Negociando na bolsa de valores
Edição invistaja.info e MarketMsg
palavras-chave: Índices futuros dos EUA e bolsas da Europa sobem em recuperação após queda forte de ontem; ETF brasileiro EWZ avança 0,8%; invistaja.info;
INTB3 | DY: 0.0 | P/ACL: 6.83 | ROIC: 0.2402 | P/EBIT: 28.84 | EV/EBITDA: 24.7 | Cresc.5anos: 0.0
CURITIBA | invistaja.info — Em dia sem B3 por conta do feriado de 9 de julho em São Paulo, os investidores em Bolsa brasileira vão monitorar principalmente o desempenho dos principais índices acionários mundiais.
Após o forte sell-off da véspera em meio às preocupações com o ritmo de crescimento da economia global, intensificadas pela disseminação da variante delta do coronavírus, as bolsas da Europa e os índices futuros dos Estados Unidos registram uma sessão de recuperação na sessão desta sexta-feira (9).
Na mesma linha, o EWZ, principal ETF brasileiro negociado no mercado americano, que replica o índice MSCI Brazil, registrava alta de 0,81% no pré-market da Bolsa de Nova York, a 38,44 pontos, após a baixa de 1,57% na véspera.
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Os futuros do Dow e do S&P 500 subiam nesta sexta uma vez que as ações de energia se recuperavam de forte liquidação provocada por preocupações com o crescimento, colocando os índices a caminho da maior queda semanal desde meados de junho.
Na quinta, o Dow perdeu 0,75%; o S&P recuou 0,86%; e o Nasdaq perdeu 0,72%. Na semana, o Dow acumula perda de 1,1%; o S&P recua 0,7%; e o Nasdaq perde 0,5%.
Já nesta data, empresas de petróleo como Exxon Mobil registravam ganhos antes da abertura do mercado, acompanhando os preços da commodity. Após fechar em alta na véspera com a queda dos estoques de petróleo nos EUA na véspera, a sessão segue de ganhos para os contratos do WTI e do brent, com variação positiva de cerca de 1%.
Sensíveis aos juros, os bancos Wells Fargo, Morgan Stanley, JP Morgan Chase, Citigroup, Goldman Sachs e Bank of America subiam entre 0,9% e 2%, uma vez que o rendimento do Treasury de 10 anos também registrava alta, interrompendo oito dias de quedas devido a temores de que a recuperação econômica pós-pandemia está vacilante.
Embora o rendimento do referencial de 10 anos ainda acumule baixa de cerca de 10 pontos básicos na semana, ele era negociado em alta de 4,5 pontos no dia, a 1,33%, acima da mínima de quatro anos e meio de quinta-feira de 1,25%. Operadores ouvidos pela Reuters destacam que 1,25% marcou um nível de suporte técnico para o mercado.
Os mercados acionários da Europa também buscam recuperação, ao menos parcial, da baixa mais acentuada do pregão anterior. Preocupações com a covid-19 e seus impactos na atividade seguem em foco, mas hoje não impedem os ganhos das ações, com ajustes para cima em alguns setores, entre eles o de viagens.
O índice pan-europeu Stoxx 600 operava em alta de 0,91%, em 455,74 pontos.
Ao longo de toda a semana, porém, o Stoxx 600 ainda exibe baixa modesta. O Swissquote menciona em relatório o fato de que, durante a competição de futebol Euro2020, milhares de torcedores têm ido aos jogos “sem máscaras nem medidas visíveis de distanciamento”, o que segundo o banco gera questionamentos sobre a possibilidade de a variante delta se disseminar mais pelo continente.
Na agenda de indicadores, a produção industrial do Reino Unido avançou 0,8% em maio ante abril, abaixo da previsão de alta de 1,3% dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal.
O premiê Boris Johnson planeja acabar com o distanciamento social e outras medidas de restrição impostas pela pandemia em 19 de julho. Apesar de ainda existir cautela com a variante delta, a notícia apoiava hoje algumas ações ligadas a viagens. O papel da EasyJet subia 1,98% e o da Carnival, 1,87%.
