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Dólar sobe 0,78% com investidores de olho em arcabouço, mas fecha abaixo de R$ 5 pela quinta sessão seguida

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A expectativa pela entrega ao Congresso do novo arcabouço fiscal permeou os negócios durante todo o dia nesta terça-feira (18) e fez o dólar à vista subir ante o real pela segunda sessão consecutiva, apesar de no exterior a moeda americana se manter em baixa ante outras moedas de exportadores de commodities.

O dólar à vista chegou a recuar ante o real na abertura, mas rapidamente as cotações passaram para o território positivo. Por trás do movimento estavam os receios de que o arcabouço pudesse surpreender negativamente, trazendo uma lista de itens que não estariam sujeitos ao limite de gastos.

Com a divulgação do texto do documento, no meio da tarde, o dólar chegou a bater o valor máximo do dia, chegando a subir mais de 1% a R$ 4,997, mas desacelerou pouco depois. Ainda assim, terminou a sessão com alta firme.

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O dólar comercial fechou o dia cotado a R$ 4,9765 na compra e R$ 4,9766 na venda, em alta de 0,78%. Apesar da alta, a moeda permaneceu abaixo da linha psicológica dos R$ 5 pela quinta sessão seguida.

O governo apresentou a proposta de arcabouço fiscal que será enviada ao Congresso estabelecendo que as despesas crescer até 70% do aumento observado nas receitas recorrentes, visando dar sustentabilidade à trajetória da dívida pública, além de definir limites mínimos e máximos para a alta dos gastos.

As regras fiscais propostas buscam substituir o teto de gastos atual, mais rígido e criticado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por limitar o crescimento dos gastos públicos apenas à do ano anterior.

O texto, divulgado pelo Ministério da Fazenda, segue as premissas apresentadas pela equipe econômica no fim de março, quando divulgou as linhas gerais da proposta.

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Para o período de 2024 a 2027, a regra estabelece que as despesas públicas não poderão crescer mais do que 70% da variação da receita líquida recorrente do governo.

Haverá ainda um piso e um teto para balizar esse crescimento de gastos, que poderá variar anualmente entre 0,6% e 2,5% acima da inflação.

De acordo com Luca Mercadante, economista da Rio Bravo, de modo geral, os detalhes apresentados no texto da regra fiscal confirmaram a maioria das expectativas criadas a partir da apresentação anterior do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

“Alguns detalhes negativos, entretanto, chamam atenção. O uso das receitas estimadas do Projeto de Lei Orçamentária Anual [PLOA] de 2023 é talvez a maior surpresa negativa. Ainda não estava claro como o governo definiria a base para as definições da regra em 2024. Como o orçamento feito no ano passado deve superestimar as receitas deste ano (de acordo inclusive com o relatório bimestral do governo) a base para definição de despesas será inflada para o ano que vem”, avalia o economista.

Já na parte de investimentos, outro ponto negativo é que não haverá limite para o uso de excessos do resultado primário em 2024, indicando que na prática no ano que vem há um teto para o primário, aponta.

“Por fim, o governo deixou de fora da regra de despesas os gastos com capitalização de empresas estatais não financeiras. Nenhum desses detalhes altera substancialmente a regra, que ainda deve ser submetida ao congresso, mas pioram um pouco o cenário com relação ao que foi apresentado pelo ministro Haddad”, afirma.

(com Reuters)

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REFLEXÃO: Morgan Housel: Se preocupe somente quando você achar que tiver tudo resolvido.

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