Bolsas de NY fecham em alta, com correção de perdas; crise política fica no radar –

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As bolsas de Nova York fecharam o pregão desta terça-feira, 12, em alta, em um movimento de recuperação das perdas registradas no pregão de segunda-feira, mas ações dos setores de tecnologia e comunicações limitaram os ganhos dos índices acionários. No radar dos investidores, está a crise política em Washington, onde o Partido Democrata avança com um novo processo de impeachment contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após apoiadores do republicano invadirem o Congresso na semana passada.

O Dow Jones subiu 0,19%, a 31.068,69 pontos, o S&P 500 avançou 0,04%, a 3.801,19 pontos, e o Nasdaq ganhou 0,28%, a 13.072,43 pontos.
De acordo com o analista Boris Schlossberg, da BK Asset Management, um dos motivos para a realização de lucros recente no mercado acionário americano é a alta nos juros dos Treasuries, diante das perspectivas de mais expansão fiscal. “Os rendimentos dos títulos permanecem minúsculos, mas nos mercados de capitais a ação é sempre relativa e não absoluta e, dado o salto nos rendimentos, as avaliações altíssimas nas ações podem precisar se reduzidas”, explica.
O líder do Partido Democrata no Senado, Chuck Schumer, reafirmou nesta terça que os congressistas apreciarão um projeto para elevar os pagamentos diretos do pacote fiscal de US$ 600 a US$ 2 mil. Como o partido de Joe Biden garantiu o controle da Casa com duas vitórias na Geórgia, Schumer substituirá Mitch McConnell como líder da maioria.

No S&P 500, o subíndice do setor de energia liderou os ganhos (+3,5%) e o do setor de comunicações foi o que mais recuou (-1,5%). As ações da Chevron subiram 1,90%, a US$ 93,34, enquanto as da Apple cederam 0,14%, a US$ 128,80.
Os papéis da Boeing avançaram 0,78%, a US$ 208,41, mesmo depois de a fabricante de aviões informar que entregou apenas 84 aeronaves de passageiros às companhias aéreas em 2020, uma queda de quase 90% em relação ao pico em 2018.

As ações da Ford, que anunciou na segunda o fim da produção no Brasil, subiram 5,18%, a US$ 9,78. Na avaliação do Goldman Sachs, a reestruturação da montadora na América Latina tem o potencial de desvalorizar a ação. O banco americano projeta um preço-alvo de US$ 9,00 para o papel em 12 meses.
A General Motors (GM), por sua vez, saltou 6,22%, a US$ 47,81, após anunciar um novo negócio, chamado BrightDrop, para oferecer um “ecossistema” de produtos elétricos, software e serviços para ajudar as empresas de entrega a transportar mercadorias com mais eficiência.
Os investidores acompanham, ainda, os desdobramentos da crise política em Washington. A Câmara dos Representantes deve votar ainda nesta terça-feira uma resolução pedindo ao vice-presidente dos EUA, Mike Pence, que acione a 25ª emenda da Constituição para destituir Trump do cargo. Se não houver ação de Pence, os democratas devem prosseguir com o impeachment.

BRASIL | financas | invistaja.info

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