Corrida contra o tempo para encontrar os destroços do Boeing que caiu na Indonésia –

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Após a identificação da primeira vítima do Boeing que desapareceu no fim de semana na costa da Indonésia, os mergulhadores continuavam uma corrida contra o tempo nesta terça-feira(12) para trazer destroços do avião para a superfície.

Cerca de 3.600 pessoas estão trabalhando para resgatar o mais rápido possível os restos mortais das 62 pessoas que viajavam no voo, além dos destroços do avião e as caixas-pretas do aparelho que podem ajudar a entender as causas do acidente ocorrido nos arredores de Jacarta no sábado.
Um robô subaquático e radares ajudavam os mergulhadores. O Boeing 737-500 da Sriwijaya Air caiu abruptamente a cerca de 10.000 pés (3.000 metros) em menos de um minuto no mar de Java. As autoridades não deram pistas sobre as possíveis causas do acidente poucos minutos após a decolagem da aeronave de 26 anos.
As imagens divulgadas pela Marinha mostram os mergulhadores nadando em meio a escombros, com dezenas de barcos e helicópteros presentes no local.

As autoridades disseram ter marcado uma área de cerca de 90 m2 de onde o era emitido o sinal das caixas que contêm as gravações das conversas entre a tripulação e as torres de controle aéreo, além das informações de voo.
Mas as caixas-pretas poderiam estar escondidas sob a lama ou sob os destroços da fuselagem nessas águas a cerca de 23 metros de profundidade na região das “mil ilhas” atravessadas pelas grandes correntes.

Os mergulhadores “têm que lidar com a lama e a falta de visibilidade”, disse Yusuf Latif, porta-voz da Indonésia.
– Primeira vítima identificada –
Várias dezenas de sacos foram preenchidos com restos mortais coletados no mar e levados para um hospital da polícia para identificação.
“Ainda não podemos aceitar, disse Inda Gunawan, referindo-se ao desaparecimento de seu irmão Didik Gunardi, que estava a bordo do Boeing.” Nossa família ainda está esperando por um milagre e que ele esteja vivo “, acrescentou.

A polícia confirmou a identidade da primeira vítima, Okky Bisma, um tripulante de 29 anos, graças à impressão digital de uma de suas mãos que foi recuperada.
“Descanse em paz lá em cima meu querido e espere por mim (…) no paraíso”, escreveu sua esposa Aldha Refa em seu Instagram.
As autoridades pediram aos parentes das vítimas que doem amostras de DNA para ajudar na identificação. 62 pessoas, incluindo 10 crianças, todas indonésias, estavam a bordo do avião com destino a Pontianak, uma cidade na parte indonésia da ilha de Bornéu.

Nurcahyo Utomo, investigador da Agência de Segurança de Transporte da Indonésia (NTSC), disse que a tripulação não emitiu nenhum sinal de socorro antes do acidente.
Dados preliminares sugerem que é “muito provável” que o avião estivesse intacto quando atingiu a água. O chefe dos serviços de resgate, Soerjanto Tjahjono, confirmou esta análise nesta terça-feira, destacando que os restos estavam numa área restrita, em vez de estarem espalhados como ocorre no caso de uma explosão em voo.
“O tamanho (da área) corresponde à hipótese de que o avião não explodiu antes de chegar à água”, disse.
Segundo especialistas em aviação, os dados de voo indicam que a aeronave desviou drasticamente de sua trajetória antes de cair bruscamente e alertam que a investigação das causas do acidente pode levar meses.
Este é o primeiro acidente fatal de Sriwijaya desde a criação da empresa em 2003. Mas o setor de transporte aéreo da Indonésia passou por várias tragédias nos últimos anos e algumas companhias foram proibidas de viajar para a Europa até 2018.
Em outubro de 2018, 189 pessoas morreram na queda de um Boeing 737 MAX operado pela Lion Air que caiu no mar de Java, doze minutos após decolar de Jacarta.

Um acidente que afetou o mesmo modelo de aeronave na Etiópia levou à imobilização desse tipo de aeronave por meses e ao questionamento do fabricante.
O avião de Sriwijaya não pertence à polêmica nova geração do Boeing 737 MAX, é um “clássico” Boeing 737.

BRASIL | giro | invistaja.info

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