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Por que o dólar sobe ante real após o acordo entre EUA-China?

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PMET5 | Mrg.Ebit: 0.0502 | Cresc.5anos: 0.3774 | P/Cap.Giro: -0.22 | P/Ativo: 30.248 | EV/EBIT: 503.88 | EV/EBITDA: 503.88

O dólar à vista operava com ganhos ante o real nos primeiros nesta segunda-feira (12), enquanto investidores reagiam positivamente ao acordo comercial entre Estados Unidos e China para reduzir suas tarifas punitivas, enquanto seguem de olho em outras questões geopolíticas.

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Às 9h50 (horário de Brasília), a moeda norte-americana à vista operava em alta de 0,47%, aos R$ 5,680 na compra e R$ 5,681 na venda. Na B3 o dólar para junho — atualmente o mais líquido — subia 0,57%, aos 5.707 pontos.

Dólar comercial

Compra: R$ 5,680Venda: R$ 5,681

Dólar turismo

Compra: R$ 5,739Venda: R$ 5,919

O que aconteceu com dólar hoje?

Os movimentos do real refletiam o resultado das discussões entre as duas maiores economias do mundo na Suíça no fim de semana, em que concordaram em reduzir temporariamente as tarifas pesadas implementadas por ambos em abril.

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Segundo comunicado conjunto divulgado mais cedo, os EUA reduzirão as tarifas impostas às importações chinesas em abril de 145% para 30% e as tarifas da China sobre as importações norte-americanas cairão de 125% para 10%. As novas taxas ficarão em vigor por 90 dias.

“Ambos os países representaram muito bem seus interesses nacionais”, disse o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, após conversas com autoridades chinesas em Genebra. “Nós dois temos interesse em um comércio equilibrado, e os EUA continuarão avançando nesse sentido.”

O anúncio ocorre após semanas marcadas pelas preocupações de que o impasse comercial entre EUA e China pudesse levar a uma recessão econômica global. Uma vez que se projetava efeitos negativos maiores sobre a economia norte-americana, investidores vinham fugindo dos ativos dos EUA.

Com o acordo, os agentes retomavam amplamente as posições compradas na moeda norte-americana, o que gerava pressão sobre a divisa brasileira, apesar do maior apetite por risco em mercados de ações, incluindo no Brasil.

O dólar ainda subia com o impulso do aumento dos rendimentos dos Treasuries, já que o acordo melhorava as perspectivas de crescimento para os EUA, reduzindo as apostas em novos cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve.

O rendimento do Treasury de dois anos US2YT=RR–que reflete apostas para os rumos da taxa de juros de curto prazo– tinha alta de 12 pontos-base, a 4%.

Os mercados também seguem com as atenções voltadas para eventos geopolíticos, após a indicação de que os líderes de Ucrânia e Rússia se encontrarão nesta semana para discutir uma resolução para a guerra de mais de três anos.

Na cena doméstica, o mercado nacional acompanhava entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao UOL.

Mais cedo, analistas consultados pelo Banco Central em sua pesquisa Focus fizeram ajustes leves em suas projeções para a inflação neste ano e no próximo e passaram a ver que o ciclo de aperto monetário se encerrou com a reunião de maio.

(Com Reuters)

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REFLEXÃO: Morgan Housel: Se preocupe somente quando você achar que tiver tudo resolvido.

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