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Edição MarketMsg e invistaja.info
palavras-chave: Aneel propõe reajuste nas contas de luz em 34% das cidades brasileiras; maior alta é em MG; invistaja.info;
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ListenToMarket: Aneel propõe reajuste nas contas de luz em 34% das cidades brasileiras; maior alta é em MG – Áudio gerado às: 12:21:1
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Além de já ter autorizado reajustes de até 12,67% nas contas de luz em 4 estados, como mostrou o (MarketMsg) na terça-feira (28), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) também discute a revisão das tarifas em mais 6 estados: Bahia, Ceará, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul e São Paulo.As propostas variam de uma queda de 4,19% na tarifa para alta tensão na Grande São Paulo a até um reajuste de 12,52% para consumidores de baixa tensão em Minas Gerais. Para os consumidores residenciais, a maior alta é também em Minas: +11,98% (veja mais abaixo todos os reajustes propostos).As novas tarifas vão impactar mais de 31 milhões de unidades consumidoras em 1.945 cidades (34% dos municípios do país). Cada unidade consumidora pode atender a várias pessoas ou a um comércio, empresa ou indústria, por isso o número de pessoas afetadas é ainda maior: cerca de 63 milhões (quase 30% da população brasileira).O levantamento foi feito pela reportagem com base em anúncios recentes da agência reguladora e em números das próprias distribuidoras.Os reajustes ainda podem sofrer alterações, mas as audiências públicas já foram feitas em março (com exceção do Rio Grande do Sul, cuja data ainda será definida, e de São Paulo, que será em 11 de maio). Ainda é possível enviar sugestões para a revisão tarifária nos dois estados — até 12 de maio no RS e até 15 de maio em SP — e em Minas — até 4 de abril, próxima terça-feira.* Cada unidade consumidora pode atender a várias pessoas ou a um comércio ou empresa** 415 dos 417 municípios da BA, 1 em AL (Delmiro Gouveia) e 1 no TO (Dianápolis)São PauloO menor reajuste proposto (-4,19%) foi para consumidores de alta tensão da Enel Distribuição São Paulo — a antiga Eletropaulo, que agora é subsidiária da italiana Enel. A empresa tem também concessões no Rio de Janeiro e no Ceará e vendeu recentemente sua operação em Goiás por R$ 7,5 bilhões, após uma série de problemas.A Enel SP é a segunda maior distribuidora de energia do país e atende a 7,6 milhões de unidades consumidoras em 24 cidades da Grande São Paulo (inclusive a capital paulista). A empresa diz que sua área de concessão envolve uma população estimada em 18,4 milhões de habitantes.A Aneel propôs na terça uma redução média de 1,00% para as tarifas da distribuidora, devido a uma queda média de 4,19% na tarifa para a alta tensão e um reajuste de 0,06% para a baixa tensão (para os consumidores residenciais, que fazem parte da baixa tensão, a proposta é de uma alta de 0,11%).As novas tarifas devem entrar em vigor em 4 de julho, mas ainda podem ser alteradas, porque os porcentuais apresentados compõem o processo de revisão tarifária da distribuidora. A Aneel vai receber contribuições durante o período de consulta pública, que começou quinta-feira (30) e vai até 15 de maio, e realizar uma audiência presencial em 11 de maio, em São Paulo.A agência reguladora diz que a tarifa proposta já considera algumas medidas para mitigá-la, como o ressarcimento de créditos de PIS/Cofins (que teve um efeito de -6,68% no cálculo) e o repasse da Eletrobras (ELET3;ELET6) para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), devido à sua privatização (-0,24% de impacto).Rio Grande do SulNo Rio Grande do Sul, a Aneel propôs um reajuste de até 10% nas tarifas da RGE, distribuidora da CPFL (CPFE3) que atende a 3,1 milhões de unidades consumidoras em 381 cidades. A RGE responde por cerca de 65% da energia consumida no estado e atende a 7,4 milhões de