PIB do 1º trimestre deve subir e mostrar resiliência da economia brasileira, apesar dos desafios, apontam projeções

Nas últimas semanas, economistas têm revisado projeções para cima principalmente em decorrência de dados mais positivos dos setores da atividade no período
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Notícias do mercado financeiro

Edição MarketMsg e invistaja.info

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CPLE3 | Mrg.Liq.: 0.2155 | EV/EBITDA: 4.19 | ROE: 0.2172 | P/EBIT: 3.6 | P/VP: 0.82 | P/Cap.Giro: 12.89

PORTO ALEGRE | invistaja.info — Em meio às constantes revisões para cima da atividade econômica brasileira, como foi retratado pelo último Relatório Focus (veja mais clicando aqui) do Banco Central, os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil do primeiro trimestre de 2021 serão compartilhados nesta terça-feira (1), às 9h, pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), após uma queda de 4,10% em 2020.

A expectativa dos economistas, segundo consenso Bloomberg é de alta de 0,7% da atividade econômica brasileira tanto na comparação com o primeiro trimestre de 2020 quanto frente o quarto trimestre do ano passado, quando o indicador já havia subido 3,2% na base sequencial. Já de acordo com o consenso Refinitiv, a alta projetada é de 0,8% na base anual e de 1% frente o período imediatamente anterior.

Nas últimas semanas, os economistas têm revisado as projeções para cima principalmente em decorrência de dados mais positivos dos setores da atividade no primeiro trimestre, principalmente em março, quando antes era esperada queda significativa em meio à piora da pandemia de covid-19 e restrições ao funcionamento de estabelecimentos não essenciais. A melhora das estimativas decorre também dos efeitos da retomada global e do retorno mais rápido da mobilidade após decretos de isolamento. Assim, a depender do resultado do PIB do primeiro trimestre, as revisões para cima podem ganhar ainda mais força.

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“O resultado referente ao primeiro trimestre deve confirmar a tese de resiliência da economia brasileira, a despeito da redução dos estímulos fiscais e de novas restrições à mobilidade implementadas como resposta ao agravamento da pandemia”, apontam os economistas do Bradesco.

Em relatório em que elevaram as projeções do PIB para 2021 de alta de 4% para alta de 5%, os economistas do Itaú projetaram crescimento de 0,6% para o PIB do primeiro trimestre de 2021 ante o trimestre anterior, com ajuste sazonal (0,0% ante igual período de 2020).

“Nossa visão para a atividade econômica neste início de ano sempre esteve no segmento mais otimista das expectativas de mercado e, como esperávamos, a atividade econômica não sofreu de forma relevante com a redução dos auxílios emergenciais. A queda na taxa de poupança das famílias, o crescimento expressivo da economia global com alta de preços de commodities, e o ciclo de estoques no setor industrial vêm sustentando a recuperação da atividade econômica. A normalização da taxa de poupança beneficia o consumo, enquanto a alta de commodities tem efeito positivo no investimento”, apontam os economistas.

Adicionalmente, o nível baixo de estoques no setor industrial ao final do ano passado contribuiu para manter a produção em níveis bem sustentados, apesar da desaceleração na demanda. A propósito apontam eles, a recuperação de alguns setores industriais poderia ter sido ainda mais forte, se não fosse pela escassez global de certos insumos.

João Leal, economista da Rio Bravo Investimentos, tem a expectativa por um crescimento de 0,7% do PIB frente o quarto trimestre de 2020 e de 0,3% na base anual. Ele aponta que o principal destaque do lado da oferta ficará para o segmento da agropecuária, com alta de 4,2% no trimestre, em meio ao recorde com a safra de soja, forte alta dos preços no mercado internacional e de commodities como um todo. Atenção ainda para os serviços, que surpreendeu positivamente apesar do recrudescimento da pandemia, com estimativa de alta de 0,5% na comparação sequencial.

Para a demanda, o principal destaque vai ficar para a formação bruta de capital fixo, com expectativa de alta de 1,6% na mesma base de comparação, especialmente vindo de um desempenho muito positivo da indústria e bens de capital. O setor agrícola mais uma vez é o impulsionador, em meio à procura por máquinas para atender o segmento, assim como os investimentos também voltados para o setor de construção civil devem impulsionar a atividade no trimestre.

A XP espera crescimento de 0,8% para o PIB total na comparação com igual período de 2020. Já em relação ao último trimestre do ano passado, as estimativas indicam elevação de 1,1%, descontadas as influências sazonais.

Pelo lado da oferta, todos os setores agregados devem ter crescido na margem, também projetando alta de 4,7% do PIB da agropecuária, impulsionado pelo aumento expressivo da safra de soja em grão (mais de 60% da produção da cultura são contabilizados nos primeiros três meses do ano). O PIB da Indústria deve apresentar elevação de 0,6%, com recuperação em praticamente todos os subsetores. “Na verdade, esperamos recuo da indústria de transformação na margem (queda de 0,4%), mas vale ressaltar a forte base de comparação deixada pelos resultados do último trimestre de 2020. Em termos interanuais, calculamos crescimento de 5,2% para este componente”, avaliam.

