Febraban: bancos somam R$ 3,4 trilhões em crédito concedido durante pandemia

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on email

Por André Ítalo Rocha

São Paulo, 11/01/2021 – Com os programas de estímulo criados pelo governo durante a crise, os bancos acumulam R$ 3,4 trilhões em concessões de crédito entre março – mês que marca o início do isolamento social imposto pela pandemia no Brasil – até dezembro. A estimativa é da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que põe na conta números já divulgados pelo Banco Central (BC) para o período entre março e novembro, que somam R$ 3,1 trilhões, e uma projeção da própria para os resultados de dezembro, de R$ 313,8 bilhões, que envolve apenas as operações no segmento livre de crédito para pessoa jurídica e, no caso da pessoa física, o crédito imobiliário, mas não as operações de crédito rotativo.

Além disso, entre 16 de março, data que simboliza o começo da quarentena no País, e 31 de dezembro, o setor renegociou 16,8 milhões de contratos com operações em dia, que têm um saldo devedor total de R$ 971,5 bilhões. A soma das parcelas suspensas dessas operações, estima a Febraban, totaliza R$ 146,7 bilhões.

“Os valores geraram alívio financeiro imediato para empresas e consumidores, que passaram a ter uma carência entre 60 a 180 dias para pagar suas prestações, sendo que a maioria dos agentes beneficiados com prorrogação de parcelas é representada por pequenas empresas e pessoas físicas (R$ 77,1 bilhões)”, diz a Febraban, em nota enviada à imprensa.

A federação destaca também que, em relação a fevereiro, mês que antecede a crise, a taxa de juros para o conjunto das operações de crédito recuou de 23,1% para 18,7% ao ano, uma redução de 4,4 pontos porcentuais, enquanto o spread médio das operações de crédito caiu de 18,6% para 14,4% , ou 4,2 pontos a menos. Em 2020, a Selic, taxa básica de juros, foi reduzida de 4,25% para 2% ao ano.

Ao , o presidente da Febraban, Isaac Sidney, afirmou que o setor deve ter terminado 2020 com uma expansão perto de 15% na carteira de crédito. “É um resultado extraordinário num cenário de fortíssima recessão, considerando a queda estimada de 4,5% do PIB”, disse. “A carteira das empresas, por exemplo, deve atingir o maior patamar da série histórica, o que revela a grande contribuição do setor para preservar empregos e empresas”, afirmou também.

Para 2021, ele ressalta que o crédito deve crescer 7%, “bem acima da projeção de crescimento do PIB, o dobro praticamente, o que significa que o setor bancário continuará sendo fator importantíssimo para a retomada da economia”. Na avaliação dele, é fundamental, portanto, que o sistema financeiro mantenha os níveis robustos de capital e liquidez, “ou seja, que se mantenha saudável para continuar irrigando a economia com crédito”.

Contato: andre.italo@estadao.com

BRASIL | financeiro | invistaja.info

Resumo do mercado

Assine grátis nossa newsletter semanal

Suas informações não serão compartilhadas com terceiros e também não enviaremos promoções ou ofertas.

Publicidade

Newsletter invistaja: receba um resumo semanal dos principais movimentos do mercado

Suas informações não serão compartilhadas com terceiros e também não enviaremos promoções ou ofertas.

Publicidade