Na agenda, há a publicação da ata da reunião de 10 de junho do Banco Central Europeu (BCE). O BBH lembra que, na ocasião, o BCE reafirmou que manterá um ritmo “significativamente mais alto” nas compras de bônus do que o anunciado inicialmente em março, e também houve revisão para cima nas projeções de crescimento e inflação. Ontem, o banco central anunciou um ajuste em sua política, almejando agora uma meta de 2% de inflação, não mais de “quase 2%” como era até então.
Às 8h30 (horário de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,73%, Frankfurt avançava 0,98% e Paris, 1,79%. A Bolsa de Milão operava em alta de 1,41%, Madri subia 0,94% e Lisboa, 0,35%.
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Por outro lado, os principais mercados acionários da Ásia não tiveram sinal único, mas fecharam na grande maioria em baixa, com a cautela por conta da disseminação da variante delta predominando entre os investidores.
Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou em queda de 0,63%, em 27.940,42 pontos. Ações ligadas a maquinário e a eletrônicos puxaram o movimento, influenciado também pelas preocupações com novas medidas de estado de emergência em Tóquio, por causa da covid-19. Foi informado que a Olimpíada, que começa na cidade no dia 23, não contará com público, por causa da crise de saúde. Investidores monitoram com especial atenção agora as tendências dos casos do vírus e também o ritmo de vacinação.
Na China, a Bolsa de Xangai registrou baixa de 0,04%, a 3.524,09 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, subiu 0,07%, a 2.549,74 pontos. Na agenda de indicadores, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da China desacelerou, para uma alta de 8,8% em junho, na comparação anual, como previsto pelos analistas.
Na Bolsa de Seul, o índice Kospi fechou em queda de 1,07%, a 3.217,95 pontos. A praça sul-coreana teve dia de queda para ações de bancos, varejo e as ligadas a viagens, diante do quadro na pandemia, com preocupações sobre a variante delta também pesando no mercado local. O governo da Coreia do Sul reforçou regras de distanciamento social para o nível mais alto em duas semanas, a partir do dia 12, após o registro diário de casos da doença atingir novo recorde no país.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng foi na contramão da maioria e registrou alta de 0,70%, a 27.344,54 pontos, interrompendo uma sequência de oito quedas consecutivas. Ações de consumo e tecnologia subiram hoje, mas as de finanças e varejo recuaram. Na Bolsa de Taiwan, o índice Taiex registrou baixa de 1,15%, a 17.661,48 pontos.
Na Oceania, o S&P/ASX 200 fechou em queda de 0,93% na Bolsa de Sydney, em 7.273,30 pontos. A praça australiana foi influenciada por relatos de que restrições à circulação por causa da pandemia podem ser estendidas em Sydney e também por preocupações quanto ao ritmo do crescimento global.
Veja o desempenho dos principais indicadores às 8h30 (horário de Brasília):
Estados Unidos*Dow Jones Futuro (EUA), +0,61%*S&P 500 Futuro (EUA), +0,38%*Nasdaq Futuro (EUA), -0,04%
Europa*FTSE 100 (Reino Unido), +0,73%*Dax (Alemanha), +0,98%*CAC 40 (França), +1,79%*FTSE MIB (Itália), +1,41%
Ásia*Nikkei (Japão), -0,63% (fechado)*Shanghai SE (China), -0,04% (fechado)*Hang Seng Index (Hong Kong), +0,7% (fechado)*Kospi (Coreia do Sul), -1,07% (fechado)
Commodities e bitcoin*Petróleo WTI, +1,111%, a US$ 73,73 o barril*Petróleo Brent, +0,82%, a US$ 74,73 o barril*Bitcoin, +0,65%, a US$ 32.712,15Sobre o minério: **Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian com queda de 3,73%, cotados a 1.163 iuanes, equivalente hoje a US$ 179,39 (nas últimas 24 horas).USD/CNY = 6,48
(com Reuters)
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REFLEXÃO: Ben Carlson, autor de A Wealth of Common Sense – A riqueza do senso comum, em tradução livre: Menos é mais. O processo de investimento deve ser mais importante que os resultados. Comportamento correto na hora de investir é a chave.
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