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palavras-chave: Bolsa sobe com alívio após inflação nos EUA e caminha para fechar setembro em alta; entenda movimento; invistaja.info;
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O último pregão de setembro é de alta para o Ibovespa, com o índice caminhando para fechar o mês no positivo graças ao desempenho desta sexta-feira (29). Na véspera, o Ibovespa estava no zero no desempenho mensal acumulado.Já nesta sexta, às 11h15 (horário de Brasília), o benchmark da Bolsa brasileira subia 0,73%, a 116.575 pontos, chegando a subir 1,01%, a 116.899 pontos, na máxima do dia. O índice avança, principalmente, acompanhando Nova York, que tem um dia de alívio após a publicação do índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês), importante indicador de inflação norte-americano.Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq subiam, no mesmo horário, 0,40%, 0,64% e 1,01%.O PCE é a medida de inflação mais acompanhada pelo banco central norte-americano. Ele registrou uma alta de 0,4% em agosto em relação a julho de 2023. No acumulado dos 12 meses, o índice acumula alta de 3,5%, um crescimento leve em relação ao mês anterior. Já o núcleo do PCE teve um aumento marginal de 0,1% e, no acumulado dos 12 meses, se encontra em 3,9% ante a 4,3% no mês anterior.“Essa queda relevante é positiva para o cenário do Federal Reserve, dado que a medida de núcleo é uma das mais importantes”, fala Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research. “Ambos os dados vieram dentro das expectativas. Caso o núcleo mantenha essa trajetória baixista até a próxima reunião do FOMC, a tendência é de não termos mais elevações na taxa de juros”.Os treasuries yields recuavam, com a perspectiva de fim de ciclo de alta ganhando força – apesar de a possibilidade de shutdown do governo americano, com republicanos e democratas sem chegar a um acordo sobre o orçamento do país, ainda pesar. Os para dois anos operam a 5,033%, com menos 3,8 pontos-base, e os para dez anos, a 4,52%, com menos 7,7 pontos.Mais cedo, antes da publicação da inflação americana, houve também a prévia da publicação da inflação da Zona do Euro.“Dados preliminares de inflação na zona do euro (flash CPI) em setembro animaram, mostrando uma desaceleração importante da inflação em 12 meses. A variação foi de 5,2% para 4,3% no índice cheio, enquanto a leitura de núcleo, que exclui os componentes mais voláteis de alimentos e energia, caiu de 5,3% para 4,5%”, fala a Guide Investimentos, em seu morning call.“Ativos de risco abriram a última sessão do mês em tom positivo, com avanço das bolsas e commodities, dólar mais fraco e o fechamento dos juros nas economias centrais. Como destaques, o mercado reage a falas menos duras de diretores do Fed na sessão de ontem e dados melhores de inflação na zona do euro, após o movimento de perdas verificado nas últimas semanas e antes da divulgação de mais um dado chave de inflação nos EUA (PCE)”, completam.Os recuo das curva de juros americana e das principais economias europeias vêm para minimizar as altas do trimestre. No começo de julho, para fins de comparação, o treasury para dois anos pagava cerca de 4,94% e o para dez, 3,85%.Dados macroeconômicos mais fortes nos Estados Unidos, falas de membros do Federal Reserve, alta do petróleo (após cortes da Opep) e, posteriormente, a possibilidade de problemas fiscais na maior economia do mundo, contudo, ainda marcam o intervalo como um período de alta das taxas e de queda dos ativos de risco.O Ibovespa, por exemplo, caminha para fechar o terceiro trimestre com uma queda de um pouco mais de 1%, apesar de subir cerca de 0,90% em setembro graças ao desempenho desta sessão.Apesar de o ciclo de queda dos juros já ter começado por aqui, o que pesou no índice brasileiro foi, principalmente, o fluxo de saída dos estrangeiros – causado, justamente, pela alta dos treasuries yields.O dólar, com a queda do rendimento dos treasuries de hoje, perde força mundialmente. O DXY, índice que mede a força da divisa americana frente outras de países desenvolvidos, cai 0,32%, aos 105,88 pontos. Frente ao real a queda é de 0,61%, a R$ 5,008 na compra e a R$ 5,009 na venda. No trimestre, por outro lado, a moeda americana ainda ganha mais de 4,5% frente à brasileira.A curva de juros brasileira recua hoje junto das do exterior. Os DIs para 2025 perdem 5,5 pontos, a 10,84%, e os para 2027, 4,5 pontos, a 10,84% As taxas dos contratos para 2029 vão a 11,34%, com menos três pontos, e as dos para 2031, a 11,61%, também com menos três pontos.Companhias ligadas ao varejo e de crescimento são as principais altas do Ibovespa nesta sexta. As ações ordinárias do Grupo Casas Bahia (BHIA3) ganham 5,08%, as da Locaweb (LWSA3), 3,7% e as da Petz (PETZ3), 3,63%.
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REFLEXÃO: Eddy Elfenbein, dono do site Crossing Wall Street: Seja paciente e ignore modismos. Foque no valor e não entre em pânico.
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