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Juíza compara Dino a Collor e diz que fim de penduricalhos é plano político

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A presidente da Sindicato de Magistrados do Brasil, a juíza substituta do TRT-5, Cyntia Cordeiro, afirmou que as verbas indenizatórias pagas aos magistrados, conhecidas como penduricalhos, são direitos e não podem ser vistas como privilégios. A declaração ocorreu em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, publicada nesta terça-feira (23).

Em 6 de fevereiro, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou que todos os órgãos revisassem as verbas pagas e suspendessem aquelas que, sem base legal, são repassadas e ultrapassam o limite do teto constitucional. À época, o membro da Suprema Corte deu 60 dias para que ocorressem as suspensões.

Ao veículo, Cyntia afirmou que, ao limitar esses pagamentos, Dino agiu de acordo com um “projeto político de alguém que pretende ser um novo Collor”.

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“O ministro Dino está atuando da maneira que se espera, porque ele é um político. Ele está atuando naquilo que é melhor para os interesses dele e não como ministro do STF. Ele tem um projeto político e pretende se candidatar à Presidência da República. Pelo menos é isso que está nos bastidores de Brasília. Ele quer ser o novo caçador de marajás, o novo [Fernando] Collor”, destacou ao jornal.

Na entrevista, a magistrada defendeu que, caso fosse corrigido pelo IPCA, o teto constitucional seria de R$ 63,6 mil, uma diferença de 37% em relação ao valor atual de R$ 46,3 mil, o que justificaria as verbas indenizatórias para ultrapassar o valor defasado.

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“Todos os ministros do STF já receberam essas verbas que não serão mais pagas aos tribunais de primeira instância. Vamos voltar à discussão real, porque eles estão querendo tirar a atenção de si próprios”.

Sem citar nomes, Cyntia também comparou o patrimônio de ministros do Supremo, revelado por casos recentes na mídia envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master.

“Ministros do STF que têm R$ 150 milhões para investir em resort e vivem de subsídio? Têm escritório de esposa que recebeu milhões do Banco Master. Ministro não sobrevive de subsídio, sobrevive de plano político”, afirmou.

Ao jornal, a juíza reforçou que todo tipo de privilégio no Judiciário deve ser combatido, mas que é preciso questionar o que é privilégio e o que é conquista reconhecida pelo trabalho empenhado dos magistrados.

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