Com base na Pesquisa Industrial Mensal (PIM), Rodolfo Margato, economista da XP, espera aumento da produção de bens de capital (alta de 3,9% ante o quarto trimestre de 2020), que contrabalançou o frágil desempenho da fabricação de bens de consumo duráveis no período (queda de 4,5%) – afetada sobretudo pela contração do setor automotivo. Com relação à recuperação da construção civil, Margato aponta que, embora a massa de renda real do setor permaneça em patamares muito deprimidos, puxando seu PIB para baixo, a produção de insumos típicos da construção exibiu alta acentuada no trimestre passado (1,5% ante o quarto trimestre e de 15,4% na comparação anual).

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Por outro lado, os subsetores de comércio e outros serviços devem apresentar resultados fracos, ainda que acima das estimativas originais. Espera-se queda de 1,6% no primeiro caso, em comparação ao quarto trimestre (e ligeira alta de 0,4% ante o primeiro trimestre de 2020).

“A nosso ver, a redução substancial da massa de renda ampliada disponível na virada do ano, causada principalmente pela interrupção de medidas governamentais de enfrentamento à pandemia (transferências do auxílio emergencial como principal fator), acabou sendo parcialmente compensada pela utilização da poupança circunstancial formada ao longo do ano passado. No caso de outros serviços, esperamos ligeiro aumento de 0,4% em relação ao quarto trimestre de 2020, mas tombo de 6,1% frente aos primeiros três meses de 2020, já que os serviços prestados às famílias foram severamente impactados pelas restrições de distanciamento social – intensificadas a partir de meados de fevereiro – para contenção do contágio da Covid-19”, avalia o economista.

Em sua avaliação, com relação à ótica da demanda, o consumo das famílias deve ter encolhido, com baixa de 0,6% ante o primeiro trimestre de 2020 e 2,5% na comparação sequencial. Ele também aponta que tanto as exportações quanto as importações experimentaram aumentos relevantes na margem. Os resultados do setor externo continuam bastante voláteis, mas há tendência de crescimento: a recuperação robusta da economia global (com termos de troca favoráveis ao Brasil) deve puxar as vendas externas, enquanto a normalização da economia doméstica tende a reforçar a retomada das importações, após aguda contração no ano passado, avalia.

Retomada segue no radar

Se a expectativa já é de recuperação no primeiro trimestre, com base nos dados já divulgados, a XP espera retomada – ainda que parcial – dos principais indicadores de serviços referentes a abril, o que deve guiar uma perspectiva positiva para os próximos meses. Por exemplo, os índices de confiança do consumidor e de empresários dos ramos de serviços recuperaram, na leitura de abril, cerca de metade das perdas registradas em março.

Além disso, aponta Margato, a maioria dos índices de mobilidade/circulação das pessoas vem subindo de forma significativa desde meados do último mês, aproximando-se de níveis registrados no início de fevereiro (pouco antes do recrudescimento da crise sanitária no Brasil).

“Olhando mais adiante, acreditamos que o sentimento econômico continuará em rota de recuperação. Isso deve ser puxado pelo afrouxamento adicional das medidas de isolamento social, na esteira de avanços no programa de vacinação contra a Covid-19. Ou seja, os próximos meses devem apresentar números positivos para os segmentos de serviços, incluindo aqueles mais sensíveis à demanda das famílias”, avalia o economista. A projeção da XP é de crescimento de 4,1% para o PIB Brasileiro em 2021.

Especificamente para o segundo trimestre de 2021, o Itaú revisou a estimativa do PIB de baixa de 0,1% ante o trimestre anterior para alta de 0,6%, também destacando a recuperação rápida da mobilidade e do consumo de serviços.

O consumo de  serviços que envolve interação social (bares, restaurantes, hotéis, salões de beleza, etc.) sofreu em março, mas se recuperou bem em abril e maio à medida que diversos estados relaxaram as restrições à mobilidade e funcionamento de estabelecimentos.

“Projetamos crescimento de 11,7% em abril e 30,9% em maio (com ajuste sazonal ante o mês anterior) para o componente de serviços prestados a famílias da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), que tem relação importante com o PIB do setor. Atividades referentes ao consumo de bens (vendas no varejo, produção industrial) sofreram pouco com as restrições à mobilidade, porque envolvem menor grau de interação social, e também mostraram expansão em abril e maio, de acordo com nossas estimativas. Tudo isto reforça nossa visão de que os efeitos econômicos de possíveis pioras da pandemia tendem a ser significativamente menores do que o observado na primeira onda”, apontam os economistas do Itaú. Assim, as expectativas são de recuperação para a economia brasileira.

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