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CSN (CSNA3): desalavancagem e geração de caixa estão no foco para 2023, apontam executivos; ação cai 8% após balanço

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Edição MarketMsg e invistaja.info

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A desalavancagem e a geração de caixa estão no foco da CSN (CSNA3) em 2023, segundo executivos da companhia que falaram com analistas e investidores na manhã desta quinta-feira (9), após a companhia publicar ontem seu resultado do quarto trimestre.Entre outubro e dezembro, a alavancagem, medida pela relação entre a dívida líquida e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) da CSN foi a um múltiplo de 2,2 vezes. Isso foi apontado como negativo por diversas casas, bem como o fluxo negativo de caixa no trimestre.Com isso, as ações CSNA3 registraram uma queda de 8,06%, a R$ 16,54, também acompanhando uma piora acentuada do mercado na reta final do pregão desta quinta.“A CSN reportou uma geração negativa de caixa de R$ 146 milhões no quarto trimestre, principalmente por conta de maiores despesas financeiras, alta do Capex [investimentos] e um aumento de R$ 438 milhões no capital de giro”, disse a equipe de analistas do Itaú BBA, chefiada por Daniel Sasson. “Do lado negativo do balanço, a geração de caixa foi fraca devido ao maior Capex, resultado financeiro e imposto de renda, com a dívida líquida crescendo novamente”, corroborou a equipe do Bradesco BBI, liderada por Thiago Lofiego.O banco destacou que a dívida líquida atingiu R$ 30,5 bilhões, com aumento de R$ 6,1 bilhões ante setembro, principalmente devido à aquisição da CEEE-G (aproximadamente R$ 3,3 bilhões) e ao pagamento de dividendos de R$ 2,5 bilhões. O Ebitda, por sua vez, avançou 15% na base trimestral, mas caiu 16% na anual, para R$ 3,1 bilhões.O Bradesco BBI aponta que, apesar dos resultados mais fortes do segmento de mineração, do lado negativo, a geração de caixa foi fraca, devido aos maiores investimentos, resultado financeiro e imposto de renda, com a relação de dívida díquida crescendo novamente, avalia. Os analistas do BBI mantêm recomendação apenas neutra para CSNA3, pois veem maior potencial de valorização em outros lugares neste momento – “preferimos Gerdau (GGBR4)para exposição à siderurgia e Vale (VALE3) ou CSN Mineração para exposição ao minério de ferro”.Os executivos da companhia, porém, defenderam que a empresa deve consertar o problema da alavancagem em breve.“Com alavancagem em 2,2 vezes, ficamos com o olho em gerar caixa e ficar dentro da faixa estipulada por nós mesmos, entre 1 e 2. Devemos privilegiar isso. Nosso foco, porém, continua sendo em dividendos, crescimento e desalavancagem. Esperamos entregar tudo”, disse Marcelo Ribeiro, diretor financeiro da CSN. “O fluxo de caixa do quarto trimestre foi insuficiente para reduzir a alavancagem. Esta, porém, subiu por motivos pontuais. Com o pré-pagamento do minério, anunciado em janeiro, a alavancagem já foi para 2. Para 2023, vemos que a melhora do Ebitda e do fluxo de caixa deve nos levar para dentro da faixa nos próximos trimestres”.A CSN, segundo os diretores, vê que uma boa posição de caixa mínimo, atualmente, está em R$ 15 bilhões, por conta de toda a volatilidade – e afirma que buscará isso ao longo do ano. A companhia terminou 2022 com uma posição de caixa de R$ 12,5 bilhões.Para melhorar a relação entre desempenho operacional e endividamento líquido, a CSN aposta em um avanço operacional, aperfeiçoamento de fluxo de caixa,  controle de investimentos e até mesmo em uma possível oferta de capital inicial (IPO, na sigla em inglês) do braço de cimentos em um futuro mais distante.Marcelo Ribeiro defendeu que o capital de giro deve melhorar, principalmente por conta da linha de estoques.“Terminamos 2022 com estoque acima de R$ 11 bilhões. Esperamos normalizar os estoques de produtos acabados, tirar cerca de R$ 600 milhões desta linha, mas também na rubrica de custos de matéria prima. Ainda temos carvão e coque caros, temos estoques de minério. Esperamos que essa linha se reduza em R$ 2 bilhões ao longo dos próximos trimestres. Não é um impacto direto na geração de caixa, pois há uma redução proporcional em fornecedores, mas essa linha deve ficar mais comportada. Não esperamos tamanha volatilidade como em 2022”, disse o executivo.Já do lado de investimentos, a empresa afirma que o guidance para o Capex em 2023 fica inalterado, em R$ 4,4 bilhões, com foco na mineração. Algumas empreitadas, como o avanço do braço de cimento nos Estados Unidos, ficam de lado, à espera da normalização da estrutura de capital. “Vamos fazer um equilibro ao longo dos próximos trimestres e, quando nos sentirmos confiantes e dentro da faixa esperada, voltaremos a acelerar com a expansão orgânica”, explicou.No operacional, a CSN espera que os maiores gastos do último ano, com focos no braços de mineração, cimento e elétrico, trarão frutos.“De custos, tivemos uma redução importante nos gastos com placa no quarto trimestre. Os esforços são fortes para continuar com isso, sendo que no primeiro trimestre continuamos. É fator fundamental para preservar a margem Ebitda”, explicou Luis Fernando Barbosa Martinez, diretor comercial da empresa.No quarto trimestre, o custo de placa foi de R$ 3.923 por tonelada ante R$ 4.133 no terceiro trimestre e R$ 3.673 nos três últimos meses de 2021. A CSN mira uma margem de 20% para siderurgia, ante 13,6% no fim de 2022.O mercado, para os executivos, também deve melhorar, com a CSN vendo um espaço para aumentar seus preços.“Se a demanda melhorar um pouco e o mercado se estabilizar, acho que conseguimos emplacar um aumento de 7,5% a 10% em planos. Em longos, a situação é mais complicada”, defendeu Martinez.“Na China, crescimento já foi dado para 2023, sendo de no mínimo 5%, com isso, sendo buscado pela injeção de capital na construção civil e a finalização de obras inacabadas. Estoques por lá nunca foram tão baixos, de 18 a 20 dias. O aço, com isso, pulou de US$ 530 a tonelada para US$ 680. Nos Estados Unidos, o preço era de US$ 681 e hoje está acima de US$ 1000. Pleno emprego, plano Biden. Tudo impulsiona e nos deixa otimistas”.Por fim, os executivos da CSN afirmaram que um possível IPO do braço de cimento iria em linha com a busca pela desalavancagem.“Estamos bem, não temos apenas crescimento, mas sim ganho de rentabilidade. O mercado está fechado neste momento, mas estamos prontos e esperando”, comentou Ribeiro. “Posição de custo é fundamental neste momento, pois há capacidades no mercado que, com os níveis atuais, não irão parar em pé. Os aumentos recentes de preço foram muito fortes e, provavelmente, agora o foco ficará em custos. Com a nossa aquisição recente, da LafargeHolcim, estamos tentando avançar nisso. Quando estávamos com a CSN, os nossos custos nos permitiram entrar no mercado. Com a aquisição, além de algumas excelentes surpresas em sinergias, tivemos uma melhora comercial”, complementou Martinez.

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REFLEXÃO: Barry Ritholtz, da Bloomberg: Mantenha a simplicidade, faço menos e administre sua estupidez.

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