Informação para o trader investidor
Edição MarketMsg e invistaja.info
palavras-chave: Casas Bahia (BHIA3) a quase R$ 10: o que explica o salto de mais de 200% em março?; invistaja.info;
ETER3 | P/L: 7.87 | DY: 0.0254 | P/EBIT: 8.65 | ROIC: 0.0293 | Liq.Corr.: 1.86 | Mrg.Liq.: 0.0334
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As ações do Grupo Casas Bahia (BHIA3) seguem em disparada. Apenas no acumulado de março, os papéis saltaram 265% (passando de R$ 2,65 para R$ 9,68) e avançam 235% em 2025. Na última terça-feira (25), os papéis chegaram a superar os R$ 10 com salto de mais de 20%, fecharam abaixo disso, mas ainda assim saltaram cerca de 18% na sessão.
Diversas razões levam a um forte avanço dos ativos de BHIA3. Como já destacado no começo do mês, boa parte da alta ocorre em meio a um movimento de short squeeze — nome dado ao fenômeno em que a cotação das ações sobe rapidamente, forçando investidores que apostaram na queda (short sellers) a cobrir suas posições, resultando em uma pressão adicional de compra — tendo em vista que a empresa está com elevados 25% de suas ações em circulação alugadas.
Ainda em meados de março, a companhia informou que o investidor Rafael Ferri atingiu uma participação de 5,11% em ações ordinárias e derivativos de liquidação física em BHIA3, o que também ajudou a explicar o forte movimento de ganhos recentes.
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“O ponto de partida provável desse movimento foi a entrada de Ferri no quadro de acionistas da companhia, rapidamente alcançando mais de 5% de participação. A abertura de uma nova posição relevante costuma provocar fortes altas na cotação, pois sinaliza ao mercado um possível ponto de inflexão”, observou ao Broadcast Pedro Accorsi, analista da Ticker Research.
Esse movimento inicial de compra, destaca a análise, atraiu a atenção de outros investidores, que, temendo perder a oportunidade, passaram a adquirir ações da empresa, amplificando ainda mais a alta. Esse movimento é conhecido pela sigla em inglês FOMO, de “fear of missing out”, ou “medo de ficar de fora” de algo – no caso, de um investimento, com o analista destacando também o short squeeze como um dos fatores para a alta.
No dia 12 de março, a companhia também divulgou seus números do 4T. O grupo teve queda de 54,8% no prejuízo, para R$ 452 milhões e registrou um crescimento mais expressivo na receita líquida, que avançou 7,6% no 4T24, atingindo R$ 7,98 bilhões, conforme ressalta a Nord Research.
Para a casa, o desempenho do e-commerce foi um dos pontos fracos, com queda de -10% no Volume Bruto de Mercadorias (GMV) vendido online diretamente pela própria empresa, conhecido como 1P (first-party). No entanto, a recuperação nas lojas físicas (+16%) e no marketplace (+24%) ajudou a impulsionar os resultados.
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O grande destaque foi o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado, que quadruplicou em relação ao 4T23, totalizando R$ 640 milhões, com uma significativa expansão de margem. Porém, o resultado financeiro segue pressionando os números e a companhia ainda reportou um prejuízo líquido de R$ -452 milhões, embora tenha reduzido as perdas em 54,8% na comparação anual.
Para 2025, a empresa aposta na expansão da carteira de crediário, que já soma R$ 6,2 bilhões, e na continuidade da recuperação das margens. No entanto, a alta alavancagem e o cenário de juros elevados continuam a representar desafios relevantes para a companhia, que precisará manter o foco na geração de caixa e na redução do endividamento.
Em teleconferência sobre os resultados, o CEO do Grupo, Renato Franklin, afirmou que a companhia dará continuidade ao plano de transformação, iniciado em agosto de 2023, e espera que a segunda fase seja concluída no final deste ano.
Para Franklin, a busca gradual da empresa por rentabilidade já esteve refletida no lucro bruto de R$ 2,5 bilhões no último trimestre de 2024, que representou alta de 20,3%. A margem bruta de lucro, por sua vez, foi de 30%, ganho de 3,2 ponto porcentual ante um ano antes.
Ainda no radar, cabe destacar que outros pares de Casas Bahia na Bolsa, caso do Magazine Luiza (MGLU3) também sobem forte (+46% em março), ainda que não de modo tão expressivo quanto BHIA3. Parte do movimento é ligado à recente queda dos juros futuros com sinais de uma proximidade do fim do ciclo de alta de juros no Brasil, ainda que o cenário desafiador para a inflação tenha mantido o suspense sobre quando se dará o fim das altas, segundo a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
Levando em conta todos esses fatores, analistas ainda têm cautela com os papéis BHIA3, conforme destacado após os resultados do 4T. O Morgan Stanley é um exemplo, com recomendação equivalente à venda para os ativos (underweight, exposição abaixo da média). O banco aponta que, apesar do progresso operacional e com o reperfilamento da dívida (prazo médio de 22 meses para 72 meses), em meio às taxas de juros no Brasil altas, vê o caminho para um lucro líquido positivo “permanecendo pressionado ao longo de 2025″, aponta a equipe de análise.
Segundo compilação da Reuters Lseg com 7 casas que cobrem o papel, 4 possuem recomendação de manutenção e 3 de venda para os ativos.
(com Estadão Conteúdo)
RIO DE JANEIRO | mercados | invistaja.info – Casas Bahia (BHIA3) a quase R$ 10: o que explica o salto de mais de 200% em março?
REFLEXÃO: Eddy Elfenbein, dono do site Crossing Wall Street: Seja paciente e ignore modismos. Foque no valor e não entre em pânico.
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