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Petróleo deve cair, mas guerra deixou um novo piso para os preços, diz Goldman

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Edição MarketMsg e invistaja.info

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O acordo provisório entre Estados Unidos e Irã reduziu a pressão imediata sobre o mercado de petróleo, mas não eliminou os riscos que sustentam os preços em patamares elevados. A avaliação é do Goldman Sachs, que vê espaço para uma acomodação gradual das cotações após a reabertura parcial do Estreito de Ormuz e a extensão do cessar-fogo entre os dois países.

Na sexta-feira (19), o petróleo Brent encerrou o dia próximo de US$ 80 por barril, enquanto o WTI ficou ao redor de US$ 76,50. Os níveis representam uma forte correção em relação aos picos observados durante a escalada militar no Oriente Médio, mas permanecem acima dos preços registrados antes do conflito.

Segundo Jerome Dortmans, co-head global de negociação de petróleo e derivativos do Goldman Sachs, o mercado já incorporou grande parte do alívio proporcionado pelo acordo diplomático. A partir daqui, a tendência seria de uma acomodação mais lenta, influenciada pela recomposição dos estoques globais e pelo ritmo de normalização da oferta.

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Na visão do banco, o Brent deve encontrar um primeiro patamar de sustentação entre US$ 70 e US$ 75 por barril. Mesmo com a retomada gradual do fluxo de petróleo pela principal rota energética do Golfo, a redução dos estoques durante os meses de guerra limita uma queda mais abrupta dos preços.

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Antes do conflito, aproximadamente um quarto do petróleo transportado por via marítima no mundo passava pelo estreito.

O entendimento firmado entre Washington e Teerã prevê 60 dias de negociações e permite a retomada das exportações iranianas durante esse período. Para o Goldman Sachs, a estabilidade dos preços dependerá da capacidade de as partes transformarem a trégua temporária em um acordo mais duradouro.

Parte dos investidores já trabalha com um cenário mais otimista para a oferta global. Segundo Dortmans, há agentes apostando que o petróleo pode retornar à faixa entre US$ 50 e US$ 60 por barril caso as negociações avancem rapidamente e a produção volte a crescer em ritmo acelerado.

O banco, porém, considera essa projeção prematura. A instituição mantém uma leitura mais conservadora e avalia que o Brent pode encerrar o ano próximo dos níveis atuais, com eventuais recuos ocorrendo de forma gradual ao longo dos próximos anos.

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