Ibovespa fecha em queda com novos ruídos políticos, em dia sem EUA; dólar sobe a R$ 5,08

Bolsa registrou desempenho negativo em dia de preocupações com inflação e investigações no governo
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Notícias do mercado financeiro

Edição invistaja.info e MarketMsg

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SHUL4 | Cotacao: 10.1 | EV/EBIT: 20.35 | Mrg.Liq.: 0.1295 | DY: 0.021 | P/VP: 2.33 | Div.Brut/Pat.: 1.04

BRASÍLIA | invistaja.info — O Ibovespa fechou em queda nesta segunda-feira (5) depois da forte alta de 1,56% do índice na sessão da última sexta (2).

O índice teve baixa de 0,55%, a 126.920 pontos com volume financeiro negociado de R$ 19,716 bilhões. As bolsas americanas ficaram fechadas nesta segunda por conta do feriado do Dia da Independência, o que reduziu o volume de negociação do índice, em semana mais curta também para a B3 por conta do feriado de sexta-feira em São Paulo.

No noticiário político, por aqui, novas suspeitas sobre a compra de vacinas ganham destaque: documentos do Ministério da Saúde obtidos pelo Estadão revelaram no fim de semana que o governo teria fechado contrato para a compra do imunizante indiano Covaxin por um valor 50% mais alto – US$ 15 –  do que o valor inicial da oferta, de US$ 10.

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Além disso, o UOL publicou uma reportagem com áudios de Andrea Siqueira Valle, ex-cunhada do presidente Jair Bolsonaro, afirmando que seu irmão foi demitido por Bolsonaro quando era funcionário do gabinete do então deputado por não devolver toda a fatia do salário acordada, o que corresponde a um esquema conhecido como “rachadinha”. “O André deu muito problema porque ele nunca devolveu o dinheiro certo que tinha que ser devolvido, entendeu? Tinha que devolver R$ 6 mil, ele devolvia R$ 2 mil, R$ 3 mil. Foi um tempão assim até que o Jair pegou e falou: ‘Chega. Pode tirar ele porque ele nunca me devolve o dinheiro certo’.”

De acordo com a análise da XP Política, o áudio  tem potencial de desgaste político. “Ainda que não possa ser responsabilizado por atos estranhos ao mandato, o fato leva, pela primeira vez, a uma investigação pela possível existência de um crime envolvendo diretamente o presidente – até então os episódios eram restritos a aliados ou familiares. Não se pode desconsiderar o poder de corrosão que uma investigação como esta pode ter — mesmo que não produza efeitos jurídicos práticos enquanto Bolsonaro estiver sentado na cadeira presidencial”, aponta.

O início da semana ainda teve como destaque a falta de acordo entre os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados, chamada de Opep+, para elevar a produção da commodity.

Com isso, ficam mantidas por enquanto as cotas de produção de cada membro, ante expectativa inicial de aumento de 500 mil barris por dia e proposta na semana passada de 400 mil barris por dia. Nenhuma data para um novo encontro foi acordada.

Também no radar, a Petrobras (PETR3; PETR4) elevou em R$ 0,16 o preço da gasolina nas refinarias e em R$ 0,10 o valor do diesel. Este é o primeiro aumento no valor fixado pela estatal desde que o novo presidente da empresa, general Joaquim Silva e Luna, assumiu o cargo.

Antes do anúncio, a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) acusou a Petrobras de manter uma “elevada” defasagem dos preços da gasolina e do óleo diesel, em relação ao mercado internacional. Conquanto seja positivo para a Petrobras o aumento nos preços dos combustíveis por reduzir as preocupações de ingerência política na estatal, esse incremento acaba preocupando investidores por conta de seus reflexos na inflação, que já está pressionada em um ambiente de juros baixos, câmbio elevado, crise hídrica e crescimento econômico.