pessoas, segundo a empresa, em municípios como Canoas, Caxias do Sul, Santa Maria e Novo Hamburgo.A proposta é de um reajuste médio de 6,03%, devido a uma redução de 1,87% nas tarifas para a alta tensão e uma elevação de 10,14% para a baixa tensão (+9,49% para os consumidores residenciais). A discussão sobre novas tarifas vão até 12 de maio, e elas entrarão em vigor em 19 de junho.Minas GeraisA Cemig (CMIG4) é o maior grupo de distribuição de energia do Brasil e da América do Sul, além de um dos maiores grupos geradores. Sua área de concessão cobre cerca de 97% do estado de Minas Gerais e 774 cidades (mais de 90% dos municípios do estado).A estatal mineira tem o maior reajuste médio proposto pela Aneel (+10,00%), além da maior alta entre todas as categorias (+12,52% para a baixa tensão) e também para os consumidores residenciais (+11,98%). Para a alta tensão, a proposta é de um reajuste de 5,26% nas tarifas.A audiência pública sobre as novas tarifas já foi realizada, mas as contribuições ainda podem ser enviadas à Aneel, até terça-feira, 4 de abril. O reajuste entrará em vigor em 28 de maio, após aprovação da diretoria do órgão regulador.* Cada unidade consumidora pode atender a várias pessoas ou a um comércio ou empresa** 415 dos 417 municípios da BA, 1 em AL (Delmiro Gouveia) e 1 no TO (Dianápolis)Fazem parte do segmento alta tensão as classes A1 (230 kV ou mais), A2 (entre 88 e 138 kV), A3 (69 kV) e A4 (de 2,3 a 25 kV). Na baixa tensão estão as classes B1 (residencial, inclusive baixa renda); B2 (rural); B3 (industrial, comercial, serviços, poder público, serviço público e consumo próprio); e B4 (iluminação pública).BahiaNa Bahia, o reajuste médio proposto é de 7,51%, sendo 7,41% para a alta tensão e 7,55% para a baixa (7,11% para consumidores residenciais). A proposta vale para a área de concessão da Neonergia Coelba, distribuidora líder do Norte e do Nordeste (tanto em volume de energia quanto de clientes).A subsidiária da Neonergia (NEOE3) atende a 417 cidades: 415 dos 417 municípios da Bahia, além de um em Alagoas (Delmiro Gouveia) e outro no Tocantins (Dianápolis). O prazo para o envio de sugestões sobre a reajuste acabou em 10 de março, e as novas tarifas passarão a valer em 22 de abril.Rio Grande do NorteA Neoenergia Cosern atende a 1,5 milhão de unidades consumidoras nos 167 municípios do Rio Grande do Norte (cerca de 3,5 milhões de habitantes estão na área de concessão da distribuidora, que também é uma subsidiária da Neoenergia).O reajuste médio proposto pela Aneel é de 3,57%, sendo 3,39% para a alta tensão e 3,62% para a baixa (3,08% para consumidores residenciais). A consulta pública da Cosern também se encerrou no dia 10, e os reajustes também valerão a partir de 22 de abril, após a análise das sugestões pela diretoria da Aneel.CearáNo Ceará, o reajuste médio deve ser de 2,28%, com uma redução de 3,74% no preço da energia para a alta tensão e uma alta de 4,47% para a baixa (3,62% para consumidores residenciais). Em 2022, o estado foi um dos mais afetados pelo reajuste (que chegou a 23,99% para consumidores residenciais).Os cearenses também são atendidos por uma subsidiárida da Enel. A Enel Distribuição Ceará é a terceira maior distribuidora do Nordeste em volume distribuído e atende a 3,8 milhões de unidades nos 184 municípios do estado (atingindo cerca de 9,2 milhões de habitantes).Assim como a Coelba e a Cosern, o prazo para o envio de sugestões sobre a revisão tarifária da Enel Ceará começou em 25 de janeiro e terminou em 10 de março e as novas tarifas também entrarão em vigor em 22 de abril.
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MARINGÁ | mercados | invistaja.info – Aneel propõe reajuste nas contas de luz em 34% das cidades brasileiras; maior alta é em MG
REFLEXÃO: Michael Batnick, gestor de patrimônios da Ritholtz: Evitar erros catastróficos é mais importante do que construir o portfólio perfeito.
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