Negociando na bolsa de valores
Edição MarketMsg e invistaja.info
palavras-chave: Petrobras vai mesmo explorar terras raras? 7 sinalizações do CFO sobre a petroleira; invistaja.info;
O Goldman Sachs promoveu nesta semana uma reunião, no Rio de Janeiro, entre o diretor financeiro (CFO) da Petrobras (PETR3;PETR4), Fernando Melgarejo, e investidores.
Na avaliação dos analistas do banco, o encontro reforçou a confiança na trajetória operacional da estatal e trouxe atualizações sobre temas que seguem no radar do mercado, como produção, preços dos combustíveis, investimentos, fusões e aquisições, remuneração aos acionistas e a possibilidade de atuação no segmento de terras raras.
1. Produção de petróleo
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Os analistas Bruno Amorim, Guilherme Martins e Huama Belmonte destacam que a Petrobras demonstrou confiança de que conseguirá atingir sua meta de produção para 2026.
Segundo a companhia, algumas das novas plataformas vêm apresentando uma curva de aumento de produção acima do esperado. Além disso, a estatal afirmou que dois novos FPSOs poderão deixar os estaleiros até meados deste ano, com o primeiro óleo previsto para dezembro.
O Goldman Sachs observa que suas projeções continuam acima do guidance da empresa, estimando produção, em média, cerca de 10% superior ao ponto médio da orientação para 2026 e 2027.
2. Preços dos combustíveis e programa de subsídios
A Petrobras destacou que atualmente vende o diesel a R$ 4,77 por litro, acima da paridade de importação estimada pelo Goldman Sachs em cerca de R$ 4,30 por litro. Essa diferença é compensada pelos incentivos e subsídios concedidos pelo governo federal, fazendo com que o preço efetivamente percebido pelas distribuidoras fique próximo de R$ 3,30 por litro, segundo estimativas do banco.
A companhia informou ainda que já recebeu da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) os valores referentes aos subsídios concedidos em março e que os pagamentos relativos à primeira semana de abril devem ocorrer em breve. A Petrobras acrescentou que repasses realizados após 30 dias devem ser corrigidos pela taxa Selic acumulada no período.
3. Oportunidades em mineração
Sobre as notícias envolvendo uma possível entrada no segmento de terras raras, a Petrobras afirmou que o tema ainda está em estágio inicial de discussão. A estatal ressaltou que qualquer investimento dependeria de alterações em seu estatuto social.
Na avaliação do Goldman Sachs, essa declaração indica que, caso a Petrobras decida ingressar nesse mercado, o movimento deverá ocorrer apenas no longo prazo, sem impactos relevantes no curto prazo.
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4. Investimentos (CAPEX)
Em relação aos investimentos, a Petrobras reiterou que tradicionalmente concentra um volume maior de desembolsos no segundo semestre. Considerando os US$ 4,5 bilhões investidos em caixa no primeiro trimestre e anualizando esse ritmo, o Goldman Sachs estima um CAPEX próximo de US$ 18 bilhões em 2026, valor que ficaria perto do limite superior do guidance da companhia, de US$ 16,9 bilhões, com margem de variação de 5%.
5. Braskem
Sobre a Braskem (BRKM5), na qual a Petrobras detém cerca de 36% do capital total, a estatal reiterou que não pretende reduzir sua participação acionária. Ao mesmo tempo, afirmou que não há, neste momento, qualquer compromisso de capital aprovado para a petroquímica.
6. Fusões e aquisições (M&A)
Em relação à possibilidade de voltar ao segmento de distribuição de combustíveis, do qual saiu após a venda de sua participação na Vibra (VBBR3), a administração reafirmou que qualquer investimento nesse mercado deverá ocorrer apenas no longo prazo, provavelmente após 2029, quando expira a cláusula de não concorrência firmada com a Vibra.
7. Remuneração aos acionistas
A administração ainda reiterou que vê espaço mais limitado para o pagamento de dividendos extraordinários em 2026, em linha com o que já havia indicado na divulgação dos resultados.
Segundo a petroleira, uma eventual decisão sobre remuneração extraordinária deverá ocorrer mais próxima da apresentação do novo plano de negócios, previsto para ser divulgado ao mercado ainda este ano.
Goldman reitera compra para Petrobras
O Goldman Sachs reiterou a recomendação de compra para as ações da Petrobras, com preço-alvo de R$ 55 por ação ordinária e R$ 51 por papel preferencial.
Na avaliação do banco, a estatal negocia a um valuation pouco exigente, com rendimento de fluxo de caixa livre (FCF yield) projetado de 17% para 2027, considerando um preço médio do petróleo Brent de aproximadamente US$ 72 por barril no próximo ano, em linha com a curva futura. Além disso, a instituição destaca um dividend yield estimado de 17% para 2027 e uma perspectiva de forte crescimento da produção como fatores que sustentam a visão positiva para o papel.
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REFLEXÃO: Eddy Elfenbein, dono do site Crossing Wall Street: Seja paciente e ignore modismos. Foque no valor e não entre em pânico.
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