Em meio ao reajuste, os principais contratos tiveram alta com os investidores repercutindo potenciais impactos para a inflação: o DI para janeiro de 2022 subiu sete pontos-base, a 5,73%, o DI para janeiro de 2023 teve alta de 11 pontos-base a 7,16%, o DI para janeiro de 2025 avançou nove pontos-base, a 8,22% e o DI para janeiro de 2027 registrou variação positiva de sete pontos-base a 8,66%.

Enquanto isso, o dólar comercial subiu 0,68%, a R$ 5,087 na compra e R$ 5,088 na venda, ao passo que o dólar futuro com vencimento em agosto se valorizava em 0,56%, a 5,10 no after-market.

Nos próximos dias, haverá a divulgação de indicadores econômicos importantes na esfera doméstica e internacional, com destaque à ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) na quarta-feira (7).

No Brasil, esta semana traz vendas no varejo de maio e inflação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho. Além disso, os mercados acompanharão de perto as discussões sobre a reforma do imposto de renda no Congresso.

Relatório Focus

No radar econômico nacional, foi divulgado nesta manhã o Boletim Focus do Banco Central, com as projeções de analistas em relação a indicadores importantes como inflação, PIB e juros. Os economistas do mercado financeiro elevaram mais uma vez suas expectativas de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, revelou o Relatório Focus do Banco Central.

Desta vez, a revisão foi de um avanço de 5,05% para 5,18% no ritmo da atividade econômica do país. Já para 2022, as expectativas oscilaram para baixo, de 2,11% para 2,10%.

Em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), as projeções aumentaram de 5,97% para 6,07% de expansão em 2021. Para 2022, as previsões oscilaram negativamente, de 3,78% para 3,77% de aumento no medidor oficial de inflação do Brasil.

As estimativas dos economistas para o dólar ao final do ano, por sua vez, caíram de R$ 5,10 para R$ 5,04 para 2021 e se mantiveram em R$ 5,20 para 2022. Por fim, a mediana das expectativas para a taxa básica de juros, Selic, manteve-se em 6,50% ao ano para 2021 e subiu para 6,75% ao ano para 2022, ante previsão anterior de 6,5%.

Cerco na China e variante delta no radar dos investidores

Na Ásia, as bolsas tiveram desempenhos variados entre si na sessão. As ações de empresas chinesas listadas em Hong Kong tiveram quedas. Reguladores chineses afirmaram que a empresa de caronas pagas Didi, apoiada pelo SoftBank, coletou dados pessoais dos usuários, e determinou que lojas de aplicativos oferecessem seu programa, poucos dias após ter sido listada na Bolsa de Nova York.

O caso tem levantado temores sobre mudanças regulatórias na China. No domingo, a Didi informou que o aplicativo não poderá mais ser baixado na China, mas pessoas que já o tinham baixado e instalado poderão continuar a usá-lo. As ações da Tencent caíram 3,57%, enquanto que as da Alibaba recuaram 2,83%, e as da Meituan, 5,59%. O índice Hang Seng, de Hong Kong, fechou com queda de 0,59%; na China continental, a bolsa de Shanghai subiu 0,44%; no Japão, o Nikkei caiu 0,64%; e na Coreia do Sul o Kospi subiu 0,35%.

A pesquisa privada Caixin/Markit sobre a atividade do setor de serviços na China em junho mostrou que o crescimento se desacelerou ao menor ritmo em 14 meses. O indicador marcou 50,3 pontos em junho, frente a 55,1 em maio e contra 54,9 esperados. Qualquer patamar acima de 50 indica expansão; abaixo, retração.

Entre as commodities, nesta segunda-feira (5), os contratos futuros de minério de ferro negociados na bolsa de Cingapura e em Dalian avançam, impulsionados pelo aumento da demanda pela commodity, uma vez que as usinas siderúrgicas do hub de Tangshan retomaram a produção após o centenário do Partido Comunista da China. Com a retomada da produção em Tangshan, espera-se que a demanda volte ao nível anterior ao centenário;

Já o dia é de leve alta para o petróleo. Na semana passada, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados, chamado de Opep+, não foi capaz de chegar a um acordo sobre sua política de produção. O grupo se encontra novamente nesta segunda-feira.

