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JPMorgan: Tarifaço tem impacto econômico limitado; efeito político é mais importante

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Edição MarketMsg e invistaja.info

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O governo norte-americano oficializou na noite da quarta-feira (15) uma alíquota de importação de 25% sobre produtos brasileiros, fundamentada em investigações sob a Seção 301 por supostas práticas comerciais desleais.

Um relatório divulgado pelo JPMorgan nesta quinta (16) afirma que, apesar da agitação que as tarifas causam, o impacto real sobre o PIB (Produto Interno Bruto) do país tende a ser limitado.

Segundo os economistas do banco, o verdadeiro risco reside no potencial de desgaste político para o governo federal às vésperas do pleito de outubro.

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Eles pontuam que o debate eleitoral deve se sobrepor aos números da balança comercial.

“Este cenário sugere que os efeitos econômicos das tarifas são muito limitados, embora um processo de retaliação mútua (tit-for-tat) possa elevar esses custos econômicos. Os efeitos políticos, contudo, podem se mostrar mais consequentes, particularmente em meio ao contexto das próximas eleições gerais de outubro”, diz o documento do JPMorgan.

Exceções reduzem tarifa média

A nova taxa começa a vigorar na próxima quarta-feira (22). Os analistas do JPMorgan revisaram a projeção inicial de tarifa média de 19% para 16%. A redução ocorreu após o USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) divulgar uma lista de isenções que blindou setores vitais (como petróleo, café, aeronaves e peças, carne bovina e suco de laranja), cobrindo quase metade do histórico de exportações brasileiras para o parceiro norte-americano.

Há ainda o monitoramento de uma investigação paralela sobre trabalho forçado, que pode adicionar uma taxa de 12,5% e elevar a tarifa média brasileira para 20%. Mesmo nesse cenário, o JPMorgan reitera que o canal de escoamento brasileiro é flexível e que o redirecionamento de cargas para outros países tende a compensar as perdas nas vendas aos EUA.

Eleições

hotWords:limitado; JPMorgan: efeito político

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No campo diplomático, o anúncio desencadeou um fogo cruzado. Enquanto o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, atribuiu a barreira à falta de negociação por parte do governo, o Palácio do Planalto classificou a medida como injustificada e fruto de uma narrativa construída pela oposição.

Como resposta, o governo federal anunciou o acionamento do Plano Brasil Soberano, que conta com R$ 15 bilhões em recursos para proteger a indústria e os empregos nacionais, e ameaçou utilizar a Lei de Reciprocidade, o que poderia restringir importações de produtos americanos e suspender patentes de propriedade intelectual.

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O relatório enfatiza que as ferramentas de defesa minimizam os danos práticos, mas o clima de retaliação mútua provavelmente vai pautar a campanha presidencial, tornando o embate político o desdobramento mais importante do episódio.

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