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Edição invistaja.info e MarketMsg
palavras-chave: BBI espera 2º trimestre morno para varejo e aposta em Smart Fit e C&A; invistaja.info;
O Bradesco BBI prevê resultados neutros a fracos no segundo trimestre de 2026 para as empresas de varejo e consumo doméstico sob sua cobertura, embora avalie que esse cenário já esteja, em grande parte, precificado pelo mercado.
Segundo o banco, um amplo grupo de companhias deve registrar crescimento das vendas nas mesmas lojas (SSS) abaixo da inflação ou até mesmo retração na comparação anual, refletindo um ambiente de consumo ainda desafiador e pressionando as perspectivas para o setor.
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Para os analistas Pedro Pinto, Gustavo Senday e Lorenzo Marques, esse cenário, combinado a um posicionamento ainda pouco expressivo dos investidores no segmento, mantém as expectativas em níveis reduzidos e torna o setor mais sensível a eventuais surpresas positivas.
Diante desse contexto, o banco reiterou preferência por empresas que combinam avaliações mais atrativas e maior visibilidade de resultados, destacando Smart Fit (SMFT3) e C&A (CEAB3) entre suas principais apostas no setor.
C&A Modas (CEAB3)
O Bradesco BBI reiterou recomendação outperform para C&A, com preço-alvo de R$ 15, ante R$ 18 anteriormente. O banco vê um potencial de valorização de 55% para os papéis.
Analistas esperam que a varejista apresente um conjunto de resultados satisfatórios, com o crescimento das vendas nas mesmas lojas do segmento de vestuário em 4%, apresentando uma leve desaceleração em relação ao trimestre anterior, mas com aceleração em uma base comparativa de dois anos, considerando a base de comparação difícil (SSS de 17,0% no 2º trimestre de 2025).
Em termos de rentabilidade, a margem bruta do segmento de vestuário deve permanecer praticamente estável em relação ao ano anterior, impulsionada pela consolidação da precificação dinâmica; em uma base consolidada, a margem bruta do varejo deve aumentar 110 pontos-base, devido à maior participação do segmento de vestuário.
Por outro lado, o banco vê as despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) crescendo em linha com a inflação, levando a uma queda de 70 pontos-base no EBITDA ajustado consolidado (excluindo IFRS) em relação ao ano anterior.
Lojas Renner (LREN3)
Para as ações da Lojas Renner, o banco reiterou recomendação neutra e reduziu o preço-alvo de R$ 18 para R$ 17. Mesmo assim, as ações ainda apresentam um potencial de valorização de 27%, segundo o BBI.
O crescimento da receita bruta da empresa (vendas nas mesmas lojas de 3%) deve ser impactado por bases de comparação desfavoráveis e por uma ligeira discrepância nas temperaturas sazonais (inverno atrasado) durante o trimestre.
Riachuelo (RIAA3)
Para a Riachuelo, o banco reiterou recomendação outperform, mantendo o preço-alvo em R$ 13. Segundo o BBI, as ações apresentam potencial de valorização de 60%, um dos maiores do setor.
O banco projeta que os ganhos de produtividade continuem a sustentar o desempenho superior da varejista em SSS em comparação com seus pares, enquanto a implementação de novas capacidades (melhor produtividade da fábrica e logística aprimorada) deve sustentar a melhoria contínua na rentabilidade do varejo, que deve ser parcialmente compensada por investimentos em despesas gerais e administrativas no nível da margem EBITDA.
Assaí (ASAI3)
O Bradesco BBI manteve recomendação outperform para o Assaí e reiterou preço-alvo de R$ 11 para o fim de 2027, indicando potencial de valorização de 32% para as ações.
Analistas preveem mais um trimestre fraco, marcado por uma queda ainda significativa nas vendas nas mesmas lojas, visto que o cenário macroeconômico desafiador continua a impactar a demanda.
Em relação à rentabilidade, a expansão e a consolidação dos serviços devem continuar a impulsionar o aumento da margem bruta, enquanto a redução da alavancagem operacional e os investimentos em novas iniciativas (como produtos farmacêuticos, novas categorias, canal digital, etc.) devem impactar o EBITDA ajustado.
Grupo Mateus (GMAT3)
O Bradesco BBI manteve recomendação outperform para o Grupo Mateus, embora tenha reduzido o preço-alvo de R$ 9 para R$ 6. Ainda assim, o banco estima um upside de 56%, o maior entre as companhias analisadas.
O Grupo Mateus deverá apresentar mais um trimestre desafiador, com deterioração das tendências de vendas nas mesmas lojas, visto que o fraco ambiente de consumo – com maior pressão no Nordeste – mais do que compensou a aceleração da inflação de alimentos.
Com relação à rentabilidade, o BBI espera que o EBITDA ajustado diminua 90 pontos-base em relação ao ano anterior, uma vez que a redução da alavancagem operacional mais do que compensa as iniciativas de otimização de despesas gerais e administrativas do varejista.
Magazine Luiza (MGLU3)
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Para o Magazine Luiza, o banco reiterou recomendação neutra e reduziu significativamente o preço-alvo, de R$ 15 para R$ 6. Apesar do corte, o novo preço ainda representa um potencial de alta de 22% para as ações.
A Magazine Luiza deve apresentar mais um conjunto de resultados fracos, com receita bruta praticamente estável, visto que o bom desempenho das lojas físicas deverá ser mais do que compensado pelo desempenho ainda desafiador do online, devido ao cenário competitivo acirrado.
