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Conflito em Israel pode ser mais um desafio para os grandes bancos centrais

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Edição invistaja.info e MarketMsg

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CTSA8 | ROIC: -0.1196 | EV/EBIT: -2.39 | P/Cap.Giro: -1.0 | PSR: 0.167 | Div.Brut/Pat.: 0.46 | Cresc.5anos: -0.1681

Fazer projeções sobre o que vai acontecer com a economia global diante de um evento como o ataque a Israel pelo Hamas é muito difícil, porque não se sabe qual a extensão que o conflito deverá ter. Mas é certo que essa surpresa negativa, que já provocou mais de 1.000 mortos na região e tem potencial para escalar ainda mais, tem um efeito inflacionário, que acrescenta ainda mais cautela na gestão da política monetária dos bancos centrais das principais economias. Essa é a avaliação do economista Otaviano Canuto, que foi vice-presidente do Banco Mundial e diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI).A variável mais importante nesse cenário, sem dúvida, é o preço do petróleo, que subiu nesta segunda (9) cerca de 4% sob a expectativa de que o conflito se amplie. O maior receio neste momento é que o Irã se envolva e bloqueie a passagem da commodity pelo Estreito de Hormuz, o que representaria um choque importante sobre o fornecimento global. “O efeito sobre preços e sobre as bolsas tende a ser negativo, mas tudo vai depender da duração da guerra, tanto em termos de tempo quanto de espaço”, define. O economista se mostra cético, por outro lado, em relação a uma possível migração do fluxo de recursos internacionais para outros mercados, como o Brasil, caso o conflito na região escale, a exemplo do que se viu no início da guerra na Ucrânia. “Quão significativo foi esse fluxo, na ocasião da guerra da Ucrânia? Acabou sendo indiretamente bom para o Brasil porque se abriu uma oportunidade para a agricultura. Mas o deslocamento de investimentos não foi tão relevante”, diz.O cenário de aversão a risco tende a trazer pressão sobre o câmbio e inflação no mundo, o que deve colocar o Federal Reserve, o Banco Central Europeu e o Banco do Japão em alerta. Mas, no caso brasileiro, isso dificilmente deve alterar o ritmo de corte de juros adotado pelo Banco Central, de 0,5 ponto por reunião, afirma Canuto.“Nos mercados emergentes,  a gente já vinha vendo uma saída de capital desde agosto, o que gerou desvalorização do câmbio. Isso deve continuar e, embora  a desvalorização cambial tenha impacto na inflação, minha aposta é que a Selic continuará caindo 0,5 ponto porque outros determinantes dos juros continuam apontando para baixo”, diz.Canuto, que visitou a Palestina em 2017 para negociar um projeto de saneamento básico pelo Banco Mundial  na região, observa que a economia israelense tem pouco impacto sobre o mundo e, portanto, se não houver uma ampliação geográfica, o conflito na região teria um efeito mais limitado do que se viu no caso da guerra entre Ucrânia e Rússia. “Pode ser um conflito com consequências humanitárias sem precedentes, mas em termos de economia, o impacto pode ser menor”, diz.Ainda assim, ele observa que Israel é hoje um importante polo de tecnologia, e que havia investimentos da China previstos na região que devem, no mínimo, ser adiados. “Israel é um dos poucos casos de economia média que conseguiu ascender ao patamar de renda alta, junto com o grupo de Coreia do Sul, Hong-Kong e Singapura, e por conta do desenvolvimento de atividades tecnológicas”, afirma.

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REFLEXÃO: Bill Mann, da Motley Fool Asset Management: Busque investir em conjunto com grandes gestores, depois, é só ser paciente.

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