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Comunicação do BCE foi mais amena e sugere desaceleração nos juros, dizem analistas

Preocupações com demanda fraca entraram no comunicado e Christine Lagarde não se comprometeu com tamanho e duração do ciclo

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Edição MarketMsg e invistaja.info

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Embora o BCE tenha optado por manter a magnitude da alta de juros na reunião desta quinta-feira (27), com um avanço de 0,75% idêntico ao anúncio de setembro, os analistas viram na comunicação pós-anúncio uma inflexão na linguagem, com repetidos alertas sobre a desaceleração da economia.

Para o JP Morgan, mesmo com a frase de que “espera aumentar ainda mais as taxas de juros” no futuro, a retórica em torno disso foi “dovish”. “Primeiro, o BCE removeu o trecho “próximas várias reuniões” e, portanto, não se comprometeu a subir depois de dezembro. Em vez disso, o BCE está mudando para uma fase ‘dependente de dados’ e ‘reunião por reunião’”, diz o banco de investimentos em relatório.

O banco também destaca que o BCE comentou já terem sido realizado “progressos substanciais” na retirada da acomodação da política monetária. “E a  discussão econômica tornou-se significativamente mais pessimista ou cautelosa”.

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Para o JP Morgan, isso baseia as decisões futuras em três fatores. Primeiro, leva em consideração as perspectivas de inflação e, portanto, também o impacto de um crescimento mais fraco no curto prazo, ou até de recessão. Em segundo lugar, leva em consideração as decisões tomadas até agora, incluindo os 200 p.b. de aumentos entregues até o momento. Em terceiro, leva em conta que mudanças na política monetária afetam a economia e a inflação com defasagem, o que reforça a necessidade de olhar para frente.

Embora reconheça a possibilidade de uma ou duas novas altas de juros, o JP Morgan não acredita na taxa terminal (a que encerrará o ciclo atual) em 3,25%, como crês a maioria do mercado. “Especialmente porque a crise de energia está levando a um crescimento mais fraco e porque o crescimento dos salários não aumentou muito”, explica.

O entendimento do Citi é o mesmo. Em comunicado a clientes, o banco disse que a decisão e o comunicado do BCE implicam numa caminhada mais lenta para os juros do que o mercado tem precificado. “Em nossa visão, a conclusão foi de uma sensível compreensão de que a demanda está erodindo rápido e que, como consequência, os ajuste na política precisa ser mais lento, paciente e, eventualmente, menos acentuado do que se assumia”.

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Demanda fraca no foco

O Citi também viu uma ligeira inflexão na linguagem usada pelo BCE. A expressão “abafar a demanda” presente no comunicado anterior foi substituída por “visando reduzir o suporte á demanda”. “Para nós, isso sugere uma menor intenção de levar a política muito longe”, afirma o banco.

O Citi mantém a previsão de que o Banco Central Europeu fará uma alta de 0,50% na reunião de dezembro, seguida por outras duas, de 0,25 p.b. em 2023.

Para o C6 Bank, o BCE não tem muita alternativa: enquanto a inflação não der sinais de arrefecimento, será necessário manter o ciclo de ajuste na taxa de juros. “Acreditamos que a Zona do Euro entrará em recessão, mas não por causa dos juros elevados. O que vai contrair a economia na região é a restrição de energia, particularmente o gás. Ou seja, o aperto monetário não deve intensificar a recessão e será importante para conter a inflação”, diz comentário do banco.

Para Gustavo Cruz, estrategista do RB Investimentos, como a própria Christine Lagarde (presidente do BCE) destacou em entrevista a atividade mais fraca, a expectativa é que a autoridade monetária vai desacelerar o ritmo de alta dos juros. Ele ainda acredita que existe uma possibilidade de a taxa média ficar entre 3,5% e 4% no ano que vem.

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REFLEXÃO: Rich Greifner, da Motley Fool: Pense a longo prazo, seja paciente e busque por retornos assimétricos.

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