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Governo federal adia envio de projetos sobre MEIs após impasse com a Câmara

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Edição invistaja.info e MarketMsg

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Anunciado por Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados, para quarta-feira (dia 24), o envio do projeto do governo federal que eleva o teto de faturamento do programa do microempreendedor individual (MEI) foi adiado após divergências sobre o texto.

A proposta elaborada pelo Executivo prevê aumentar o limite de MEIs dos atuais R$ 81 mil anuais para R$ 140 mil até 2028. O texto também deve permitir a contratação de dois funcionários. O regime atual estabelece apenas um. Na Câmara, porém, deputados defendem a necessidade de alterar também as faixas do Simples, mas o governo é contra.

— A correção do MEI já está pacificada. Sinto que podemos avançar em relação ao Simples com medidas compensatórias — disse o deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC), relator do projeto na comissão especial da Câmara.

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Reunião com ministro

Goetten se reuniu na terça-feira com o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, para discutir o tema, mas não houve consenso sobre mudanças no Simples. No encontro, eles combinaram que haverá um grupo de trabalho para discutir o assunto até a semana que vem.

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A oposição do governo à alteração no sistema de tributação se deve ao impacto fiscal que ela representaria. Enquanto a perda na arrecadação pela mudança no teto do MEI é estimado em R$ 4 bilhões nos dois anos, no caso do Simples, a ampliação do faturamento anual de R$ 4,8 para R$ 8 milhões, como propõe Goetten, custaria R$ 50 bilhões por ano, segundo estimativas do Ministério da Fazenda, que considera a medida uma bomba fiscal.

Para minimizar o impacto, Goetten propõe que a correção do Simples ocorra só a partir de 2028. Ele lembrou que a última correção do Simples ocorreu em 2016 para vigorar em 2018.

O ministro do Empreendorismo, Paulo Pereira, afirmou que uma alteração nas faixas do Simples deverá vir acompanhada de outras discussões, como correções de eventuais distorções existentes no sistema simplificado de tributação.

— O governo vai fazer um esforço para reorganizar a lógica do Simples. Primeiro, porque há os debates relacionados à adaptação dele à Reforma Tributária. Em segundo, temos a avaliação que hoje o Simples gera muitas distorções — disse Pereira.

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