Até o momento, todos os membros, excluindo os Emirados Árabes Unidos, concordaram em reduzir o nível dos cortes de produção, e estendê-los até o final do ano que vem, segundo informações da agência internacional de notícias Reuters.

As bolsas europeias registram desempenhos variados entre si nesta segunda-feira. As preocupações com a variante Delta da Covid-19 mantêm os investidores preocupados nesta segunda-feira, compensando o sentimento positivo devido à melhora da atividade empresarial da zona do euro e um relatório bem recebido de emprego nos Estados Unidos na sexta-feira.

No radar econômico, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro, que engloba os setores industrial e de serviços, subiu de 57,1 em maio para 59,5 em junho, atingindo o maior patamar desde junho de 2006, segundo pesquisa final divulgada nesta segunda-feira pela IHS Markit. O avanço acima de 50 mostra que a atividade no bloco se expandiu em ritmo mais forte no último mês. O número final também ficou acima da leitura prévia de junho e da previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, de 59,2. No mesmo período, o PMI de serviços da zona do euro aumentou de 55,2 para 58,3, também superando a estimativa preliminar, de 58.

Covid e CPI

No domingo (4), a média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 1.562, queda de 24% em comparação com o patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia, foram registradas 776 mortes. As informações são do consórcio de veículos de imprensa que sistematiza dados sobre Covid coletados por secretarias de Saúde no Brasil, que divulgou, às 20h, o avanço da pandemia em 24 h.

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A média móvel de novos casos em sete dias foi de 49.881, queda de 32% em relação ao patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia foram registrados 25.794 casos.

Chegou a 76.377.088 o número de pessoas que receberam a primeira dose da vacina contra a Covid no Brasil, o equivalente a 36,07% da população. A segunda dose ou a vacina de dose única foi aplicada em 27.077.167 pessoas, ou 12,79% da população.

O fim de semana teve novas manifestações no sábado em diversas cidades do país para pedir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro e cobrar mais vacinas, em uma terceira onda de protestos que ganhou força após denúncias de irregularidades na compra de imunizantes contra a Covid-19.

Na noite de sexta (2), a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de inquérito para investigar suposto crime de prevaricação pelo presidente Jair Bolsonaro no caso envolvendo suspeitas de irregularidades nas negociações para a compra da Covaxin, vacina indiana contra Covid-19 desenvolvida pela Bharat Biotech e vendida no Brasil com intermédio da Precisa Medicamentos.

Na petição, Weber fixou prazo de 90 dias para o cumprimento das investigações. A ministra atendeu a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), cuja solicitação decorreu de notícia-crime enviada ao Supremo por senadores de oposição.

De acordo com os parlamentares, o presidente da República não tomou providências após ser alertado pelo deputado Luis Miranda (DEM-DF) e pelo irmão dele, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, sobre supostas irregularidades nas tratativas para compra de doses da vacina. Em depoimento à CPI, os irmãos afirmaram que alertaram Bolsonaro, que teria mencionado o suposto envolvimento do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), no caso, e afirmado que iria alertar a Polícia Federal, o que não ocorreu.

O valor contratado pelo imunizante foi 1.000% superior àquele informado pela Bharat seis meses antes de fechar negócio. O acordo de compra foi fechado sem que a vacina tivesse aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou tivesse passado por testes de fase 3, e é o mais alto por unidade de imunizante, de US$ 15. Documentos do Ministério da Saúde, aos quais o jornal O Estado de S. Paulo teve acesso, mostram que o preço aumentou no meio das negociações, de US$ 10 para US$ 15, que passaram a ser investigadas após suspeitas de corrupção.

Mais cedo na sexta-feira, a ministra do STF havia rejeitado pedido da PGR para aguardar o fim da CPI da Covid antes de decidir sobre o pedido apresentado por senadores de oposição. O governo nega irregularidades e disse que o presidente remeteu o caso para análise do então ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, que nada encontrou.

