Além do lucro: como analisar os balanços de empresas de tecnologia na Bolsa?

Especialistas da Mauá Capital e da XP mostram quais são os principais dados aos quais investidores devem se atentar ao analisar os resultados das techs
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Conteúdo de quem vive de mercado

Edição MarketMsg e invistaja.info

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ATOM3 | P/Ativo: 5.618 | Liq.Corr.: 4.12 | Cresc.5anos: 0.8517 | Liq.2meses: 5309600.0 | Mrg.Liq.: 0.355 | EV/EBIT: 13.0

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“Esse processo pode levar anos. Talvez o lucro não venha no primeiro ano, nem mesmo em cinco anos. E o investidor precisa dessa nova visão que é: tolerar que uma empresa queime caixa para expandir a base de clientes e se consolidar no mercado para, no longo prazo, monetizar o produto e lucrar”, diz Chaise.

Índices para serem analisados nos balanços de tecnologia

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Durante a temporada de balanços corporativos do primeiro trimestre de 2021, duas empresas de tecnologia chamaram atenção dos investidores: Enjoei (ENJU3) e Méliuz (CASH3).

A Enjoei viu seu prejuízo subir de R$ 1,3 milhão para R$ 31 milhões no primeiro trimestre de 2021 na comparação anual. Já o Méliuz teve queda de 51,2% do lucro na comparação anual, de R$ 6,2 milhões para R$ 3,01 milhões.

No caso dessas empresas, que são do setor de e-commerce, Chaise aponta que é importante analisar o GMV (gross merchandise volume, em inglês), ou o volume bruto de mercadorias.

“Esse indicador mostra quanto essas empresas negociam dentro do site ou em seu ecossistema. Também é importante olhar a receita, e não o lucro, porque ela mostra quanto a empresa está gerando perante o seu market cap, ou seja, quanto ela vale na Bolsa”, explica.

A Enjoei registrou um GMV 104% maior, de R$ 172 milhões, e sua receita líquida foi a R$ 24,2 milhões (crescimento de 54%). A Méliuz, por sua vez, viu seu volume bruto de mercadorias ter alta de 93% na base anual, para R$ 2,9 bilhões no trimestre. Já a receita líquida subiu 63,7%, a R$ 51,81 milhões.

Leia também:• Ações de Enjoei e Méliuz despencam após balanços, mas analistas seguem otimistas e veem grande avenida de crescimento

Para a análise de empresas de tecnologia, Chaise indica um tipo de análise diferente: “É preciso medir o EV/Sales, que corresponde ao valor da empresa [enterprise value, em inglês] divido pelas vendas que ela realizou. Esse indicador é ótimo para empresas em fase de crescimento acelerado de vendas, quando custos operacionais superam o lucro”.

hotWords: empresas tecnologia lucro: como analisar

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Além disso, o analista aponta o indicador LTV (lifetime value, em inglês), ou o valor vitalício da companhia. Esse marcador mostra quanto o cliente deixa de receita para a empresa durante toda a sua vida e compara com o custo de aquisição desse cliente.

Se essa relação for positiva, é comum que as companhias queimem caixa para aumentar a base de consumidores.

Os riscos de investir em startups

Carolina Ujikawa, analista-chefe da Mauá Capital, também participou da live mediada por Ana Laura Magalhães (a Explica Ana) e apontou um dos principais riscos que as empresas de tecnologia já listadas podem enfrentar: a inflação global.

Com a expectativa de alta da inflação no mundo, as taxas de juros devem aumentar. E as empresas que esperam uma geração de caixa robusta para o futuro ficam reféns dos juros. Assim, quando os analistas trazem esse valor futuro para o presente descontando os juros e mantendo as perspectivas de desenvolvimento do negócio, o crescimento da empresa diminui.

Logo, Ujikawa explica que há um medo de os modelos de crescimento dessas companhias serem revisados e impactarem os preços de hoje.

“Esse mercado depende de fatores futuros que são pouco previsíveis. Mas, mesmo com esse risco, a Mauá tem na carteira dos fundos ações do Banco Inter (BIDI11), Bemobi (BMOB3), Locaweb (LWSA3), Magalu (MGLU3) e Méliuz (CASH3). Acreditamos que essas empresas podem apresentar bons resultados no futuro”, finaliza.

E Agora, Ana?

O programa “E Agora, Ana?” vai ao ar às quartas-feiras, às 12h, no Instagram do (MarketMsg). A série de lives, apresentadas pela especialista em investimentos Ana Laura Magalhães, convida gestores, analistas e economistas para trazer informação relevante para o investidor brasileiro se posicionar nos mercados local e internacional.

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REFLEXÃO: Ben Carlson, autor de A Wealth of Common Sense – A riqueza do senso comum, em tradução livre: Menos é mais. O processo de investimento deve ser mais importante que os resultados. Comportamento correto na hora de investir é a chave.

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