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Big Techs, ações energia e saúde puxam valorização das bolsas americanas; veja o que esperar para 2022

Com juros próximos a zero, avanço da vacinação e recuperação das margens de lucro das empresas, S&P 500 fecha ano com alta de 26,9%
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Edição invistaja.info e MarketMsg

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MODL11 | EV/EBIT: 0.0 | Mrg.Liq.: 0.0 | Liq.Corr.: 0.0 | Div.Brut/Pat.: 0.0 | Mrg.Ebit: 0.0 | Pat.Liq: 1291440000.0

ListenToMarket: Big Techs, ações energia e saúde puxam valorização das bolsas americanas; veja o que esperar para 2022 – Áudio gerado às: 18:41:44

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Enquanto o investidor brasileiro viu a bolsa local minguar quase 12% em 2021, nos Estados Unidos a situação foi completamente diferente. Com 70 pregões de fechamentos recordes – perdendo apenas o ano de 1995, que teve 77 –, o índice americano S&P 500 só trouxe, praticamente, alegria para os investidores.

Mais do que isso, ao menos dez empresas – com destaque para as companhias dos setores de energia e ligados à saúde – registraram valorizações acima dos 100% em 2021 (veja tabela mais abaixo), ajudando o índice, de forma consolidada, a avançar mais de 26,89% sobre 2020.

Dessa forma, o S&P 500 chegou ao terceiro ano consecutivo de valorização anual, assim como os índices Dow Jones e Nasdaq, que encerraram 2021 com altas, respectivamente, de 18,73% e quase 21,39%.

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Foi o ano ainda das Big Techs – Apple (AAPL34), Microsoft (MSFT34), Alphabet (GOGL34), Amazon (AMZO34) e Meta, antiga Facebook (FBOK34) – superarem, de forma conjunta, um valor de mercado acima dos US$ 10 trilhões.

Por trás destes resultados esteve o avanço da vacinação contra Covid ao longo de 2021. A variante ômicron diminuiu o ímpeto comprador das bolsas no final do ano, mas não o suficiente para que os recordes deixassem de ser estabelecidos na bolsa americana.

Além disso, as taxas de juros estruturais próximas a zero estimularam o investimento em ativos de risco e, com o consumo em ampla recuperação, as margens de lucro das empresas dispararam.

Segundo relatório da XP, o lucro por ação das empresas americanas deve avançar 43% em 2021, após uma queda de 13% em 2020. A FactSet, segundo a CNBC, estima alta de 45% dos lucro em 2021 – maior nível em 13 anos.

“2021 foi um ano muito bom, mas não necessariamente atípico”, Entre 1928 e 2020, foram ao menos 35 anos em que o retorno do S&P superou a faixa dos 20%.

S&P 500 tem 70 recordes de valorização em 2021 

Fonte: Reprodução site CNBC

O que esperar da bolsa americana em 2022?

Após desempenho tão positivo, a dúvida que fica é até que ponto essa valorização deverá se sustentar.

Conforme relatório da XP, a expectativa é de que o crescimento dos ganhos volte, em 2022, para algo mais próximo das tendências históricas.

Assim, a projeção da XP é de que o S&P 500 encerre 2022 aos 4.900 pontos – o índice terminou 2021 aos 4.766 pontos –, o que implicaria numa valorização próxima a 2,8%.

Riscos no horizonte?

Para o JP Morgan, porém, não há razão para temer que a alta que impulsionou as ações dos Estados Unidos para recordes sucessivos em 2021 termine em breve.

Na avaliação da instituição, a recuperação tem sido cada vez mais impulsionada por um grupo restrito de empresas com grande capitalização de mercado – transformando-as num porto-seguro.

Entre as empresas com mais de US$ 1 trilhão de valor de mercado, em 27 de dezembro de 2021, estavam A

Ações mais negociadas no S&P em 2021

Fonte: Economatica (até 24 de dezembro); *em milhares

“Há uma concentração histórica

Inflação e juros nos EUA

Outro fator de atenção se encontra na inflação, o que influencia diretamente nas decisões de política monetária do banco central americano, o Federal Reserve (Fed).

evento que acontece a cada 100 anos”, reforça, em relação aos impactos excepcionais da pandemia.

Segundo Araújo, mesmo que ocorram três elevações dos juros em 2022, como vem sendo previsto pelo mercado, as taxas, ainda assim, permaneceriam historicamente baixas, em níveis que manteriam, por exemplo, as ações de crescimento atrativas.

“Há empresas que, historicamente, desempenham bem em ambiente de juros em alta e processo inflacionário”, acrescenta.

Conforme a Economatica, descontada a inflação acumulada até novembro, nos EUA, o S&P teve ganhos próximos de 19,4%. Desde 1928, em apenas sete anos, houve perda superior, acrescenta.

“A perda em 2021 em pontos percentuais entre a valorização nominal e a real é de -8,01 p.p. Não se registrava uma queda tão significativa devido a inflação desde 1979, quando a perda foi de -13,18 p.p.”, diz Einar Rivero, da Economatica.

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Leia também: Inflação pode corroer lucros do S&P 500, alertam estrategista

Entretanto, analistas de Wall Street não se incomodam com a perspectiva da pressão dos preços e projetam aumento dos lucros para empresas do S&P 500 de quase 9% em 2022, para US$ 220,40 por ação.

Ainda assim, mesmo com essa expansão, o índice é negociado a uma relação preço/lucro futura de quase 22, bem no topo da faixa histórica e em nível que sugere risco caso os resultados não atinjam a marca.

Destaques do S&P em 2021

Este cenário foi corroborado pelo fato de que a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) decidir não ampliar sua produção, gerando pressão sobre os preços.

Mesmo que se espere uma menor dependência do petróleo, em detrimento de energias renováveis, isto ainda vai demorar.

Junte essa escassez a mais pessoas precisando de energia, e você explica a alta (dos preços). Possivelmente o preço do barril hoje será a nossa referência para o curto e médio prazo”, conclui.

Maiores valorizações do S&P em 2021

Fonte: Economatica (até 24 de dezembro)

Saúde

Por conta do desenvolvimento de vacinas contra Covid, a Moderna liderou a valorização das empresas ligadas ao setor de saúda na bolsa americana em 2021. Outro destaque ficou com a Pfizer, com uma valorização de 65,7%.

Para Crivelli, muitos investidores ainda não precificaram adequadamente essa nova fonte de receita das empresas de biotecnologia.

“Com cientistas e governos falando sobre a necessidade de uma terceira ou até quarta dose para reforço do sistema imunológico, é possível que a vacina da Covid-19 passe a ser uma receita recorrente para as biotechs. É como a vacina da gripe, que temos todos os anos. Possivelmente, o mesmo aconteça com a Covid, e isso ainda não está no preço das ações”, observa Crivelli.

Tecnologia

O destaque na tecnologia ficou por conta, principalmente, das empresas produtoras de semicondutores. Nesse sentido, a que melhor surfou na escassez de chips foi a Nvidia, que esteve entre as maiores valorizações do S&P.

Além dela, Advanced Micro Devices, Broadcom e Qualcomm também registraram altas, respectivamente, de 59%, 56% e 22%. 

Dow Jones e Nasdaq

Maiores desvalorizações do S&P em 2021

Fonte: Economatica (até 24 de dezembro)

(Com Carla Carvalho)

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