O Ministério da Saúde, no entanto, suspendeu o contrato da Covaxin por sugestão da Controladoria-Geral da União (CGU), que abriu uma investigação própria sobre o caso. A Precisa Medicamentos nega irregularidades.

O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), disse na sexta-feira que apresentou mandado de segurança ao STF para que a CPI da Covid no Senado mantenha o seu depoimento na data de 8 de julho, como estava previsto. Ele alega que está sendo impedido de se defender de denúncias relacionadas a vacinas.

Barros foi citado em depoimentos à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e também em denúncias publicadas na imprensa sobre supostas irregularidades na aquisição de vacinas contra a Covid-19. Ele iria depor à CPI na quinta-feira, mas recebeu ofício do presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), comunicando o adiamento e informando que uma nova data seria informada.

“Alego que estou sendo impedido de exercer minha ampla defesa por abuso de poder da CPI que ataca minha honra indevidamente”, disse o deputado em publicação no Twitter.

Além disso, no domingo, o programa Fantástico, da TV Globo, exibiu o teor de mensagens encontradas no telefone celular do cabo da Polícia Militar de Minas Gerais Luiz Paulo Dominguetti. Ele falou à CPI da Covid na última quinta-feira (1º), e afirmou que recebeu pedido de propina de quadros do governo em supostas negociações paralelas pela venda de vacinas da Astrazeneca, por meio da Davati Medical Supply. A Astrazeneca vem afirmando que não possui um intermediário no Brasil.

Depois de sua fala, Dominguetti teve seu celular apreendido pela comissão. Na troca de mensagens obtida pelo Fantástico, Dominguetti negocia comissão de US$ 0,25 por vacina. Em uma mensagem enviada em 10 de fevereiro a um contato identificado como Guilherme Filho Odilon o policial militar afirma:

“Estamos negociando algumas vacinas em números superior a 3 milhões de doses. Neste caso a comissão fica em 0,25 centavos de dólar por dose (…) O que estamos fazendo é pegar o volume da comissão e dividimos de forma igual a todos os envolvidos, claro que proporcionalmente aos grupos. Sendo três pessoas, eu, você e seu parceiro não teria objeções em avançar neste sentido.”

Também no domingo, a Polícia Federal informou ao STF ter encontrado “indícios suficientes” de que o senador Renan Calheiros (MDB-AL), atual relator da CPI da Covid, recebeu uma propina de R$ 1 milhão do Grupo Odebrecht para favorecer uma empresa em 2012 como contrapartida para a edição de uma resolução do Senado na chamada Guerra dos Portos. A PF decidiu indiciá-lo pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Tido pelo presidente Jair Bolsonaro como um dos principais adversários na CPI, Renan Calheiros chamou de “retaliação” a decisão da PF e disse que a corporação não tem competência para fazer indiciamentos. Calheiros disse que a PF não tem competência para indiciar senador, mas somente o STF. Segundo ele, a investigação estava aberta desde março de 2017 e, como não haviam encontrado prova alguma, pediram prorrogação.

Créditos fiscais, crise hídrica e escolhas do presidente

Segundo reportagem de capa do jornal Valor Econômico desta segunda, a disputa entre contribuintes e a União sobre a exclusão do ICMS do cálculo do PIS e da Cofins poderá render até R$ 358 bilhões às empresas em créditos fiscais, usados para pagar tributos federais. De acordo com estudo do Instituto Braisleiro de Planejamento e Tributação (IBPT), a maior parte dos recursos, R$ 264,6 bilhões, ainda não foi usada.

A discussão perdura há 20 anos no Judiciário, e foi finalizada em maio pelo STF. A decisão reduziu o valor a pagar de PIS e Cofins, e gerou acúmulo de créditos fiscais recolhidos a mais pelas empresas no passado. A União passará a sentir o impacto neste ano. Segundo o estudo, devem ser usados R$ 56,05 bilhões de créditos fiscais em 2021, e outros R$ 69,66 bilhões em 2022.

