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palavras-chave: CSN (CSNA3): desalavancagem e geração de caixa estão no foco para 2023, apontam executivos; ação tem forte queda após balanço; invistaja.info;
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A desalavancagem e a geração de caixa estão no foco da CSN (CSNA3) em 2023, segundo executivos da companhia que falaram com analistas e investidores na manhã desta quinta-feira (9), após a companhia publicar ontem seu resultado do quarto trimestre.Entre outubro e dezembro, a alavancagem, medida pela relação entre a dívida líquida e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) da CSN foi a um múltiplo de 2,2 vezes. Isso foi apontado como negativo por diversas casas, bem como o fluxo negativo de caixa no trimestre. Com isso, as ações CSNA3 registravam uma queda de 6,61%, a R$ 16,80, dos ativos às 14h10 (horário de Brasília).“A CSN reportou uma geração negativa de caixa de R$ 146 milhões no quarto trimestre, principalmente por conta de maiores despesas financeiras, alta do Capex [investimentos] e um aumento de R$ 438 milhões no capital de giro”, disse a equipe de analistas do Itaú BBA, chefiada por Daniel Sasson.O banco destacou que a dívida líquida atingiu R$ 30,5 bilhões, com aumento de R$ 6,1 bilhões ante setembro, principalmente devido à aquisição da CEEE-G (aproximadamente R$ 3,3 bilhões) e ao pagamento de dividendos de R$ 2,5 bilhões. O Ebitda, por sua vez, avançou 15% na base trimestral, mas caiu 16% na anual, para R$ 3,1 bilhões.O Bradesco BBI aponta que, apesar dos resultados mais fortes do segmento de mineração, do lado negativo, a geração de caixa foi fraca, devido aos maiores investimentos, resultado financeiro e imposto de renda, com a relação de dívida díquida crescendo novamente, avalia. Os analistas do BBI mantêm recomendação apenas neutra para CSNA3, pois veem maior potencial de valorização em outros lugares neste momento – “preferimos Gerdau (GGBR4)para exposição à siderurgia e Vale (VALE3) ou CSN Mineração para exposição ao minério de ferro”.Os executivos da companhia, porém, defenderam que a empresa deve consertar o problema da alavancagem em breve.“Com alavancagem em 2,2 vezes, ficamos com o olho em gerar caixa e ficar dentro da faixa estipulada por nós mesmos, entre 1 e 2. Devemos privilegiar isso. Nosso foco, porém, continua sendo em dividendos, crescimento e desalavancagem. Esperamos entregar tudo”, disse Marcelo Ribeiro, diretor financeiro da CSN. “O fluxo de caixa do quarto trimestre foi insuficiente para reduzir a alavancagem. Esta, porém, subiu por motivos pontuais. Com o pré-pagamento do minério, anunciado em janeiro, a alavancagem já foi para 2. Para 2023, vemos que a melhora do Ebitda e do fluxo de caixa deve nos levar para dentro da faixa nos próximos trimestres”.A CSN, segundo os executivos, vê que uma boa posição de caixa mínimo, atualmente, está em R$ 15 bilhões, por conta de toda a volatilidade – e afirma que buscará isso ao longo do ano. A companhia terminou 2022 com uma posição de caixa de R$ 12,5 bilhões.Para melhorar a relação entre desempenho operacional e endividamento líquido, a CSN aposta em uma melhora operacional e de fluxo de caixa, no controle de investimentos e até mesmo em uma possível oferta de capital inicial (IPO, na sigla em inglês) do braço de cimentos em um futuro mais distante.Marcelo Ribeiro defendeu que o capital de giro deve melhorar, principalmente por conta da linha de estoques.“Terminamos 2022 com estoque acima de R$ 11 bilhões. Esperamos normalizar os estoques de produtos acabados, tirar cerca de R$ 600 milhões desta linha, mas também na rubrica de custos de matéria prima. Ainda temos carvão e coque caros, temos estoques de minério. Esperamos que essa linha se reduza em R$ 2 bilhões ao longo dos próximos trimestres. Não é um impacto direto na geração de caixa, pois há uma redução proporcional em fornecedores, mas essa linha deve ficar mais comportada. Não esperamos tamanha volatilidade como em 2022”, disse o executivo.Já do lado de investimentos, a empresa afirma que o guidance para o Capex em 2023 fica inalterado em R$ 4,4 bilhões, com foco na mineração, e que algumas empreitadas, como o avanço do braço de cimento nos Estados Unidos, ficam de lado, à espera da normalização da estrutura de capital. “Vamos fazer um equilibro ao longo dos próximos trimestres e, quando nos sentirmos confiantes e dentro da faixa esperada, voltaremos a acelerar com a expansão organica”, explicou.Do lado operacional, a CSN espera que os maiores gastos do último ano, com focos no braço de mineração, cimento e elétrico, trarão frutos. O mercado, para os executivos, também deve melhorar.“De custos, tivemos uma redução importante nos gastos com placa no quarto trimestre. Os esforços são fortes para continuar com isso, sendo que no primeiro trimestre continuamos. É fator fundamental para preservar a margem Ebitda”, explicou Luis Fernando Barbosa Martinez, diretor comercial da empresa.No quarto trimestre, o custo de placa foi de R$ 3.923 por tonelada ante R$ 4.133 no terceiro trimestre e R$ 3.673 nos três últimos meses de 2021. A CSN mira uma margem de 20% para siderurgia, ante 13,6% no fim de 2022.Além disso, a CSN também vê um espaço para aumentar seus preços.“Se a demanda melhorar um pouco e o mercado se estabilizar, acho que conseguimos emplacar um aumento de 7,5% a 10% em planos. Em longos, a situação é mais complicada”, defendeu Martinez.“Na China, crescimento já foi dado para 2023, sendo de no mínimo 5%, com isso, sendo buscado pela injeção de capital na construção civil e a finalização de obras inacabadas. Estoques por lá nunca foram tão baixos, de 18 a 20 dias. O aço, com isso, pulou de US$ 530 a tonelada para US$ 680. Nos Estados Unidos, o preço era de US$ 681 e hoje está acima de US$ 1000. Pleno emprego, plano Biden. Tudo impulsiona e nos deixa otimistas”.
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