CCR obtém aditivos de mais de R$ 1 bi de SP por atraso em obras, Suzano eleva preços; Carrefour, Gol-Smiles e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta quarta-feira (24)
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Notícias do mercado financeiro

Edição MarketMsg e invistaja.info

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HOOT4 | P/EBIT: -0.31 | P/L: -0.27 | ROIC: -0.3404 | EV/EBIT: -0.28 | Liq.2meses: 6565.31 | Pat.Liq: -419584000.0

BRASIL | invistaja.info — O noticiário corporativo desta quarta-feira é bastante movimentado, com destaque para o acordo para aquisição do grupo BIG pelo Carrefour Brasil, além da segunda convocação da assembleia para a incorporação da Gol pela Smiles.

Ainda em destaque, está a elevação de preços de celulose pela Suzano, enquanto a CCR informou nesta terça-feira que assinou aditivos a contratos que lhe garantiram mais de R$ 1 bilhão com o governo paulista devido a atrasos em obras de infraestrutura logística em São Paulo a serem operadas pela companhia. Confira no que ficar de olho:

CCR (CCRO3)

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A CCR informou nesta terça-feira que assinou aditivos a contratos que lhe garantiram mais de R$ 1 bilhão com o governo paulista devido a atrasos em obras de infraestrutura logística em São Paulo a serem operadas pela companhia.

A principal delas confere à Via Quatro, uma unidade da CCR, R$ 705,38 milhões de reais devido a atrasos na conclusão das obras da concessão de linhas intermunicipais geridas pela EMTU.

O reequilíbrio será implementado por meio de revisão na tarifa de remuneração da Via Quatro entre 1º de janeiro de 2021 e 31 de dezembro de 2037.

Outro aditivo definiu um novo valor a ser pago a título de compensação de atraso no valor de 353,3 milhões de reais para a estação de metrô do Morumbi, e o valor mensal 1,1 milhão para a Estação Vila Sônia, por cada mês de atraso de cada estação.

O governo vai pagar em até 20 dias 91,6 milhões de reais relativos a valores já devidos por atraso nas duas estações.

Vale (VALE3) e mineradoras

Os futuros do minério de ferro na China avançaram pela segunda sessão consecutiva nesta quarta-feira, se recuperando do que analistas viram como um recuo exagerado em reação a medidas anti-poluição que restringirão a produção no pólo siderúrgico de Tangshan.

O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de Dalian DCIOcv1, para maio, subiu 2,8%, para 1.053 iuanes por tonelada (US$ 161,43). Na bolsa de Cingapura, por outro lado, o primeiro contrato para abril recuava 0,7%, para US$ 154,05 a tonelada, após ganho de 2,6% na sessão anterior.

O minério de ferro na bolsa de Dalian recuou para o menor nível em seis semanas na segunda-feira, com investidores preocupados com os cortes de produção na China e seu potencial impacto sobre a demanda pela matéria-prima.

Um aviso que circulou recentemente na indústria de aço chinesa ameaçou cortes de produção em Tangshan, com a restrição possivelmente sendo estendida para outras cidades produtoras.

Carrefour Brasil (CRFB3)

O Carrefour Brasil informou ao mercado nesta quarta que chegou a um acordo para adquirir o Grupo BIG (ex-Walmart Brasil) por R$ 7,5 bilhões. A operação será estruturada em duas etapas: o pagamento, em dinheiro, de R$ 5,25 bilhões aos atuais controladores da empresa, o fundo de private equity Advent International e Walmart, e a incorporação dos 30% remanescentes do capital social pela subsidiária do grupo francês.

A transação, que o Carrefour Brasil espera ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 2022, tem o potencial de gerar sinergias de R$ 1,7 bilhão ao Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia após três anos da conclusão da operação.

