Ambev: noticiário agitado e expectativa por bons resultados não fazem ação “sair do lugar”; o que esperar para os papéis?

Expectativa é de aumento da participação de mercado no curto prazo, mas analistas veem menor crescimento pela frente com maior capacidade da Heineken
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Edição MarketMsg e invistaja.info

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WEST3 | P/EBIT: -20.1 | P/VP: 1.19 | Mrg.Liq.: -0.0089 | Pat.Liq: 403271000.0 | P/ACL: 1.49 | Cresc.5anos: 0.0

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BRASIL | invistaja.info — Novidades sobre a concorrência, elevação de preços e diversas prévias para o resultado do terceiro trimestre de 2021, que sairá no próximo dia 28 de outubro.

Mesmo assim, as ações da fabricante de bebidas Ambev (ABEV3) praticamente não saem do lugar. Desde o último dia 17 de setembro, as ações fecharam todas as sessões na casa dos R$ 15, ainda que as últimas sessões sejam de forte volatilidade para o mercado.

Esse movimento reflete também as visões bastante distintas sobre o ativo, que já foi um “queridinho” dos analistas, mas, como se mostra na prévia de resultados, suscita uma visão bem diferente sobre o seu futuro.

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Entre os otimistas, estão o Credit Suisse e o Bradesco BBI, ainda que o primeiro banco tenha cortado projeções para a companhia.

Já o BBI reiterou recentemente recomendação de compra e preço-alvo para 2022 de R$ 21, projetando estimativa para o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado para o terceiro trimestre de R$ 5,075 bilhões, 2% acima do consenso de mercado, enquanto a projeção para o lucro é 9% acima do consenso, a R$ 2,565 bilhões.

“Estamos mais otimistas do que o mercado em relação aos volumes da divisão brasileira de cerveja da Ambev no terceiro trimestre de 2021, o que é um fator-chave para a ação, e esperamos um número estável em base anual, enquanto acreditamos que o mercado espera um declínio de um dígito baixo no período. Outros fatores a serem monitorados serão a receita por hectolitro (preço) da divisão de cerveja brasileira, que deve crescer 10% em base anual no terceiro trimestre de 2021, e a margem Ebitda [Ebitda/receita líquida] da divisão de cerveja brasileira, que deve melhorar em relação ao trimestre anterior, para 27,6%”, apontam os analistas do BBI.

O Credit, por sua vez, afirmou que, mais uma vez, o destaque será para as iniciativas de preços (com o “carregamento” do quarto trimestre de 2020 e aumentos em junho), melhor portfólio e otimização de descontos que suportou os preços da companhia. Assim, os analistas esperam que as vendas de cerveja da Ambev Brasil cresçam cerca de 8% na comparação anual, com os volumes caindo cerca de 1% (mas com alta de 24% versus os níveis pré-Covid).

Dada a pressão de custos e de maiores despesas gerais e administrativas, com bônus e marketing, os analistas do banco suíço esperam que o Ebitda deva cair 14% na base anual, mas com a margem se recuperando sequencialmente para 26,5% (versus 22% no segundo trimestre).

Para os analistas, apesar da leitura positiva em relação à queda pequena dos volumes, eles acreditam que o mercado vai continuar focado na trajetória de recuperação da margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida) para frente e portanto, não esperam que os resultados façam preço significativo no papel.

O Bank of America também aponta que a dinâmica deve ser parecida com a observada no primeiro semestre de 2021, com uma forte receita, mas com as margens ainda decepcionantes. Os analistas da casa esperam uma margem Ebitda de 28,3%, queda de 3,2 pontos na base anual. A base de comparação será difícil e a expectativa é de que o segmento de cerveja no Brasil caia 2%, o que é visto como uma baixa modesta em meio às iniciativas comerciais e problemas de interrupção na Heineken.

“A Ambev está enfrentando um novo normal de lucratividade. Algum alívio de custos pode ser observado a partir do final de 2022 e em 2023, o que poderia ajudar a recuperar metade da margem perdida em 3-4 anos (mínimo em 2022), mas a outra parte é perdida devido a uma nova estrutura de custos gerais e administrativos, ambiente competitivo mais acirrado e menores benefícios fiscais”, apontam os analistas do banco.

