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Kinea: Como a China saiu de quase não investível e voltou a chamar atenção do mercado

IA, varejo e tech ajudam a responder mudança de posicionamento da gestora sobre o país asiático

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Edição invistaja.info e MarketMsg

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Em novo relatório chamado “Mistérios de Chinatech” publicado nesta quinta-feira (23), a Kinea apresentou sua visão positiva sobre o mercado da China. O país asiático era considerado “não-investível” até o final do ano passado e, agora, tem se tornado uma das principais apostas.

“Durante anos, o país parecia uma caixa-preta intransponível: houve repressão regulatória, guerra comercial, desaceleração econômica e empresas do setor passaram a ser consideradas ‘não-investíveis”, afirma o relatório.

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Para a Kinea, em 2025, investidores descobriram que a “Chinatech” guardava “segredos”, entre eles, a alta de 40% (em dólar) nos índices chineses no ano. Parte do motivo do sucesso, de acordo com a análise, é a vedação de entrada de grandes companhias de tecnologia (“big techs”, em inglês) estrangeiras. A restrição gerou grandes vencedores locais.

Ponto de virada

O ponto de virada positivo foi a chegada do DeepSeek, em janeiro de 2025, com modelo de Inteligência Artificial (IA) de código aberto. A onda da IA, com forte apoio estatal, envolveu startups e grandes empresas para amplificar esforços na China. A Kinea destaca que a adoção de novas tecnologias, no caso da China, é mais rápida que em qualquer lugar do mundo, citando as amplas vendas no e-commerce e veículos elétricos (que já representam metade das vendas de automóveis no país).

“Essa velocidade é oriunda de um Estado centralizado que define metas e subsidia setores prioritários. Soma-se a isso regras de privacidade menos rígidas, o que, juntamente com uma cultura mais aberta a testar novidades, deixam hoje a China em uma condição única para adoção rápida de novas tecnologias”, afirma.

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Antes disso, as gigantes nacionais seriam muito expostas ao e-commerce local e ao gaming, que seriam dois grandes motores de crescimento da última década, mas não sem ressalvas. A Kinea destaca que o e-commerce tem perdido fôlego como setor e cresce em ritmo semelhante ao varejo físico. Ainda assim, as vendas pelo canal representam 35% das totais, em número quase 10 p.p. superior ao dos EUA. O momento, para a Kinea, seria de teste de solidez do setor.

Já o setor de gaming enfrentou aperto regulatório como principal desafio. Com objetivo de limitar o uso e garantir que o conteúdo dos jogos fosse condizente com os valores do Partido Comunista Chinês, o número de jogos aprovados caiu 70% no último ano. Como consequência, os players do setor observaram queda direta dos preços de ações.

Futuras áreas promissoras

Mesmo com avanços, a gestora destaca que boa parte do setor de tecnologia chinês ainda não inspira confiança. Algumas áreas mais promissoras estão listadas apenas na bolsa local chinesa ou ainda não integrariam o universo de investimento da gestora.

Dentre os nomes que a Kinea considera como destaques, estão a Xiaomi, com lançamentos que rivalizam o iPhone e avanços também em veículos elétricos, e nomes de semicondutores, como Huawei e mais nomes emergentes. A gestora cita, nessa frente, empresas como Cambricon, Biren, Moore threads, MetaX, ASICs da Alibaba e Baidu.

Hoje, segundo a Kinea, o país ainda apresenta ricos como a competição intensa no varejo online e as restrições geopolíticas, em especial potenciais sanções de chips e tensões com os EUA. Por outro lado, a ascensão de modelos de IA de baixo custo, o retorno de empresários como Jack Ma e o interesse de investidores estrangeiros se apresentam como esperanças.

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REFLEXÃO: Tim Hanson, da Motley Fool: Compre ações impressionantes por preços que não refletem sua grandiosidade.

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