“A aquisição do Grupo BIG expandirá a presença do Carrefour Brasil em regiões onde tem penetração limitada, como o Nordeste e Sul do País, e que oferecem forte potencial de crescimento. A rede de lojas do Grupo BIG, portanto, apresenta forte complementaridade geográfica”, diz a companhia, em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O Grupo BIG detém ativo imobiliário de 181 lojas (47% do total) e 38 propriedades adicionais, totalizando aproximadamente R$ 7 bilhões de valor imobiliário, de acordo com uma análise independente. O Carrefour Brasil planeja converter as unidades Maxxi em Atacadão e parte das lojas BIG e BIG Bompreço para Atacadão ou Sam’s Club. As demais lojas serão convertidas para a bandeira de hipermercado Carrefour.

Gol (GOLL4) e Smiles (SMLS3)

A Gol Linhas Aéreas Inteligentes informou a elevação da oferta para os acionistas da Smiles em 17,1%, em relação à migração da base acionária da empresa para a Gol. Assim, a troca proposta implícita sobe de uma proporção de 0,825 ação da Gol para cada ação da Smiles para 0,966 por ação.

Vale destacar que o anúncio de elevação da oferta acontece às vésperas da assembleia que irá tratar da incorporação da Smiles pela Gol, que acontecerá em segunda convocação nesta quarta-feira (24). A assembleia da Smiles que trataria do tema no último dia 15 acabou sendo adiada por falta de quórum, ante a insatisfação de parte dos acionistas da companhia de fidelidade com o andamento do processo por parte da aérea.

Segundo a Gol, a relação atual de troca significa uma oferta de R$ 26,14 por ação de Smiles, com base no preço das ações da Gol de 7 de dezembro, de R$ 27,05. Anteriormente ao anúncio, o preço não afetado da Smiles era de R$ 21,73.

Assim, a Gol afirma que, caso as assembleias gerais extraordinárias da Gol e da Smiles aprovem a proposta, para cada ação ordinária de emissão da Smiles, proprietários poderão receber uma parcela de R$ 8,28 e 0,660 ação preferencial de emissão da GOL.

Ou, alternativamente, uma parcela de R$ 21,68 e 0,165 ação preferencial de emissão da Gol. A escolha fica a critério dos acionistas titulares de ações da Smiles.

Segundo a Gol, a nova proposta ocorre após negociações com alguns dos maiores acionistas da Smiles, e representa um aumento do prêmio de 26,3% para 47,9%.

As ações das aéreas seguem no radar, após caírem forte na véspera. Além de seguirem a baixa das ações do setor no exterior com o aumento de casos de coronavírus, o Morgan Stanley rebaixou os ADRs da Azul (AZUL4) e Gol de equal-weight (exposição em linha com a média do mercado) para underweight (exposição abaixo da média do mercado), citando o aumento dos custos de combustível, a desvalorização do real e preocupações com uma segunda onda de Covid-19 prejudicando a demanda no início do ano.

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O analista Josh Milberg reduziu suas previsões de Ebitda para 2021 e 2022 para ambas as companhias devido ao preço mais alto do combustível de aviação, câmbio mais fraco e demanda de viagens aéreas morna no curto prazo. O preço-alvo da Azul foi reduzido de US$ 22,90 para US$ 15,20, enquanto o preço-alvo da Gol foi cortado de US$ 9,70 para US$ 5,90.

Suzano (SUZB3)

Citando a RISI, provedora global de dados do mercado de papel e celulose, o Credit Suisse destacou que a Suzano está elevando os preços da celulose branqueada de eucalipto (BEK, na sigla em inglês) em abril para US$ 780 a tonelada na China, US$ 1.010 a tonelada na Europa. De acordo com o Credit, a notícia é positiva, citando ainda a elevação de outros preços pela companhia. Contudo, os analistas questionam a sustentabilidade dos preços atuais após o quarto trimestre de 2021.

Ainda no radar da companhia, a agência de classificação de risco Fitch anunciou na última terça-feira que revisou a perspectiva do rating da Suzano de negativa para estável, citando a forte geração de fluxo de caixa operacional devido à recuperação nos preços da celulose. A nota da Fitch para a Suzano, atribuída a moedas local e estrangeira, foi mantida em “BBB-“.

