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Morgan eleva ações de XP e B3 para compra com projeção de corte de juros no Brasil

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Edição MarketMsg e invistaja.info

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INEP3 | ROE: 0.1606 | P/L: -0.47 | P/ACL: -0.05 | DY: 0.0 | P/VP: -0.07 | P/Cap.Giro: -0.09

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O Morgan Stanley elevou a recomendação para as ações da XP (negociadas na Nasdaq, BDR de ticker XPBR31) e da B3 (B3SA3) de neutra para overweight (exposição acima da média do mercado), levando em conta as taxas de juros no Brasil em tendência de queda e proximidade do fim de ciclo de taxa de juros Selic por aqui.

Para os analistas Jorge Kuri e equipe, que assinam o relatório do banco, a XP e a B3 oferecem exposição alavancada ao aumento dos volumes de negociação de ações e à recuperação dos mercados de capitais.

Assim, estão elevando as estimativas e os preços-alvo para ambas as ações e veem um forte potencial de alta impulsionado por ventos favoráveis macroeconômicos, atualizações de lucros e avaliações atraentes. O preço-alvo para B3SA3 foi elevado de R$ 15 para R$ 18,50, enquanto o target de XP foi elevado de US$ 18 para US$ 24.

+Petrobras (PETR4): profit reaches R$ 35.2 billion and surpasses projections.

Na visão do banco, o ciclo de aperto monetário do Brasil provavelmente foi encerrado após um aumento de 50 pontos-base para 14,75% na semana passada, a atenção do mercado está se voltando para quando os cortes de taxa começarão.

A equipe de análise aponta que, apesar das previsões do consenso adiando os cortes até 2026, os futuros das taxas de juros do Brasil estão precificando a possibilidade de alívio já em novembro deste ano.

Isso cria um cenário construtivo para nomes sensíveis às taxas de juros — notavelmente XP e B3.

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Para os analistas, a XP deve se beneficiar de dois efeitos principais da queda das taxas: rotação de portfólio e renovada confiança dos investidores. À medida que os rendimentos da renda fixa diminuem, os investidores tendem a migrar para ações, fundos e produtos alternativos — todos centrais na plataforma da XP. Isso aumenta a atividade de negociação, o AUM (ativos sob gestão) e a taxa de receita.

Além disso, o negócio de banco de investimento da XP pode se recuperar junto com a atividade nos mercados de capitais. “A longo prazo, a XP continua a ser uma ganhadora estrutural de participação de mercado devido às suas taxas mais baixas, ampla gama de produtos e modelo de consultoria diferenciado. Essas vantagens competitivas da XP se destacam ainda mais em um ambiente de baixas taxas”, aponta o banco.

A B3, na visão do banco, também se beneficia da rotação em direção a ativos que não sejam de renda fixa. “Taxas mais baixas geralmente impulsionam volumes de negociação mais altos em ações e derivativos, elevando diretamente as receitas baseadas em taxas da B3. A bolsa também deve se beneficiar do aumento da atividade de hedge e de um possível renascimento na emissão de ações e dívidas. A alavancagem operacional é uma vantagem crítica: o crescimento do volume melhora diretamente os lucros, com custos incrementais baixos”, aponta o Morgan.

Assim, com as condições macro se tornando favoráveis e uma alavancagem operacional atraente em vigor para ambos os negócios, o banco elevou as suas estimativas de lucro por ação (LPA, ou EPS) da XP em 3-5% ao longo de 2025-2027. A previsão revisada implica um crescimento de 12% em 2025 e 18% em 2026 e 2027, ficando 3-8% acima do consenso. Assim, o preço-alvo subiu para US$24 (de US$ 18), oferecendo um potencial de alta de 34%.

Já para a B3, elevou suas estimativas de EPS em 9-12% ao longo de 2025-2027. A previsão revisada implica um crescimento de 18% em 2025, 17% em 2026 e 13% em 2027, ficando 7-13% acima do consenso.

“A XP e a B3 se destacam como ações sensíveis às taxas de juros, sendo negociadas a avaliações atraentes”, reforçam os analistas.

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