Nova norma para adiantar recebíveis de cartões traz liquidez para lojistas

Mudança permite que lojistas adiantem recebimento de vendas pagas com cartões por meio de qualquer instituição financeira
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Edição MarketMsg e invistaja.info

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O mercado de cartão de crédito passa por uma evolução. Este movimento começou em 7 de junho, quando entrou em vigor o novo sistema de registro de cartões. A norma do Banco Central (BC) tem como objetivo elevar a liquidez dos lojistas ao permitir que o adiantamento de recebíveis seja feito com qualquer instituição financeira e também com os fornecedores.

Até o mês passado, o lojista que tinha um montante a receber referente aos pagamentos feitos pelas maquininhas em geral, nas vendas a crédito, contava com o prazo mínimo de um mês para recebimento. Anteriormente à nova regra, a única opção do lojista para antecipar estes pagamentos era negociar com a instituição financeira fornecedora de sua maquininha de cartão ou com as adquirentes de cartão. Por exemplo: Rede, Itaú, Cielo, Bradesco, Getnet, Santander, entre outras. Com a nova regra promovida pelo BC, esse montante pode ser direcionado para uma registradora de recebíveis, nova instituição no mercado de adquirência.

Como vai funcionar

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Na prática, as registradoras passam a “catalogar” todas as transações feitas por cartões no Brasil. Com a autorização dos lojistas, essas informações podem ser cedidas para instituições interessadas em ofertar crédito, como as fintechs, outras financeiras como securitizadoras, por exemplo, e até empresas não-financeiras como indústrias, que fornecem para o lojista.

“A vantagem é que os administradores podem fazer um leilão e escolher a melhor taxa para antecipar pagamentos, independentemente de qual maquininha processou a venda”, diz Celso Sato, CEO da Accesstage, techfin com uma plataforma financeira para empresas. Ele calcula que a mudança deve refletir em uma queda de cerca de até 30% nas taxas de juros cobradas pelo adiantamento.

O BC tem dois objetivos ao implementar a regulamentação: contribuir para a diminuição do custo de capital de giro dos negócios e destravar o mercado de capitais, uma vez que o segmento de cartões movimenta mais de R$ 2 trilhões por ano.

Para além de instituições financeiras, os lojistas podem negociar a cessão desses recebíveis com os fornecedores. “Uma das vantagens é a possibilidade de o varejo depender menos de operações de crédito”, diz Marcos Elias dos Santos, diretor de Inovação, Produtos e Marketing da Accesstage. “Além disso, o empresário pode pagar a cadeia de fornecimento com os recebíveis sem o desconto de taxas”.

Tecnologia para otimizar processos

Se antes os administradores tinham três ou quatro instituições que poderiam negociar o adiantamento dos recebíveis, a nova regra multiplica essas possibilidades para a casa dos milhares. Estima-se que hoje exista entre 8 e 10 mil empresas aptas para fazer as transações – entre securitizadoras, factorings e financiadoras.

Portanto, um dos desafios para que a nova regra se traduza nos benefícios planejados é o contato dos lojistas com essas empresas – e com os fornecedores interessados em alinhar acordos. A resposta está na tecnologia, que aproxima e otimiza a comunicação. “Passamos os últimos meses desenvolvendo um sistema específico para organizar e aproximar esse ecossistema”, diz Elias.

Muito mais que uma mudança pontual, esse movimento do segmento pode ser visto como uma quebra de paradigmas da maneira com que os administradores lidam com os recursos. “O empresário, diretor de empresa, tesoureiro irão se relacionar de maneira mais dinâmica e ágil com o capital em meio ao processo para buscar cada vez mais ganhos nessa jornada de adiantamento dos recebíveis”, diz Sato.

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É possível, ainda, dividir os recebíveis ao ceder uma parte do valor para cada parceiro – financeira ou fornecedor. “O parceiro tecnológico potencializa os ganhos e diminui o custo de capital “, diz Elias, que ressalta a importância das ferramentas para elevar os ganho de competitividade nessa jornada.  “É preciso ter uma plataforma e APIs necessárias para fazer a integração dessas empresas. Do contrário, o administrador corre o risco de se perder em meio à imensa quantidade de informação e interações”, diz.

Com o objetivo de oferecer as melhores soluções já nos primeiros momentos das mudanças de regulamentação, a Accesstage acompanha de perto todos os movimentos do mercado. E, por isso, está um passo à frente. “Nosso propósito é divulgar e aconselhar as empresas a usufruir de todos os benefícios que refletem movimentos como esse”, afirma Sato.

Melhorias na área de duplicatas

Faz parte do conjunto de regras que o BC está promovendo também otimizar o segmento de duplicatas. A autoridade monetária é responsável pela regulamentação da Lei 13.755/2018, que institui a duplicata eletrônica no Brasil.

Esses títulos emitidos pelas empresas lastreados em uma nota fiscal – considerados um compromisso de pagamento futuro – serão igualmente “anotados” nas registradoras, o que facilitará a sua “venda” para as instituições financeiras, que os adquirem em troca do pagamento de juros pelas empresas.

“Hoje, esses documentos ainda não têm registro centralizado, o que aumenta a chance de fraudes, pois a mesma duplicada pode ser negociada com diversas instituições”, diz Sato. Todos os anos são emitidos mais de R$ 800 bilhões em duplicatas no País. Com a regulamentação da lei, a estimativa é que R$ 280 bilhões sejam adicionados a esse montante, como crédito via recebíveis.

O mercado prevê que o BC deve aprovar a convenção das duplicatas em junho, o que abre espaço para regulamentar a operação das registradoras. “A expectativa é que em até 1 ano esse mercado esteja estabelecido”, diz Sato.

Uma das mudanças esperadas com o registro central das duplicatas é a provável queda da taxa de juros com a entrada de mais instituições financeiras no processo, mesmo movimento esperado para os cartões. “Isso vai trazer mais transparência e segurança jurídica para quem está adquirindo esses ativos. O que aumentará a liquidez dos títulos – um importante incentivo para o crescimento do mercado de capitais”, afirma o CEO.

As mudanças nos segmentos de cartões e duplicatas têm potencial para reinventar a cadeia de relacionamento entre empresas (B2B) nos próximos anos. Por isso, a gestão assertiva dos ativos é essencial para que as empresas alcancem a liquidez que necessitem para otimizar a operação. “Reforçamos a nossa parceria com o cliente, como provedor de tecnologia e também como consultores de mercado”, ressalta Elias.

Pioneira na gestão financeira para empresas, a Accesstage, por meio da sua plataforma, otimiza a conexão das empresas com os parceiros, a tomada de crédito, e organiza o Contas a Pagar e a Receber. Mas a sua atuação vai além. “Por meio da tecnologia, a nossa meta é deixar as pessoas confiantes para tomar decisões acertadas”, conclui Elias.

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