“Mais do que recuperamos nossas receitas pré-pandemia e os projetos ainda não estão em velocidade de cruzeiro”, diz CEO da Priner

Tulio Cintra e CFO participaram de live do InfoMoney e falaram que duas aquisições estão avançadas; a empresa vai prestar serviço ao setor de refratários
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Edição invistaja.info e MarketMsg

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SULA11 | Liq.2meses: 140098000.0 | Mrg.Liq.: 0.1222 | EV/EBITDA: -0.87 | ROE: 0.2898 | Div.Brut/Pat.: 0.2 | DY: 0.0498

MARINGÁ | invistaja.info — No começo da pandemia de coronavírus, em março de 2020, a Priner (PRNR3), assim como muitas outras empresas, foi pega de surpresa pela paralisação forçada de indústrias e comércio e teve que reduzir drasticamente seu tamanho por causa da queda brusca na demanda por serviços.

A companhia do ramo de engenharia de manutenção — especializada em isolamento térmico, pintura industrial tanto onshore quanto offshore, acessos e inspeção — teve que renegociar contratos, demitir funcionários e cortar custos para atravessar os meses difíceis que seguiriam. O impacto só não foi maior porque ela estava capitalizada: havia lançado ações na B3 no mês anterior.

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Na segunda metade de 2020, com a reabertura da economia, as indústrias voltaram a produzir e a demandar serviços de manutenção, e a Priner se beneficiou de uma demanda represada para retomar o crescimento. Segundo Tulio Cintra, CEO da companhia, os projetos reiniciaram e já estão dando resultado, mesmo que não estejam a todo vapor.

“Mais do que recuperamos nossas receitas pré-pandemia. Entretanto, o volume de obras que nós vencemos ao longo de 2019, que eram para dar início em 2020, e as obras que nós vencemos em 2020, nenhuma delas atingiu todo o seu potencial de resultado e de receita. Nós não atingimos ainda a velocidade de cruzeiro desses projetos”, afirmou em live do (MarketMsg) na quinta-feira (1).

A entrevista faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, no qual CEOs e outros executivos importantes de empresas da Bolsa comentam os balanços do quarto trimestre de 2020 e o desempenho anual das companhias, e falam também sobre perspectivas. Para não perder as próximas lives, que acontecem até o início de abril, se inscreva no canal do (invistaja.info) no YouTube.

Segundo Cintra, as empresas “estão no vestiário, só esperando para entrar em campo”, em uma alusão ao fato de que elas querem voltar a produzir seu máximo, o que demandaria mais serviços de manutenção, mas estão “com o freio de mão puxado” à espera de uma melhora no cenário pandêmico.

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“A beleza que nós temos em serviços recorrentes é que eles não são possíveis de serem impedidos, a empresa não pode dizer não vou fazer mais, acabou. Estamos vendo a volta dos serviços que não foram feitos no ano passado. Eles acumularam para este ano e eles não estão atingido o volume que poderiam atingir pela intensidade da onda dois [de Covid]. (…) Nem de perto nós imaginamos retornar ao cenário de paralisação absoluta que vimos no ano passado, nem existe isso no nosso radar. Eu tenho total confiança que o programa de vacinação vai atingir seu objetivo até o final deste semestre”, destacou o CEO.

No quarto trimestre de 2020, a companhia teve lucro de R$ 16,7 milhões, revertendo o prejuízo registrado em igual período de 2019. O desempenho ajudou a empresa a reduzir o prejuízo acumulado no ano, que ficou em R$ 3,1 milhões. Já a receita líquida anual ficou em R$ 242,2 milhões, uma redução de 30,5% sobre 2019.

Cintra disse que a Priner está recebendo um volume de pedidos de propostas muito maior do que a média histórica da empresa. “Aprendemos a trabalhar com a pandemia. Os clientes aprenderam a trabalhar com ela. Nos demanda um trabalho enorme de gestão, de zelo do transporte, de higienização, de logística, de saúde e tudo mais. Mas isso não vai parar as empresas”, afirmou.

Sobre os preços, Cintra disse que nenhum cliente pediu desconto nos contratos e que alguns estão até pagando a mais para compensar os custos com esses cuidados de segurança e higiene.

“Só a pandemia foi uma pancada nos nossos resultados na casa de R$ 28 milhões, R$ 29 milhões”, disse Marcelo Costa, CFO do grupo. “Nós rapidamente recuperamos quase 70% desse valor com dois tipos de ação: melhorias na margem bruta da companhia através do investimento em automação de atividades e substituição de ativos que eram locados de terceiros, além da gestão de despesas operacionais, com redução nas despesas de pessoal, locação e viagem”, completou.

Os executivos falaram ainda sobre como as aquisições ajudaram a diversificar o portfólio da Priner, como foi o caso da Isolafácil e da Poliend. “Desde que compramos a Isolafácil ela já cresceu o Ebitda em seis vezes”, disse Cintra. O CFO apontou que um eventual aumento de capital pode ser feito no futuro para que a empresa continue com os planos de aquisições, mas isso pode ser feito através de várias formas, como follow on ou emissão de debêntures, por exemplo.

Cintra disse que a empresa estava avaliando cinco negócios para comprar, mas três foram descartados e dois continuam em fase avançada de conversas. “Devemos entrar com non-biding offer em breve. São empresas de porte muito importante para nós”, destacou. O CEO afirmou que com certeza a Priner passará a prestar serviços de manutenção industrial no setor de refratários em breve.

Eles falaram ainda sobre investimentos em maquinário, que devem continuar em 2021 com o gasto de pelo menos R$ 20 milhões nesta área, além da vontade da Priner de se tornar “uma referência mundial no que se refere ao zelo pelas pessoas”. Assista à live completa acima.

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REFLEXÃO: Eddy Elfenbein, dono do site Crossing Wall Street: Seja paciente e ignore modismos. Foque no valor e não entre em pânico.

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