Publicidade

Reforma do setor elétrico: relator exclui ponto controverso que abalou ações na B3

Metodologia atual para determinar o custo de capital está mantida, o que é visto como positivo para distribuidoras que atuam nas regiões Norte e Nordeste, como as citadas Equatorial, Energisa e Neoenergia

Notícias de investidor para investidor

Edição MarketMsg e invistaja.info

palavras-chave: Reforma do setor elétrico: relator exclui ponto controverso que abalou ações na B3; invistaja.info;


VALE5 | Cotacao: 33.36 | P/L: 5.23 | ROE: 0.1352 | P/ACL: -0.86 | DY: 0.0 | Pat.Liq: 214175000000.0

ListenToMarket: Reforma do setor elétrico: relator exclui ponto controverso que abalou ações na B3 – Áudio gerado às: 12:51:36

VELOCIDADE: 1.0x | 1.95x | 2.3x

O relator da Medida Provisória (MP) 1.304/2025, senador Eduardo Braga (MDB-AM) divulgou na última quarta-feira (29) um relatório complementar com ajustes importantes ao texto original sobre a reforma do setor elétrico, eliminando o ponto mais controverso e introduzindo refinamentos técnicos que podem beneficiar o segmento.

Uma das principais mudanças foi a retirada da cláusula que alterava o cálculo do Custo Médio Ponderado de Capital (WACC) regulatório para as empresas de distribuição, que poderia impactar negativamente concessões beneficiadas por incentivos fiscais da SUDAM e SUDENE. Nesta semana, Equatorial (EQTL3), Energisa (ENGI11) e Neoenergia (NEOE3) sofreram na Bolsa com o relatório anterior.

Com essa alteração, a metodologia atual para determinar o custo de capital está mantida, o que é visto como positivo para distribuidoras que atuam nas regiões Norte e Nordeste, como as citadas Equatorial, Energisa e Neoenergia, eliminando o risco de redução na remuneração regulatória e incentivando investimentos nessas áreas.

+EUA e China firmam trégua comercial de 1 ano após encontro entre Trump e Xi

O texto também propõe que os custos de contratação relacionados a sistemas de armazenamento de energia, como baterias, sejam compartilhados apenas entre os geradores. Além disso, os sistemas de armazenamento passam a contar com isenções fiscais no âmbito do regime REIDI (Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura), com a definição dos requisitos de conteúdo local e limites mínimos de investimento delegada ao Poder Executivo. O limite de isenção fiscal permanece em R$ 1 bilhão para 2026, e o Ministério de Minas e Energia (MME) ficará responsável por monitorar e avaliar esses benefícios.

Outro destaque é a isenção da taxa de R$ 20 por 100 kWh (kilowatt-hora) para microgeração com autoconsumo local de até 75 kWh, válida até dezembro de 2028.

hotWords: relator ponto reforma abalou controverso

Entre em contato para anunciar no invistaja.info

O relatório também amplia o mecanismo de resposta à demanda, que antes incentivava apenas a geração de energia nos horários de pico, para incluir também a resposta à demanda, com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) responsável por criar um sistema competitivo financiado pelo ERCAP (Encargo de Potência para Reserva de Capacidade).

Quanto à renovação antecipada de concessões de usinas hidrelétricas, o texto esclarece que a autoridade concedente pode optar por renovar ou realizar novo leilão para concessões que estejam expirando, mantendo a possibilidade de renovações por até 30 anos para usinas com capacidade acima de 50 MW (megawatt) e concessões assinadas antes de dezembro de 2003. Essa medida pode beneficiar empresas como Cemig (CMIG4), Engie (EGIE3) e Auren (AURE3), que possuem ativos relevantes com concessões próximas do vencimento.

No âmbito da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), o novo texto inclui um item que não estará sujeito ao teto orçamentário de 2025, referente à compensação dos impactos tarifários decorrentes da baixa densidade de demanda em algumas concessões. O orçamento da CDE continuará limitado a partir de 2027, considerando os custos para universalização dos serviços, tarifa social, e outros subsídios, ajustados pela inflação.

Outras alterações incluem a remoção de modificações na Política Nacional de Recursos Hídricos, o aumento da penalidade máxima para distribuidoras de 2% para 3% da receita (ante 4% no texto original), e a transferência de algumas definições para a ANEEL.

palavras-chave: Reforma do setor elétrico: relator exclui ponto controverso que abalou ações na B3; invistaja.info;

FARIA LIMA | mercados | invistaja.info – Reforma do setor elétrico: relator exclui ponto controverso que abalou ações na B3

REFLEXÃO: Robert Brokamp, da Motley Fool: Diversificação reduz os riscos, aumenta a previsibilidade e impulsiona os retornos.

Notícias relacionadas:

PIB da zona do euro cresce 0,2% no 3º trimestre de 2025, acima das expectativas

Shell registra lucro ajustado de US$ 5,43 bi no 3º trimestre, superando expectativas

PIB da zona do euro cresce 0,2% no 3º trimestre de 2025, acima das expectativas

Motiva fica de fora de leilão de lote 5 de rodovias do Paraná por falta de sinergias

Seja anunciante no invistaja.info

Resumo do mercado

Assine grátis nossa newsletter semanal

Suas informações não serão compartilhadas com terceiros e também não enviaremos promoções ou ofertas.

Publicidade

Newsletter invistaja: receba um resumo semanal dos principais movimentos do mercado

Suas informações não serão compartilhadas com terceiros e também não enviaremos promoções ou ofertas.

Publicidade