Dólar se aproxima de R$ 5,70 com instabilidade em Brasília

O mercado teme maquiagem fiscal na questão do Orçamento deste ano, o que poderia colocar em xeque o teto de gastos
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Edição MarketMsg e invistaja.info

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VAMO3 | Liq.Corr.: 1.29 | P/Ativo: 1.949 | Div.Brut/Pat.: 5.66 | P/Cap.Giro: 28.23 | EV/EBIT: 29.02 | P/L: 45.97

SÃO PAULO (invistaja.info) – O dólar teve forte alta nesta sexta-feira, superando 5,68 reais no pior momento do dia e oscilando mais de 11 centavos de real na sessão, com investidores temerosos sobre o rumo da política fiscal caso o Orçamento seja sancionado sem vetos.

O dólar spot subiu 1,80%, a 5,6748 reais. A moeda variou de 5,5700 reais (-0,08%) a 5,6853 reais (+1,99%).

Operadores comentaram sobre notícias de que pareceres da Câmara e do Senado recomendariam a sanção sem vetos da peça orçamentária e que, entre as opções para recompor as despesas obrigatórias, poder-se-ia recorrer a projeto de lei ou decreto.

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O mercado teme maquiagem fiscal, o que poderia colocar em xeque o teto de gastos –e, por tabela, a permanência no cargo de Paulo Guedes, ministro da Economia, que já vem acumulando reveses em temas fiscais– e lançar mais dúvidas sobre os rumos da política fiscal.

Azedando mais o humor, o conflito em torno do Orçamento, que já tensiona a relação Legislativo-Executivo, agora acontece em meio a ruídos tanto do governo quanto dos parlamentares em relação ao STF, cujo ministro Luís Roberto Barroso na véspera determinou abertura de uma CPI no Senado para investigar a gestão da pandemia de Covid-19 no Brasil.

“Agora pode sair qualquer coisa no fim de semana”, disse Luis Laudisio, operador da Renascença, referindo-se à postura mais defensiva dos agentes que gerou nesta sessão os fortes movimentos nos mercados de câmbio e também de juros. As taxas de DI chegaram ao fim da tarde em rali de mais de 15 pontos-base.

No câmbio, o real de longe teve o pior desempenho no mundo, numa sexta marcada por fortalecimento global da divisa norte-americana, mas em magnitude bem mais moderada lá fora do que aqui.

O Banco Central, apesar disso, evitou anunciar operações de venda de moeda. Autoridades do BC, incluindo o presidente Roberto Campos Neto, voltaram a falar de câmbio nesta sexta, afirmando que o BC monitora os efeitos da desvalorização cambial sobre a inflação, mas sem realizar atuações no mercado com objetivo de amenizar pressão sobre os preços.

Campos Neto chegou a afirmar que o dado do IPCA de março divulgado nesta sexta-feira corrobora a perspectiva de nova alta de 0,75 ponto percentual na taxa Selic em maio. Para o mercado, com as leituras de inflação surpreendendo para baixo, ainda que de forma discreta, o BC pode se sentir mais confortável para implementar um ciclo de aperto monetário menos robusto, o que teoricamente seria ruim para o real.

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O juro baixo é um dos elementos citados por analistas como catalisador de maior volatilidade cambial. A volatilidade implícita das opções de dólar/real de três meses –uma medida do grau de incerteza sobre a trajetória da taxa de câmbio– subia nesta sexta para 18,08%, alta discreta frente à véspera, mas suficiente para manter a medida acima dos 16% do fim de fevereiro.

O real é a segunda moeda mais volátil no mundo emergente, superada apenas pela lira turca.

“O Brasil virou um ‘soft trading’. É muito difícil carregar posição no Brasil”, disse Roberto Serra, gestor sênior de câmbio da Absolute Investimentos, que segue com posições em carteira apenas marginais no real. “Muito se fala sobre o prêmio de assimetria com os ativos do país, mas isso está aí há tempos e nada acontece”, completou.

O dólar foi a uma máxima de 5,6853 reais na sessão. Estrategistas do Société Générale avaliam que o rompimento de uma resistência técnica em 5,70 reais pode abrir caminho para a moeda testar 5,88 reais.

“Um movimento além de 5,88 reais será essencial para denotar a próxima perna da tendência de alta para projeções de 5,97 reais/6,00 reais”, disseram em nota.

Na semana, o dólar ainda acumulou queda de 0,69%. A cotação sobe 0,79% em abril, elevando os ganhos no ano para 9,31%.

Em 2021, a moeda brasileira tem o terceiro pior desempenho global, com peso argentino e lira turca nas duas primeiras posições.

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