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palavras-chave: Ethereum volta a subir: o que esperar da blockchain mais usada do mundo em 2023?; invistaja.info;
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ListenToMarket: Ethereum volta a subir: o que esperar da blockchain mais usada do mundo em 2023? – Áudio gerado às: 17:10:48
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O ano de 2023 promete ser agitado para o Ethereum (ETH).A segunda maior criptomoeda do mercado, que passou por importantes mudanças em 2022 e sofreu com um inverno cripto rigoroso, abriu esta semana em alta em meio a ganhos generalizados em criptomoedas menores após o Bitcoin (BTC) romper os US$ 17 mil no domingo (8).Com isso, o ETH ultrapassou novamente o patamar de US$ 1.300 já valoriza 10% em uma semana, abrindo caminho para o que se espera que seja um 2023 movimentado com muitas atualizações que, segundo os desenvolvedores, vão dar mais agilidade, escalabilidade e velocidade à rede, que costuma ficar congestionada por causa do excesso de transações.Mas, antes, o projeto deverá enfim liberar saques dos ETHs “trancados” em sua rede – algo muito aguardado pelos investidores. Em paralelo, a blockchain deverá enfrentar assuntos espinhosos e caros para o mercado cripto, como a censura e a centralização.Veja, a seguir, o que vem pela frente no ano para o Ethereum.Saques do ETH em stakingEsse será o problema mais urgente que os desenvolvedores do Ethereum enfrentarão. Após a atualização Merge (Fusão, em inglês), em setembro, quando o Ethereum adotou o staking (renda passiva em cripto), a rede começou a usar validadores em vez de mineradores para aprovar e adicionar blocos na blockchain.Os validadores começaram a “trancar” 32 ETH em uma rede paralela que já operava no novo sistema muito antes a atualização, ainda em dezembro de 2020.Esse processo de manter criptos na rede para ajudar na validação e na segurança em troca de recompensas na própria criptomoeda é chamado de staking.Quem topou entrar com antecedência foi informado que o ETH trancado naquele momento, assim como quaisquer recompensas acumuladas, permaneceriam bloqueadas até a próxima atualização do Ethereum, conhecida como Shanghai. Agora, essa atualização está finalmente marcada para março de 2023.Aqueles que acumularam recompensas finalmente poderão sacar suas criptomoedas. “[A função de] retiradas está praticamente concluída”, disse Marius Van Der Wijden, desenvolvedor de software da Ethereum Foundation, ao CoinDesk.Tudo o que resta a fazer é testar o código que permite saques, o que “deve ser feito principalmente em fevereiro/março”, acrescentou Van Der Wijden.Fragmentação da redeOutro item que os desenvolvedores do Ethereum vão lidar é o proto-danksharding, que deriva do sharding.O sharding é um método que divide a rede em várias cadeias, ou “shards”, de forma a tornar a blockchain mais escalável. Os desenvolvedores compararam a fragmentação com a adição de novas pistas a uma rodovia: mais carros podem fazer uso dessa rodovia e podem (idealmente) trafegar por ela mais rapidamente.O mesmo vale para transações no Ethereum: a fragmentação aumentará a o volume de transações que a blockchain pode processar, diminuindo assim as tarifas cobradas e permitindo velocidades de operação mais rápidas.O danksharding adota o mesmo princípio de dividir uma rede em fragmentos, mas, em vez de fornecer mais espaço para transações, fornece mais espaço para dados, permitindo que o Ethereum processe mais informações que vão além de transferência de ETH.Os desenvolvedores do Ethereum concordaram que seria muito ambicioso liberar essa função em março junto com os saques de ETH em staking. Como a prioridade é permitir que os usuários saquem suas criptos o mais rápido possível, os desenvolvedores concordaram em levar o proto-danksharding para uma atualização programada para o final de 2023.Parithosh Jayanthi, um engenheiro de software da Ethereum Foundation, disse ao CoinDesk que acha que o (proto-danksharding) será “a coisa mais empolgante em que os desenvolvedores trabalharão em 2023”. Ele também acrescentou que a novidade tem “o potencial de integrar milhões de usuários e realmente fornecer escalabilidade ao Ethereum”.Censura e centralizaçãoOs desenvolvedores Ethereum tiveram que lidar recentemente com o primeiro caso de banimento de um serviço que interage com a rede Ethereum. Em agosto de 2022, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos Estados Unidos (OFAC, em inglês) colocou o Tornado Cash, plataforma que mistura a origem de ativos digitais, em uma lista de sanções.Na prática, a medida significa que validadores do Ethereum estariam proibidos de processar transações vindas do Torando Cash, acusado de servir de ferramenta para lavagem de dinheiro.Alguns argumentaram que os validadores que não estão sob a jurisdição dos EUA não precisam cumprir as sanções. Outros, por outro lado, estão confusos sobre quais tipos de atividades em blockchain são permitidas pelas regras impostas pela OFAC.Leia mais:Congressista dos EUA pede para Tesouro explicar por que proibiu a ferramenta cripto Tornado CashEm média, 65% dos blocos que chegam à blockchain Ethereum por dia censuram as transações do Tornado Cash. No entanto, membros da comunidade tentam reverter o movimento, visto por alguns como censura. Isso levou a um debate dentro da comunidade Ethereum sobre como conciliar as regras com os princípios.“Acho que o ecossistema precisa prestar mais atenção à resistência, à censura e à diversidade de clientes (do software do Ethereum) no próximo ano”, disse Jayanthi ao CoinDesk.“Nenhum deles será estritamente endereçado no roadmap (roteiro) do protocolo para o próximo ano, então espero que a comunidade assuma o comando até que possamos tratar disso razoavelmente no nível do protocolo”.O problema da censura também causou alguns temores de centralização, já que a maioria dos validadores escolheu usar serviços de terceiros para filtrar transações vindas do Tornado Cash.“Trabalhamos muito para criar um protocolo Ethereum capaz de ser altamente descentralizado. Mas existem forças centralizadoras em todos os lugares e precisamos estar super atentos a elas”, disse Ben Edgington, que lidera a área de product owner da Teku, um cliente (software) de Ethereum desenvolvido pela ConsenSys.“Não podemos forçar as pessoas a administrar o Ethereum de maneira descentralizada, mas ele se tornará inútil se não o fizerem.”Eventos criptoEm 2023, o Ethereum também voltará a reunir desenvolvedores, legisladores e entusiastas do setor em vários eventos globais.A Devcon, a maior conferência para desenvolvedores de Ethereum, está programada para ocorrer novamente em 2023 (embora o local ainda não tenha sido determinado). A conferência, que aconteceu na Colômbia em 2022, é um destaque entre os amantes do Ethereum, que costumam se encontrar em diferentes cantos do mundo para compartilhar suas ideias e inovações para a segunda maior blockchain.Outros eventos notáveis para o Ethereum incluem o popular EthCC em Paris, na França, que acontecerá este ano de 17 a 20 de julho. Na edição do ano passado, as empresas de protocolos construídos em Ethereum anunciaram planos para lançar soluções de escalabilidade.O Ethereum.org também compartilhou grupos de encontro e hackathons globais para entusiastas do Ethereum em todo o mundo, tornando mais fácil para os users se conectarem com outros indivíduos com ideias semelhantes.Já o CoinDesk realizará em Austin, no Texas, entre 26 a 28 de abril, mais uma edição do Consensus, com a promessa de diversas discussões sobre Ethereum, bem como outros tópicos relacionados a blockchain, cripto e Web3.No Brasil, também são esperadas novas edições das conferências Ethereum Rio e Ethereum São Paulo.
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