Novo IR pode elevar endividamento das empresas, diz estudo

Trio de economistas diz que o Brasil aposta alto demais em respostas simplistas e fáceis para resolver questões complexas
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on email

Notícias de trader para trader

Edição MarketMsg e invistaja.info

palavras-chave: Novo IR pode elevar endividamento das empresas, diz estudo; invistaja.info;


MAPT4 | PSR: 0.0 | ROIC: -0.1234 | Mrg.Liq.: 0.0 | EV/EBITDA: -457.45 | Cresc.5anos: 0.0 | P/EBIT: -457.45

ListenToMarket: Novo IR pode elevar endividamento das empresas, diz estudo – Áudio gerado às: 18:0:33

VELOCIDADE: 1.0x | 1.95x | 2.3x

A reforma do IR pode aumentar ainda mais a complexidade do sistema tributário nacional, acarretar perda de arrecadação pelo governo e aumento do fenômeno da pejotização – em que profissionais liberais atuam como pessoas jurídicas para pagar menos impostos – e levar ao maior endividamento das empresas, alertam os economistas José Roberto Afonso, Geraldo Bisoto Junior e Murilo Ferreira Viana.

O diagnóstico dos especialistas, que está em um estudo publicado pela revista Conjuntura Econômica, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), é de que governo e Congresso tentam aprovar a reforma como se estivessem dirigindo um carro pelo retrovisor, olhando para a realidade do século passado, que não cabe mais num mundo de rápida transformação digital, que se acentuou com a pandemia.

No estudo Não é Hora para Mais Incertezas, ainda mais Tributárias, o trio de economistas diz que o Brasil aposta alto demais em respostas simplistas e fáceis para resolver questões complexas. No caso da reforma tributária do IR, avaliam, esse caminho é ainda mais perverso.

+Petrobras tem forte estrutura de governança corporativa e contribui para o Brasil, diz Silva e Luna

A reforma aprovada pela Câmara – e que espera análise pelo Senado – modifica o IR cobrado sobre pessoas físicas, empresas e também investimentos. De uma maneira geral, o texto reduz as alíquotas tanto para pessoas físicas (IRPF) quanto para empresas (IRPJ). O texto prevê ainda a cobrança de uma taxa sobre a distribuição de lucros e dividendos (isentos no Brasil há 25 anos). Além disso, estipula o fim do chamado Juro sobre Capital Próprio (JCP), uma forma muito comum de as empresas remunerarem seus sócios e pagarem menos impostos.

Para os autores, um dos problemas é que a pandemia produziu uma aceleração da mudança da economia, com o uso de novas tecnologias digitais, com novas implicações para o sistema tributário, incluindo os vínculos de trabalho cada vez mais “fluidos”. Discussões que passam ao largo das propostas que estão em tramitação no Congresso.

Além da reforma do IR, a Câmara discute um projeto que cria a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), enquanto o Senado trata de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) para Estados e municípios. “A pandemia produziu uma aceleração da mudança da economia, com o uso das novas tecnologias digitais, e as profundas respostas proativas de Estados e blocos supranacionais. Enquanto o mundo assiste a políticas de Estado reformando estruturas e organizando o novo normal, o Brasil parece estacionado no velho mundo, buscando soluções fáceis para problemas extremamente complexos”, diz o texto.

Equívocos

hotWords: estudo elevar empresas, pode

Entre em contato para anunciar no invistaja.info

Entre os que seriam os maiores equívocos do projeto do IR, o estudo cita o fim do JCP, que pode trazer “impactos negativos e não negligenciáveis” para o investimento produtivo e dificultar a retomada da economia no cenário pós-pandemia. Mecanismo criado após o Plano Real, com o fim da correção monetária sobre os balanços, o JCP é uma forma que as grandes empresas usam para remunerar seus acionistas, e essa despesa pode ser deduzida do imposto a pagar. Dessa forma, o pagamento de JCP estimula o uso de capital próprio das empresas, ao rebaixar o custo do uso de recursos do acionista em projetos de investimento.

No estudo, os economistas destacam que esse dispositivo é particularmente relevante numa economia como a brasileira, marcada por forte restrição ao acesso ao mercado de crédito, seja pelo custo proibitivo para muitas operações, que asfixiaria a margem de lucro dos negócios, seja pela falta de financiamento para determinados segmentos e portes empresariais.

O estudo projeta que haverá incentivo ao endividamento. Isso porque as empresas podem usar novas operações para reduzir a base de cálculo do IR a pagar, já que as despesas com pagamento de juros de financiamentos passam a ser dedutíveis do imposto a ser pago. “Propõe-se uma reforma tributária para empurrar as empresas brasileiras ao endividamento, mesmo sem precisarem”, avaliam os autores.

A nova realidade, diz José Roberto Afonso, não foi contemplada no texto, pois ignora a importância do setor de serviços. “Achar que as mercadorias poderão sustentar nossa receita tributária será o caminho direto para grandes rombos fiscais”, diz.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Conheça o plano de ação da XP para você transformar os desafios de 2022 em oportunidades de investimento.

palavras-chave: Novo IR pode elevar endividamento das empresas, diz estudo; invistaja.info;

FARIA LIMA | economia | invistaja.info – Novo IR pode elevar endividamento das empresas, diz estudo

REFLEXÃO: Bill Mann, da Motley Fool Asset Management: Busque investir em conjunto com grandes gestores, depois, é só ser paciente.

Saiba mais:

Ibovespa fecha em queda pressionado por exterior; DIs despencam após fala de Campos Neto

SEC quer registrar todos os ativos digitais considerados valores mobiliários, diz presidente

Após duas semanas, Fiocruz volta a entregar doses de vacina contra Covid-19

Mudança de tom no discurso de Campos Neto hoje pode ser tiro no pé, afirma sócio fundador da Kapitalo

Anuncie no invistaja.info

Resumo do mercado

Assine grátis nossa newsletter semanal

Suas informações não serão compartilhadas com terceiros e também não enviaremos promoções ou ofertas.

Publicidade

Newsletter invistaja: receba um resumo semanal dos principais movimentos do mercado

Suas informações não serão compartilhadas com terceiros e também não enviaremos promoções ou ofertas.

Publicidade