Vendas no varejo caem 0,6% em março, mas resultado é bem melhor do que o esperado

A projeção, de acordo com consenso Refinitiv, era de queda de 7% na comparação com fevereiro
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As vendas do comércio varejista caíram 0,6% em março de 2021 ante fevereiro, na série com ajuste sazonal, informou nesta sexta-feira (7) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sendo o  terceiro resultado negativo nos últimos quatro meses. Na comparação com março de 2020, contudo, houve alta de 2,4%.

Apesar da baixa na comparação mensal, o resultado foi bem melhor do que o esperado. A projeção, de acordo com consenso Refinitiv, era de queda de 7% na comparação com fevereiro e de baixa de 1,7% na comparação com março de 2020.

Com o resultado de março, as vendas registram queda de 0,6% no primeiro trimestre e alta de 0,7% no acumulado dos 12 meses.

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O recuo foi acompanhado por sete das oito atividades investigadas pela pesquisa. O principal impacto negativo veio do setor de móveis e eletrodomésticos, cujas vendas caíram 22,0% em março. O gerente da pesquisa, Cristiano Santos, explica que essa atividade foi muito influenciada pelo comportamento dos consumidores durante a pandemia.

“No primeiro momento, o setor teve um crescimento acentuado porque, estando em casa, as pessoas repuseram muita coisa tanto em móveis quanto em eletrodomésticos. Mas passada essa primeira fase, não há crescimentos tão expressivos assim. E, quando as vendas diminuem, o setor costuma fazer promoções. Então houve um aquecimento das vendas em fevereiro e essa queda em março”, diz.

As outras quedas na comparação com fevereiro foram registradas pelos setores de tecidos, vestuário e calçados (- 41,5%), livros, jornais, revistas e papelaria (-19,1%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-5,9%), combustíveis e lubrificantes (-5,3%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,5%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,1%).

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O único setor que cresceu nessa comparação foi o de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,3%). O pesquisador explica que o segmento foi um dos únicos beneficiados no período de pandemia por ser considerado um serviço essencial.

Comparação anual

Quando comparado a março do ano passado, o comércio varejista cresceu 2,4%, com as taxas positivas atingindo quatro das oito atividades pesquisadas. Entre as atividades com crescimento estão outros artigos de uso pessoal e doméstico (30,0%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (12,1%), móveis e eletrodomésticos (11,9%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (1,0%).

Já livros, jornais, revistas e papelaria (-19,7%), tecidos, vestuário e calçados (-12,0%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-3,9%) e combustíveis e lubrificantes (-1,5%) pressionaram negativamente o setor na comparação anual.

Com crescimento de 10,1% nesta mesma comparação, o resultado para o comércio varejista ampliado refletiu principalmente o desempenho das atividades de veículos, motos, partes e peças, que cresceu 27,6%, e de material de construção, com crescimento de 33,4%.

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