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palavras-chave: Petróleo: entenda os motivos para o otimismo da Legacy Capital com a commodity; invistaja.info;
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ListenToMarket: Petróleo: entenda os motivos para o otimismo da Legacy Capital com a commodity – Áudio gerado às: 12:20:31
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Uma grande dúvida paira quando o assunto é a trajetória dos preços do petróleo no mercado, com forças dissonantes levando à volatilidade da commodity. Por um lado, está o debate da transição da matriz energética que ameaça a demanda, assim como a potencial desaceleração de importantes economias do mundo, com potencial de derrubar os preços. Por outro, notícias sobre possíveis cortes de produção da Opep+ e possível reabertura da China, com potencial de levar os preços para cima.Ricardo Kazan, gestor de commodities da Legacy Capital, assim como diversos especialistas na commodity, estão otimistas. Kazan até brinca: “estamos otimistas porque não tem [petróleo no mercado]. Esse é o primeiro ponto”.Mesmo que o preço ainda não esteja subindo, o gestor destacou, em entrevista ao episódio #174 do Stock Pickers, que é uma questão de tempo. Segundo Kazan, o ministro de energia da Arábia Saudita, importante produtor de petróleo, disse na última reunião da Opep+ que, trabalhando nesse mercado há 40 anos, nunca tinha visto um cenário tão apertado como o de hoje. Assim, o petróleo não deve se manter no atual patamar.As atuais cifras, com o brent abaixo de US$ 90 o barril, não elucidam ao mercado o cenário real de:Baixos níveis de estoque;Falta de capacidade ociosa;Encerramento da venda de reserva estratégica pelos EUA e uma possível recompra de reservas;Riscos geopolíticos em iminência, com a Rússia sendo um dos maiores produtores de petróleo no mundo eChina em processo de reabertura.Sobre a reserva estratégica pelos EUA, Kazan destaca que o país saiu de 700 milhões de barris de reserva estratégica e hoje estão na casa de 400 milhões de barris, o que ajudou a “amortecer” a alta de preços.Já em relação às questões geopolíticas, Kazan vê como um dos pontos mais confusos e ainda distantes de alguma resolução. No próximo dia 5 entram em vigor as sanções que a Europa colocou na Rússia em meados de abril, quando começou a guerra, que afirmam que o continente não poderá mais importar petróleo russo pelo mar.Além disso, os EUA se juntaram ao continente europeu na tentativa de implementar um teto de preço que o petróleo russo deva ser vendido para diversos países.“Existe um oligopólio no serviço de seguro, resseguro e navegação de petróleo no mundo que acontece entre Europa e Inglaterra. Então essas sanções dizem que se você não comprar petróleo Russo por x valor, você não terá acesso a seguro, resseguro e navegação”.Enquanto isso, as medidas zero Covid no país parecem estar próximas do fim. “A China estava fora do mercado há dois anos, consumindo de 1 a 2 milhões de barris por dia e agora está voltando ao mercado. Quem é que vai ofertar esse petróleo?”, indaga o gestor.Commodities não foram os únicos assuntos postos à mesa. Entre outros destaques, esteve o cenário macroeconômico dos EUA e o impacto para os mercados.Pedro Jobim, economista chefe e sócio fundador da Legacy Capital, trouxe diversos pontos a respeito do país. Um deles foi sobre a tese que há tempos se falava muito: forças desinflacionárias mais estruturais nos EUA (como inteligência artificial, envelhecimento populacional, e economia compartilhada) ainda têm alguma relevância no quadro de inflação?Para Jobim, não se deve esperar que essas forças se sobreponham e sejam desinflacionárias. Ele afirma ainda que “devemos nos acostumar com uma inflação mais elevada no mundo desenvolvido”.Inclusive, o economista vê o envelhecimento da população exercendo o papel contrário, ou seja, sendo na verdade um processo inflacionário. “Você tem menos pessoas trabalhando e acaba retirando o poder produtivo dentro da economia”, complementa.Para conhecer mais teses e posições da casa dentro do contexto econômico global não deixe de assistir a íntegra do episódio #174 disponível em no vídeo acima ou em áudio clicando aqui.
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GLEBA PALHANO | mercados | invistaja.info – Petróleo: entenda os motivos para o otimismo da Legacy Capital com a commodity
REFLEXÃO: Barry Ritholtz, da Bloomberg: Mantenha a simplicidade, faço menos e administre sua estupidez.
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