Além disso, em seu boletim de sexta, o Operador Nacional do Sistema (ONS) afirmou que a carga de energia do Brasil deverá avançar 4% em julho frente ao mesmo mês do ano passado. O ONS reduziu a previsão apresentada na semana passada, que era de avanço de 4,7%.

Todas as regiões apresentaram redução da carga prevista. No Norte, onde haverá crescimento mais intenso na carga de energia, a previsão é de alta de 7,6%, ante 7,9% anteriormente. No Nordeste, é estimada elevação de 6,9% (ante 7,1%). Já no Sul a alta projetada agora é de 3,4% (contra 3,5% antes) e no Sudeste/Centro Oeste o avanço é de 2,9% (contra 4% antes).O ONS apontou ainda que o quadro de chuvas escassas na região das hidrelétricas do país deve seguir em vigor, com as precipitações na área das usinas do Sudeste e Centro-Oeste – que concentra os maiores reservatórios – estimadas em 62% da média histórica para julho, leve queda ante previsão anterior de 63%.O governo tem adotado diversas medidas para garantir o abastecimento de energia do Brasil, diante de uma grave crise hídrica nos reservatórios das hidrelétricas do país, principais responsáveis pela geração elétrica.

Em um relatório divulgado na sexta, analistas da XP Investimentos avaliaram, no entanto, que o país vive hoje um cenário diferente daquele do apagão do início dos anos 2000. Com uma matriz energética mais diversificada e um sistema de transmissão mais robusto, o risco de racionamento de energia nos próximos 12 meses é de apenas 3%, avalia o relatório. Até o momento, o governo vem descartando hipóteses de racionamento.

Ainda no radar, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo, pressionada a implementar demandas eleitorais de Jair Bolsonaro, a equipe econômica de Paulo Guedes quer que o presidente da República faça escolhas e deixe claro quais serão as medidas prioritárias para o próximo ano, uma vez que não há espaço suficiente no Orçamento e nem todos os pedidos poderão ser atendidos.

Até o momento, Bolsonaro já apresentou exigências de ampliação do Bolsa Família e liberação de verba para obras públicas. Aliados afirmam que ele também deseja reajustar os salários de servidores públicos no ano que vem. Além disso, quer uma reserva de recursos para eventual implementação do voto impresso.

Radar corporativo

O Banco BMG anunciou na  sexta-feira compra de participação na Araújo Fontes Consultoria e Negócios Imobiliários e na AF Invest Administração de Recursos, para oferta de produtos e serviços no segmento de atacado e atuar com gestão de recursos. A compra vai se dar por meio de aquisição de 50% de uma nova empresa a ser criada. O valor do negócio é de cerca de R$ 150 milhões, afirmou o banco em fato relevante.

Já a Tegma informou que contratou assessor jurídico e que vai escolher um banco para auxiliar a empresa a avaliar a proposta de aquisição da empresa apresentada pela JSL. As ações da Tegma encerraram esta sexta-feira com salto de 12,9%; os papéis da JSL avançaram quase 6%.

A mineradora Vale informou na sexta que está comissionando as atividades no carregador de navios 6 (CN6), no Terminal Marítimo Ponta da Madeira, em São Luís, após cinco meses de parada para manutenção. Segundo a Vale, a manutenção do CN6, que resultou na substituição de mais de 60% de seus componentes, não impactou o cronograma mensal de embarque de minério de ferro do terminal. Em 14 de janeiro de 2021, ocorreu um incêndio no CN6 localizado no berço Sul do Píer IV, incidente que foi seguido das atividades de manutenção.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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REFLEXÃO: Ben Carlson, autor de A Wealth of Common Sense – A riqueza do senso comum, em tradução livre: Menos é mais. O processo de investimento deve ser mais importante que os resultados. Comportamento correto na hora de investir é a chave.

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