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Dólar hoje cai 1%, a R$ 5,54, após grande decepção com dados de emprego nos EUA

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Após atingir R$5,60 na véspera, o dólar despencou quase 1% nesta sexta-feira e encerrou abaixo dos R$5,55 no Brasil, acompanhando o forte recuo da moeda norte-americana no exterior após a divulgação de dados fracos do mercado de trabalho dos EUA.

Os números norte-americanos acabaram ofuscando nos mercados de câmbio e de renda fixa as notícias de imposição pelos EUA de mais tarifas contra vários parceiros comerciais.

Leia mais: Dólar Hoje: Confira a cotação e fechamento diário do dólar comercial

A economia dos EUA abriu 73 mil vagas de emprego fora do setor agrícola no mês passado. A expectativa em pesquisa da Reuters era de criação de 110 mil postos de trabalho, após 147 mil vagas no mês anterior.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na noite da última quinta‑feira (31) uma ordem executiva que define novas tarifas recíprocas para dezenas de países e territórios, com vigência, em sua maioria, a partir de 7 de agosto.

Qual a cotação do dólar hoje?

O dólar à vista fechou a sexta-feira em baixa de 0,98%, aos R$5,5453. Com a forte retração no dia, a divisa encerrou a semana com baixa acumulada de 0,30%. No ano, o dólar acumula queda de 10,26%.

Às 17h04 na B3 o dólar para setembro — o mais líquido no Brasil — cedia 1,06%, aos R$5,5910.

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O que aconteceu com dólar hoje?

No radar local, produção industrial, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a retomada dos trabalhos do STF, após o recesso de julho, com uma cerimônia de abertura do segundo semestre. O plenário será palco de desagravo ao ministro Alexandre de Moraes e da defesa das decisões tomadas pela Corte, após sanções dos EUA a Moraes com base na Lei Magnitsky.

Haddad disse que não há parâmetro que justifique decisão de tarifa de 50% dos EUA ao Brasil, o governo vai continuar atuando com o Itamaraty para atenuar as tarifas e na semana que vem o governo pode tomar as primeiras medidas de proteção da agricultura e indústria. Haddad disse que o socorro a setores afetados por tarifas não ficará fora da meta fiscal.

O economista norte-americano Paul Krugman, vencedor do prêmio Nobel de 2008, criticou as tarifas de Trump e disse que a isenção ao suco brasileiro mostra que os EUA precisam do Brasil. Para ele, o tarifaço é ilegal e tenta interferir na política interna de outros países.

A produção industrial brasileira subiu 0,1% em junho frente a maio, segundo o IBGE. Na comparação com junho de 2024, houve queda de 1,3% e, no acumulado de 2025, alta de 1,2%, e de 2,4% em 12 meses – ritmo menor que os 2,8% até maio.

O IPC-S subiu 0,37% no fim de julho, após alta de 0,16% em junho segundo a FGV. O índice acumula alta de 4,05% em 12 meses e 3 06% no ano. Resultado veio dentro das projeções do mercado.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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