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O Morgan Stanley aponta que o desempenho em termos de volume deve ser  sólido para a Ambev no terceiro trimestre. “Já esperávamos que o forte impulso de receita continuasse no segundo e terceiro trimestres e reconhecemos a execução muito forte da empresa (por exemplo, Zé Delivery)”, avaliam.

Eles também acreditam que tal desempenho pode ser em parte explicado pela capacidade restrita da Heineken no Brasil, que foi uma questão se permaneceu relevante no terceiro trimestre, já que a nova instalação da companhia em Ponta Grossa deve entrar em operação apenas no início do quarto trimestre de 2021.

Além disso, os analistas do Morgan apontam que o portfólio de cervejas econômicas da Heineken teve um desempenho sólido no terceiro trimestre de 2020 (um ligeiro aumento ano-a-ano), então é concebível que em igual período de 2021 um novo rebalanceamento do portfólio também poderia ter explicado a dificuldade de volume da concorrente.

“Por fim, com base em nossas conversas com a empresa, entendemos que a Heineken pode ter enfrentado interrupções operacionais ao trabalhar na nova transição com o sistema de distribuição de Coca-Cola. Considerando tudo isso, não nos surpreendemos em ver a Ambev conquistando ainda mais participação de mercado no Brasil neste último trimestre”, apontam.

Porém, eles ponderam. “Ao mesmo tempo, olhando para o futuro, conforme a nova capacidade da Heineken aumenta e a transição com a Coca fica para trás, esperamos um trimestre um pouco mais difícil para a Ambev na frente da concorrência”, avaliam. Morgan e BofA têm recomendação equivalente à venda para os ativos.

Cabe ressaltar que, na semana passada, foi anunciada a decisão liminar (medida provisória) da Justiça mineira para retomar as obras de sua cervejaria em Pedro Leopoldo, em Belo Horizonte (MG). Em setembro, a suspensão da construção foi ordenada pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) devido ao risco de danos ao sítio arqueológico, representando um obstáculo a menos para a ampliação da capacidade da concorrente da Ambev.

O BBI aponta que essa decisão liminar não muda a visão dos analistas da casa sobre a Ambev, pois o caso-base assume que essa planta será construída e concluída dentro do cronograma (em meados de 2023). “Observamos que a Heineken tem enfrentado restrições de capacidade que beneficiaram a Ambev no lado competitivo. Para resolver esses gargalos, a Heineken anunciou R$ 2,6 bilhões em investimentos entre 2019 e 2023, sendo esta planta em Pedro Leopoldo o projeto principal, com um investimento estimado de R$ 1,8 bilhão (e 760 milhões de litros em capacidade de produção)”, avaliam.

Dito isso, o caso base assume que a Ambev aumentará os volumes de cerveja brasileira em 2% em 2022, já que as restrições de capacidade da Heineken provavelmente ainda resultarão em condições competitivas favoráveis. Contudo, o crescimento da Ambev cairá para quase estável em 2023 e 2024 à medida que novas capacidades entram no mercado.

O Credit Suisse, por sua vez, reduziu o preço-alvo de R$ 21,50 para R$ 18,50, refletindo as estimativas de lucro por ação esperado para 2022 5% mais baixas devido ao maior custo de insumos e maior custo de capital. Porém, os analistas seguem vendo a ação como barata, com um desconto de 15% ante a média histórica, o que eles não acreditam ser um valor justo considerando a melhor execução e performance acima em relação à indústria.

Analistas de mercado seguem bastante divididos com relação à ação. De acordo com compilação da Refinitiv, de 15 casas que cobrem o papel, 5 recomendam compra, 6 têm recomendação de manutenção e 4 possuem recomendação equivalente à neutra, com preço-alvo médio de R$ 17,17, ou uma alta de 12,7% em relação ao fechamento de segunda-feira (11).

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REFLEXÃO: Eddy Elfenbein, dono do site Crossing Wall Street: Seja paciente e ignore modismos. Foque no valor e não entre em pânico.

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