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Aposta de reflação dos EUA é indesejada no mercado global

À medida que a economia americana se recupera, os rendimentos dos títulos de governos da Austrália à Itália seguem a trajetória de alta dos yields nos EUA
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Edição invistaja.info e MarketMsg

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REDE3 | Pat.Liq: 4196530000.0 | P/Cap.Giro: 7.57 | P/EBIT: 10.28 | ROIC: 0.1135 | Cotacao: 9.16 | Liq.2meses: 80674.8

(MarketMsg) — A turbulência no mercado de títulos dos Estados Unidos causa arrepios em países endividados que há anos pagam menos para fazer mais empréstimos.

À medida que a economia americana se recupera, os rendimentos dos títulos de governos da Austrália à Itália seguem a trajetória de alta dos yields nos EUA. Esses custos mais elevados ameaçam minar a frágil recuperação na Europa, que não tem conseguido controlar a pandemia e teve que ampliar as restrições relacionadas à Covid. Os custos mais altos também não são bem-vindos em mercados emergentes, que dependem do financiamento em dólares.

“É algo que os investidores estão observando”, disse Thomas Wacker, responsável por crédito da UBS Global Wealth Management. “Qualquer aumento nos custos das taxas de juros reduz a margem fiscal dos países e aumenta os déficits futuros, quando poderiam gastar em investimentos e reformas. A sustentabilidade da dívida é uma preocupação válida.”

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Os rendimentos da dívida pública do G-7 mais do que dobraram desde o início do ano, depois de subirem 27 pontos-base, para 0,48%, de acordo com dados do índice Bloomberg Barclays, em linha com a aceleração dos rendimentos dos Treasuries.

Embora seja difícil determinar o quanto disso se deve ao que está acontecendo no mercado de títulos do Tesouro dos EUA, analistas do ING apontam os EUA como fator de impulso e até afirmam que nenhuma estratégia de reflação estaria acontecendo na Europa em um mundo que estava isolado dos EUA.

Independentemente de poderem culpar a política econômica de forte estímulo dos EUA, o aumento do preço da dívida de governos se tornou uma dor de cabeça para autoridades e investidores.

Em entrevista à Bloomberg Television na semana passada, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, disse que as autoridades monetárias não se intimidarão em usar todos os poderes para impedir que os rendimentos dos títulos subam. O BCE acelerou as compras de títulos para frear o aumento dos custos de financiamento.

Por enquanto, as condições de financiamento na região do euro ainda são baixas em comparação com os custos da dívida existente. Os títulos italianos de 10 anos vendidos com cupom de 4,75% há quase uma década provavelmente serão refinanciados a uma taxa muito mais baixa, dado seu rendimento atual de 0,631%.

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Do outro lado do Atlântico, há ainda menos motivos para preocupação, pelo menos este ano. Os pagamentos de juros sobre a dívida nacional caíram no ano passado e devem continuar caindo, mesmo depois de todos os gastos da pandemia e em meio aos maiores custos de financiamento para 10 anos em um ano.

Mas um período de aperto dos gastos no longo prazo pode prejudicar a recuperação econômica e, como consequência, exigir mais estímulos dos bancos centrais, de acordo com Mark Nash, gestor de recursos da Jupiter Investment Management.

“O mercado terá que buscar austeridade no futuro”, disse Nash. “Há dívida demais. A recuperação está mascarando isso até agora, mas as fragilidades para os mercados estão crescendo.”

Emergentes

Nash diz que o perigo está no mundo em desenvolvimento, que já sente sente o impacto dos maiores custos de financiamento em dólar. Um indicador acionário de referência de mercados emergentes reduziu os ganhos para apenas 3,4% no ano em meio à preocupação de que nações mais pobres vão ficar para trás nos esforços de vacinação e estímulo para as economias.

Países de mercados emergentes devem mais de US$ 4 trilhões em dívidas denominadas em dólar, de acordo com estimativas do Banco de Compensações Internacionais. O ônus cresce com o aumento dos rendimentos nos EUA, com o potencial de que seus problemas de dívida contagiem outros mercados, de acordo com Nash.

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REFLEXÃO: Michael Batnick, gestor de patrimônios da Ritholtz: Evitar erros catastróficos é mais importante do que construir o portfólio perfeito.

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