Segundo a agência, a forte geração de caixa permitirá à Suzano reduzir a alavancagem durante 2021, com a relação dívida líquida/Ebitda caindo para em torno de duas vezes. A previsão da avaliadora de risco é de que a dívida líquida da companhia caia de US$ 12,4 bilhões para cerca de US$ 10 bilhões neste ano.

“A desalavancagem da Suzano deve permitir à empresa expandir sua posição de liderança de mercado com a realização do projeto Jubarte em Ribas do Rio Pardo”, afirmou a Fitch no relatório.

JBS (JBSS3)

A JBS se comprometeu a zerar o balanço de suas emissões de gases de efeito estufa até 2040 nas operações globais, afirmou a empresa nesta terça-feira à Reuters.

A gigante de proteína animal, que tem sede no Brasil, afirmou que é a primeira grande companhia global do setor a estabelecer tal compromisso. Nos próximos 10 anos, a JBS disse que vai investir  US$1 bilhão em soluções que visem reduzir as emissões de carbono em suas operações.

“Sabemos que é muito difícil conseguir isso”, disse o presidente-executivo da JBS, Gilberto Tomazoni, em entrevista à Reuters. “Vai desafiar toda a empresa.”

Segundo o executivo, todos os negócios da companhia levarão em consideração a meta de redução das emissões de gases, inclusive as alocações de investimento e eventuais fusões e aquisições (M&A).

Dados da JBS mostram que em 2019 suas instalações industriais geraram 4,6 milhões de toneladas de emissões de carbono, enquanto 1,6 milhão de toneladas vieram do uso de energia.

Os resultados indicam quedas em relação a 2017, quando as emissões provenientes das operações da indústria estavam em 5,5 milhões de toneladas e as vindas do uso de energia eram de 1,8 milhão de toneladas, informou a empresa.

No entanto, isto ainda representa uma pequena parte das emissões atreladas à companhia.

Cerca de 90% das emissões totais da JBS vêm de sua cadeia de fornecimento, disse Tomazoni, sem dar um número específico. Ele afirmou ainda que a pecuária tradicional emite 40-45 toneladas de carbono equivalente por tonelada de carne produzida.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras informou na véspera que as plataformas P-40 e P-56, no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos, voltaram a operar normalmente, após uma redução da produção nos últimos dias, motivada por um surto de Covid-19 que afetou as operações da P-38, que recebe produto de ambas as unidades.

A P-38 é uma unidade do tipo FSO, sigla em inglês para a unidade flutuante que estoca e transfere o óleo produzido por outras unidades. Portanto, não tem produção própria, segundo explicou a Petrobras anteriormente.

A P-40 e a P-56 produziram juntas mais de 85 mil barris de petróleo por dia, em janeiro, segundo dados disponibilizados pela reguladora ANP em seu site. A Petrobras não detalhou quais os volumes que deixaram de ser produzidos nos últimos dias.

Em nota enviada à agência Reuters na sexta-feira, a ANP explicou que a tripulação da P-38 foi testada para Covid-19, e os resultados confirmaram infecção em 27 pessoas. Os trabalhadores que testaram positivo e contactantes de bordo foram desembarcados e substituídos, segundo a Petrobras. O caso ocorreu em meio a um aumento de casos no Brasil, que está se refletindo nas atividades de óleo e gás.

Nesta terça-feira, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) publicou uma nota informando que também houve um surto de Covid na plataforma P-48, no campo de Caratinga, na Bacia de Campos.

Nesse caso, a ANP informou que as informações mais recentes de que dispõe, recebidas na véspera, relatam três casos confirmados entre trabalhadores de P-48, cuja produção segue normalizada.

Na segunda-feira, a ANP registrou 60 novos casos de Covid-19 em plataformas de petróleo e gás, com a média móvel de ocorrências avançando desde o início do mês.

Sequoia Logística (SEQL3)

Já a Sequoia Logística informou que avalia oferta restrita subsequente de ações. A companhia engajou BTG Pactual, Santander Brasil, Morgan Stanley, ABC Brasil e Itaú BBA para a coordenação de possível oferta.

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REFLEXÃO: Bill Mann, da Motley Fool Asset Management: Busque investir em conjunto com grandes gestores, depois, é só ser paciente.

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