produção. O tipo Brent flutuava em torno de US$ 81 o barril, enquanto o WTI operava perto de US$ 4 abaixo disso.

“O medo do desconhecido – ou seja, a queda da demanda devido à recessão – continua pesando”, disse Keshav Lohiya, fundador da consultoria Oilytics.

Os dados do PMI (índice de gerentes de compra) industrial do Reino Unido, da Alemanha e da Zona do Euro ficaram abaixo das estimativas de consenso no mercado, embora os números de serviços tenham vindo mais fortes. Na Coreia do Sul, uma grande refinaria de petróleo pode cortar operações neste verão, alimentando preocupações sobre a demanda por petróleo.

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