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palavras-chave: Taxas dos DIs sobem em dia de dados fortes do mercado de trabalho no Brasil; invistaja.info;
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As taxas dos DIs fecharam a sexta-feira em alta, em especial entre os contratos curtos, após dados sobre o mercado de trabalho brasileiro sugerirem que a economia segue acelerada, o que é uma má notícia para o controle da inflação.
Entre os contratos longos as taxas terminaram com altas mais leves, em função do contrapeso trazido pela queda forte dos rendimentos dos Treasuries no exterior.
No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2026 — um dos mais líquidos no curto prazo — estava em 15,11%, ante o ajuste de 15,03% da sessão anterior, enquanto a taxa para janeiro de 2027 marcava 15,05%, em alta de 15 pontos-base ante o ajuste de 14,904%.
+Brasil abre 431.995 vagas formais de trabalho em fevereiro, mostra Caged
Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 14,89%, ante 14,837% do ajuste anterior, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 14,88%, ante 14,844%.
Desde cedo as operações no Brasil ocorriam em meio à expectativa de que o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontaria para a geração de mais de 400 mil novos postos de trabalho com carteira assinada em fevereiro. O número que circulava pelas mesas era bem mais robusto que as projeções dos economistas, o que impulsionou as taxas futuras em toda a curva a termo.
Divulgado às 14h30 pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Caged não decepcionou, mostrando a abertura de 431.995 vagas formais em fevereiro, bem acima da expectativa de economistas apontada em pesquisa da Reuters, de criação líquida de 250.000 vagas.
Embora os números fortes do Caged sugiram dificuldades para o Banco Central controlar a inflação — o que em tese se refletiria em maior abertura na curva –, após os dados as taxas futuras perderam força e chegaram a ceder em alguns vértices.
“O pessoal estava ajustando posição considerando um Caged forte desde ontem”, comentou durante a tarde desta sexta-feira Matheus Spiess, analista da Empiricus Research. “Depois que saiu, eles queimaram prêmios.”
Operador de um grande banco de investimentos pontuou que até antes do Caged já “estava no preço” a geração de mais de 400 mil postos. Quando saíram os números, parte do mercado “colocou no bolso”.
A taxa do DI para janeiro de 2027, por exemplo, estava em 15,10% (+20 pontos-base ante o ajuste da véspera) às 14h30 — exatamente quando os números saíram –, mas às 15h06 já havia caído à mínima de 14,96% (+6 pontos-base do ajuste).
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Depois disso, as taxas futuras ainda recuperaram um pouco da força, em meio à avaliação de que o mercado de trabalho de fato sugere a necessidade de uma Selic mais elevada, por mais tempo, para controlar a inflação. Atualmente a Selic está em 14,25% ao ano.
Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também havia apresentado dados fortes. A taxa de desemprego no país subiu a 6,8% no trimestre encerrando em fevereiro, ante 6,1% no trimestre imediatamente anterior, mas o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado bateu o recorde de 39,560 milhões.
O rendimento médio dos trabalhadores também bateu o recorde da série iniciada em 2012, a R$3.378, o que representa alta de 1,3% no trimestre.
“Por um lado, o BC já estava querendo olhar para a desaceleração (da economia), para parar a alta de juros, mas de outro lado tem o governo impedindo a economia de desacelerar”, comentou Spiess, pontuando que o governo Lula tem atuado para manter o crescimento da economia.
Uma das iniciativas recentes do governo foi o lançamento do programa de estímulo ao crédito consignado para o trabalhador privado, que promete movimentar bilhões de reais.
“O governo tem tentado acelerar a economia com o freio de mão puxado”, resumiu Spiess.
Neste contexto, as apostas do mercado sobre o futuro da Selic, hoje em 14,25%, seguem divididas.
Na quinta-feira — portanto, antes dos dados de emprego — o mercado de opções de Copom da B3 precificava 70,00% de probabilidade de alta de 50 pontos-base da Selic em maio (ante 60,50% na véspera) e 18,00% de chances de elevação de 75 pontos-base (24,50% na véspera), contra apenas 5,00% de probabilidade de alta de 25 pontos-base (6,00% na véspera).
No exterior, os rendimentos dos Treasuries tinham quedas fortes no fim da tarde, após a divulgação de dados de inflação nos EUA e em meio à expectativa antes do anúncio, na próxima semana, das novas tarifas de importação do governo de Donald Trump.
Às 16h56 o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– caía 11 pontos-base, a 4,261%.
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REFLEXÃO: Morgan Housel: Se preocupe somente quando você achar que tiver tudo resolvido.
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