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Operação contra desvio R$ 86 mi no Instituto Rio Metrópole prende presidente e mais 4

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O Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou 11 pessoas pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e contratações e lavagem de dinheiro em um esquema de desvio de recursos públicos do Instituto Rio Metrópole (IRM). Agentes cumprem seis mandados de prisão e nove de busca e apreensão, nesta quinta-feira, em endereços na capital, em São Gonçalo, na Região Metropolitana, e em Teresópolis, na Região Serrana. Cinco pessoas já foram presas, segundo o Bom Dia Rio, da TV Globo, entre elas, Davi Perini Vermelho, o Didê, presidente do IRM.

De acordo com a denúncia apresentada à 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital, os acusados utilizaram contratos firmados pelo IRM entre julho de 2022 e maio de 2026 para desviar recursos. O esquema, afirma a denúncia, movimentou R$ 86,28 milhões. Segundo o Ministério Público, valores pagos a duas empresas contratadas eram posteriormente transferidos para a Brazilian Institute of Organics (Instituto BIO), entidade sem estrutura operacional compatível, de onde o dinheiro era sacado em espécie.

Denunciados

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O MPRJ requereu e obteve a prisão preventiva dos agentes públicos identificados como integrantes do esquema. Segundo a denúncia, Didê, que é ex-presidente da Câmara de São João de Meriti e atual presidente do IRM, chefiava o núcleo de servidores investigado, autorizando contratações, firmando contratos e controlando pagamentos.

Também foram denunciados:

Maurício Silva Knoploch dos Santos, diretor de Planejamento e Projetos do IRM e integrante da Comissão Técnica de Licitação, apontado como articulador do direcionamento das licitações em favor das contratadas

Franquis Dias Nepomuceno, diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado do IRM e delegado da Polícia Civil, que atuava como ordenador de despesas e exercia o controle de fato do grupo RioForte, responsável pela escolta armada do dinheiro

Marcelo Lopes da Silva, procurador do Estado então à frente da Procuradoria-Geral do IRM, acusado de emitir os pareceres que deram cobertura jurídica às contratações e ao reajuste irregular do contrato

Caroline Soares Barros, que acumulava as funções de fiscal de contratos do IRM e presidente do Instituto BIO — a entidade de fachada por onde os recursos passavam antes de serem sacados em espécie

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Amanda Íthala Santos da Paschoa, que a sucedeu na fiscalização e atestou a execução dos contratos, respaldando os pagamentos

Em relação aos demais denunciados, a Justiça aplicou medidas cautelares diversas da prisão, entre elas, o monitoramento eletrônico, o comparecimento periódico em juízo e a proibição de se ausentarem do país. São eles:

Leilson de Souza Nepomuceno

Gerson Luís de Araújo Rodrigues

Hélio Augusto Machado Pessôa

Roberto Accioly Peotta

Roberto Peotta

Segundo a denúncia, integravam a organização criminosa na condição de particulares que davam suporte à engrenagem do esquema: Hélio e Gerson, representantes da Engeconsult; e Roberto Accioly Peotta e Roberto Peotta, da R. Peotta, empresas contratadas pelo IRM que repassavam os recursos públicos à entidade de fachada; além de Leilson de Souza Nepomuceno, à frente da RioForte, incumbida da escolta armada do numerário sacado em espécie.

 

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