Na luta contra Covid-19, Biden amplia restrições a viagens nos EUA

Presidente vai exigir que pessoas que chegam aos EUA vindas de outros países façam quarentena por conta própria
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Brasil | invistaja –

O governo do presidente americano Joe Biden promete rigor na aplicação de novas medidas de segurança a viajantes para conter a propagação do coronavírus, ainda que o policiamento de alguns elementos do plano seja pouco viável

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Em ordem executiva a ser emitida nesta quinta-feira, seu segundo dia de mandato, Biden exigirá o uso de máscaras em aeroportos, aviões, ônibus intermunicipais e outras formas de transporte. O presidente também vai exigir que pessoas que chegam aos EUA vindas de outros países façam quarentena por conta própria. A medida anteriormente era apenas uma orientação e não uma ordem.

“Estamos preparados para usar todas as autoridades relevantes para fazer cumprir a ordem executiva do presidente e garantir a proteção de trabalhadores e passageiros em todos os meios de transporte”, declarou Pete Buttigieg, o pré-candidato à presidência que se tornou secretário de Transportes, a parlamentares na quinta-feira durante sua audiência de confirmação no cargo.

Biden vai regulamentar uma ação tomada pelo antecessor Donald Trump em 12 de janeiro que exige teste negativo para Covid-19 antes de uma pessoa voar do exterior para os EUA, segundo um documento distribuído pelo governo Biden. A ordem será combinada à exigência do uso de máscaras em propriedades federais, assinada por Biden na quarta-feira.

A regra governamental para o uso de máscaras pode ser aplicada com rigor sob as leis existentes, mas fazer com que dezenas de milhares de pessoas se isolem após uma viagem internacional será quase impossível, avisou o líder de uma associação do ramo de viagens.

“Não sei como poderemos impor isso”, disse Charles Leocha, presidente da Travellers United. “Quero muito saber como vamos elaborar um programa de quarentena eficaz. Não é como a Nova Zelândia, que tem apenas dois aeroportos e voos muito limitados.”

Todas as companhias aéreas dos EUA atualmente exigem que os passageiros cubram o rosto, assim como muitos aeroportos e sistemas de trânsito, mas a fiscalização é irregular.

As exigências vão além dos aviões. De acordo com o documento distribuído pelo governo Biden, será obrigatório o “uso de máscara em aeroportos, em certos modos de transporte público, incluindo muitos trens, aviões, embarcações marítimas e ônibus intermunicipais”.

Uma das ações com maior potencial de impacto é a obrigatoriedade de quarentena para pessoas que chegam aos EUA do exterior.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças sugere que os viajantes internacionais façam um segundo teste para o coronavírus de três a cinco dias após a chegada e fiquem em casa ou isolamento por sete dias — mesmo que o teste der negativo. Pessoas que não fizerem o teste devem se isolar por 10 dias, segundo a agência.

No Reino Unido, restrições semelhantes reduziram o número de viagens e enfrentaram a oposição de companhias aéreas e outros negócios do setor, que argumentam que testes em grande escala deveriam ser suficientes para conter a disseminação da doença.

A associação Airlines for America, que reúne grandes companhias aéreas americanas, prefere os testes nos passageiros internacionais à quarentena, mas não comentou sobre o plano Biden.

O impacto de uma quarentena sobre o número já drasticamente reduzido de passageiros da Europa seria mínimo, mas o ritmo de viagens para lugares como o México permaneceu relativamente firme durante a pandemia e pode se contrair com uma ordem dessa natureza.

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