Dólar fecha em queda com atuação de exportadores e “hedge” no mercado futuro

Operadores comentaram sobre ingressos de recursos de exportadores até então estacionados no exterior
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on email

Notícias de investidor para investidor

Edição MarketMsg e invistaja.info

palavras-chave: Dólar fecha em queda com atuação de exportadores e “hedge” no mercado futuro; invistaja.info;


BRKM5 | P/Cap.Giro: 6.56 | DY: 0.0 | P/EBIT: 3.12 | Cresc.5anos: 0.0785 | EV/EBITDA: 3.9 | PSR: 0.599

ListenToMarket: Dólar fecha em queda com atuação de exportadores e “hedge” no mercado futuro – Áudio gerado às: 7:10:53

VELOCIDADE: 1.0x | 1.95x | 2.3x

FLORIANÓPOLIS | invistaja.info — O dólar fechou em queda nesta quarta-feira, ficando no meio do caminho entre a máxima e a mínima da sessão, com o real chegando a figurar entre os melhores desempenhos globais na sessão beneficiado por fluxo de exportadores.

O dólar à vista caiu 0,48%, a 5,3127 reais na venda.

No pico intradiário, alcançado por volta de 10h30, a cotação foi a 5,3423 reais (+0,07%). Na mínima, atingida pouco menos de duas horas depois, tocou 5,2872 reais (-0,96%).

+Revisão do PAF reduz estoque da dívida para valor de R$ 5,5 tri a R$ 5,8 tri

Operadores comentaram sobre ingressos de recursos de exportadores até então estacionados no exterior. Esse movimento tem ocorrido nas últimas semanas, mas segundo relatos acelerou nos últimos dias, em meio à percepção de melhor custo de oportunidade de internalizar o capital conforme se multiplicaram mais recentemente relatórios de revisão de alta para a taxa básica de juros.

A chamada Selic está em 3,75% ao ano, bem acima dos 2% que vigoraram até março. A queda monumental dessa taxa –de mais de 10% até julho de 2017 para a mínima histórica de 2% em agosto de 2020– e o consequente empurrão da taxa de juros real para terreno negativo desestimularam exportadores a trazer suas receitas em moeda forte ao Brasil, devido ao risco maior com menor rentabilidade em comparação a outras opções no mundo –sobretudo num ambiente de fortalecimento do dólar.

Mas o início do ciclo de normalização monetária no Brasil, em março, começou a mudar essa dinâmica. A isso somaram-se o rali dos preços das commodities –que ganhou nova pernada em abril– e os volumes recordes de exportação pelo país nos últimos meses, com destaque para soja e minério de ferro.

“O que acontece é que o efeito prêmio está dominando o da Selic no cupom cambial”, disse um profissional da área de câmbio de um banco estrangeiro. Ele explicou que o cupom cambial é a taxa Selic menos variação cambial mais prêmio de risco. “Com a volatilidade menor, o prêmio caiu tanto que a alta da Selic não compensou”, o que resultou na forte queda na taxa do cupom.

hotWords: exportadores atuação mercado queda dólar

Seja anunciante no invistaja.info

O desdobramento disso é que exportadores voltaram a internalizar recursos. Esses players vendem dólares aos bancos, que, para mitigar o risco câmbio, entram no mercado futuro de câmbio na ponta vendedora de moeda. Esse grande fluxo de venda no mercado físico e no futuro baixou o dólar nesta quarta e tem pressionado a moeda nas últimas sessões.

Uma medida da fartura de liquidez é o cupom cambial –uma espécie de taxa de juros em dólar. O FRA de cupom cambial de segundo vencimento na B3 chegou ao fim da tarde em 0,32% ao ano, menor patamar desde junho de 2014.

No mercado de casado –um cupom cambial de curtíssimo prazo–, a taxa chegou a ficar negativa, indicando mais venda de dólar no mercado futuro do que no à vista, sinal de forte atuação de players em busca de “hedge” na B3 em antecipação a volumosos ingressos de recursos no mercado spot.

A combinação entre normalização de juros (o que elevaria a atratividade do real para operações com arbitragem de taxas) e o fortalecimento das matérias-primas –e por conseguinte dos termos de troca– tem estado presente em estudos de analistas prevendo cenário melhor para a taxa de câmbio, que seria beneficiada pela maior atração de recursos.

O Banco Central divulgou mais cedo que o Brasil registrou superávit em conta corrente de 5,663 bilhões de dólares em abril, com projeção de novo salto positivo de 3,6 bilhões de dólares em maio. Isso evidencia a sobra de dólares no país, que, segundo os analistas, vai exercer maior pressão de baixa sobre a moeda norte-americana.

“Os resultados divulgados já para maio indicam mais um mês de um forte superávit em conta corrente e reforçam nossa expectativa de saldo positivo em conta corrente neste ano (de 0,1% do PIB em 2021), o primeiro desde 2007”, disseram em relatório Solange Srour e Lucas Vilela, do Credit Suisse.

Sócia da XP Investimentos oferece curso gratuito de como alcançar a liberdade financeira. Clique aqui para se inscrever.

palavras-chave: Dólar fecha em queda com atuação de exportadores e “hedge” no mercado futuro; invistaja.info;

CALIFORNIA | mercados | invistaja.info – Dólar fecha em queda com atuação de exportadores e “hedge” no mercado futuro

REFLEXÃO: Morgan Housel: Se preocupe somente quando você achar que tiver tudo resolvido.

Leia também:

76% dos investidores de Bitcoin ainda estão no lucro, mesmo com a queda recente, aponta levantamento

Ações da Vale sobem 3% apesar de queda do minério, aéreas têm nova disparada e Qualicorp avança 3,9%

O que já se sabe sobre a moeda digital do Banco Central – e o que ainda é dúvida

Ações da Vale sobem apesar de queda do minério na China, aéreas têm nova disparada e Qualicorp avança 3%

Anuncie no invistaja.info

Resumo do mercado

Assine grátis nossa newsletter semanal

Suas informações não serão compartilhadas com terceiros e também não enviaremos promoções ou ofertas.

Newsletter invistaja: receba um resumo semanal dos principais movimentos do mercado

Suas informações não serão compartilhadas com terceiros e também não enviaremos promoções ou ofertas.