Negociando na bolsa de valores
Edição MarketMsg e invistaja.info
palavras-chave: Como China pode pressionar o mercado imobiliário dos EUA em meio à guerra comercial?; invistaja.info;
MRFG3 | Cresc.5anos: 0.2238 | ROIC: 0.066 | EV/EBIT: 9.67 | P/EBIT: 2.74 | Pat.Liq: 2824140000.0 | P/VP: 6.05
ListenToMarket: Como China pode pressionar o mercado imobiliário dos EUA em meio à guerra comercial? – Áudio gerado às: 13:0:50
VELOCIDADE: 1.0x | 1.95x | 2.3x
Durante décadas, os títulos do Tesouro dos Estados Unidos foram sinônimo de segurança absoluta nos mercados globais. Mas esse pilar da confiança dos investidores começa a rachar, abalado por incertezas políticas e pela crescente aversão ao risco que paira sobre a economia americana.
A ofensiva comercial do presidente Donald Trump acentuou a pressão sobre os Treasuries, que passaram a ser negociados como ativos de risco — um comportamento incomum para o que já foi considerado o porto seguro por excelência.
O impacto vai além do mercado de dívida soberana: as taxas de hipoteca nos EUA estão subindo com força, refletindo a venda acelerada desses papéis. Há quem tema uma retaliação ainda mais contundente por parte de países como a China, que não apenas detém grandes volumes de Treasuries, mas também de títulos lastreados em hipotecas (MBS). Uma liquidação em larga escala desses ativos poderia abalar seriamente o já sensível mercado imobiliário americano.
+“Se não mudarmos, estaremos mortos”, diz ex-chefe da OMC
No final de janeiro, países estrangeiros detinham US$ 1,32 trilhão em MBS americanos, ou 15% do total em circulação, segundo a Ginnie Mae (Associação Nacional da Hipoteca). Os principais detentores: Japão, China, Taiwan e Canadá.
De acordo com reportagem da CNBC, a China já havia começado a vender alguns MBS dos EUA no ano passado, com as participações do país no final de setembro caindo 8,7% em relação ao ano anterior e 20% no início de dezembro. O Japão, que havia apresentado ganhos em seus MBS em setembro, apresentou queda no início de dezembro.
hotWords: guerra imobiliário comercial? china mercado
Seja anunciante no invistaja.info
Caso China e Japão intensifiquem a liquidação de Treasuries — e outros países adotem a mesma postura —, a pressão sobre os rendimentos deve se acentuar, elevando ainda mais as taxas de hipoteca nos Estados Unidos.
Spreads mais amplos resultam em taxas de hipoteca mais elevadas — um fator que agrava ainda mais a fragilidade do mercado imobiliário nesta primavera. Já pressionado pelos altos preços dos imóveis e pela queda na confiança do consumidor, o setor enfrenta um cenário delicado.
A recente derrocada do mercado acionário também pesa: muitos compradores potenciais estão apreensivos quanto à estabilidade de suas finanças e de seus empregos. Segundo uma pesquisa da Redfin, um em cada cinco interessados em adquirir um imóvel está recorrendo à venda de ações para bancar a entrada.
Para Eric Hagen, analista de hipotecas e financiamento especializado da BTIG, a possibilidade de entidades estrangeiras se desfazerem de títulos lastreados em hipotecas pode lançar ainda mais incerteza sobre esse mercado sensível.
Para piorar o cenário, o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) — um dos maiores detentores de MBS — está atualmente permitindo que esses títulos saiam gradualmente de sua carteira, como parte da estratégia de enxugamento do balanço. Em momentos de crise, como durante a pandemia, a postura era oposta: o Fed atuava ativamente na compra de MBS para conter os juros e estimular o crédito.
palavras-chave: Como China pode pressionar o mercado imobiliário dos EUA em meio à guerra comercial?; invistaja.info;
CALIFORNIA | mercados | invistaja.info – Como China pode pressionar o mercado imobiliário dos EUA em meio à guerra comercial?
REFLEXÃO: Barry Ritholtz, da Bloomberg: Mantenha a simplicidade, faço menos e administre sua estupidez.
Saiba mais:
Varejistas da China prometem ajudar exportador a vender no país com guerra comercial
UE promete unidade sobre comércio e diz que tarifas são mais prejudiciais aos EUA
Qual é a previsão do tempo do fim de semana em São Paulo?
UE promete unidade sobre comércio e diz que tarifas são mais prejudiciais aos EUA