Já as margens bruta e EBITDA deverão permanecer praticamente estáveis em relação ao ano anterior, com a queda na receita bruta impedindo ganhos de alavancagem operacional.
Alpargatas (ALPA4)
O Bradesco BBI manteve recomendação neutra para a Alpargatas, com preço-alvo de R$ 14 para o fim de 2027, ante R$ 12 anteriormente. O novo preço implica um potencial de valorização de 15% em relação ao fechamento mais recente.
O crescimento da receita bruta deve continuar impulsionado pelo Brasil, devido aos sólidos volumes e à combinação de preços, enquanto as operações internacionais (-7%) devem ser impactadas por ajustes de volume decorrentes da parceria com a Eastman nos EUA e pela valorização do real. Ao mesmo tempo, investimentos mais robustos em marketing durante a Copa do Mundo devem pressionar o EBITDA consolidado no Brasil.
Azzas 2154 (AZZA3)
Para a Azzas 2154, o banco reiterou recomendação outperform, mas reduziu o preço-alvo de R$ 42 para R$ 27. Apesar do corte, o novo valor ainda representa um potencial de alta de 46%.
O BBI espera que a Azzas 2154 apresente mais um conjunto de resultados desafiadores, com as vendas brutas ainda sob pressão, visto que a empresa continua a ajustar seu desempenho de vendas nas unidades de negócios de Calçados e Bolsas e de Produtos Básicos, além de enfrentar comparações difíceis, especialmente no segmento de Moda Feminina. Em relação à rentabilidade, a desalavancagem operacional deve continuar a pressionar a margem EBITDA ajustada (IFRS), levando a uma queda de 300 pontos-base em relação ao ano anterior.
Grupo SBF (SBFG3)
Para o Grupo SBF, o banco reiterou recomendação outperform e cortou o preço-alvo de R$ 17 para R$ 14. O novo valor implica potencial de valorização de 45%.
Analistas projetam um sólido desempenho da receita em ambas as Unidades de Negócio, impulsionado pela forte sazonalidade da Copa do Mundo. Em termos de rentabilidade, a margem bruta consolidada deverá aumentar 35 pontos-base, visto que o câmbio continua a impedir uma melhoria mais expressiva na Fisia, enquanto a alavancagem operacional deverá contribuir para a melhoria do EBITDA ajustado. Por outro lado, eles esperam que a alavancagem permaneça estável em relação ao trimestre anterior, dada a dinâmica do longo ciclo de conversão de caixa da SBFG.
União Pet (AUAU3)
O Bradesco BBI manteve recomendação neutra para o União Pet e reduziu o preço-alvo de R$ 5 para R$ 4. O potencial de alta estimado para as ações é de 26%.
O banco prevê um crescimento consolidado da receita bruta de aproximadamente 9% em relação ao ano anterior, impulsionado por um aumento de cerca de 7% nas vendas em lojas físicas e um maior dinamismo no digital, que deverá superar o crescimento geral dos negócios em cerca de 12%.
Em termos de rentabilidade, analistas projetam uma expansão de 20 pontos-base na margem bruta, visto que as sinergias relacionadas à fusão ainda não devem se materializar de forma significativa. Da mesma forma, o trio não prevẽ que as sinergias de despesas gerais e administrativas impactem os resultados deste trimestre, o que levará a uma expansão da margem EBITDA ajustada (excluindo IFRS) em linha com a margem bruta.
Natura (NATU3)
O Bradesco BBI manteve recomendação neutra para a Natura e reiterou o preço-alvo de R$ 10, uma vez que a empresa deve apresentar mais um conjunto de resultados pressionados.
Em relação à rentabilidade, o EBITDA deve cair 410 pontos-base em relação ao ano anterior, impactado pela desalavancagem operacional e pela transição tributária do ICMS.
SmartFit (SMFT3)
A Smart Fit segue entre as principais apostas do banco. O Bradesco BBI manteve recomendação outperform e elevou o preço-alvo de R$ 30 para R$ 33, indicando potencial de valorização de 63%, o maior entre as empresas analisadas.
A rede de academias devem registrar mais um conjunto de resultados sólidos, impulsionados pela expansão orgânica, pelo forte crescimento do TotalPass (TP) e pela maturação das gerações anteriores de expansão.
Em termos de resultados, as vendas líquidas devem crescer 23% em relação ao ano anterior, com a margem bruta expandindo 45 pontos-base, sustentada pela maior penetração do segmento “Brasil – Outros”, principalmente devido ao TP, o que, por sua vez, deve levar a uma margem EBITDA praticamente estável, visto que os investimentos no TP compensam a maturação da expansão.
Vivara (VIVA3)
Para a Vivara, o banco reiterou recomendação neutra, mas reduziu o preço-alvo de R$ 36 para R$ 28. Ainda assim, o novo valor representa um potencial de alta de 27% para as ações.
A empresa deverá apresentar um crescimento sólido da receita bruta, impulsionado pela expansão da Life, visto que o desempenho das vendas nas mesmas lojas deverá desacelerar para ambas as bandeiras.
Em relação à rentabilidade, o banco espera uma queda de 100 pontos-base na margem bruta em relação ao ano anterior, devido à comparação com bases mais desfavoráveis, enquanto o EBITDA deverá sofrer pressão de 230 pontos-base, em decorrência da aceleração da expansão e dos reforços na estrutura corporativa e nos investimentos em marketing.
palavras-chave: BBI espera 2º trimestre morno para varejo e aposta em Smart Fit e C&A; invistaja.info;
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