CEO da Heineken prevê 8 mil demissões por impacto da pandemia

Demissões, que respondem por quase 10% da força de trabalho, fazem parte de uma meta de 2 bilhões de euros em economias brutas até 2023
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A Heineken planeja cortar 8 mil empregos em meio ao impacto do fechamento de bares e restaurantes devido às restrições da pandemia.

As demissões, que respondem por quase 10% da força de trabalho, fazem parte de uma meta de 2 bilhões de euros (US$ 2,4 bilhões) em economias brutas até 2023, disse a Heineken na quarta-feira.

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Cerca de 20% dos empregos na sede da cervejaria devem ser eliminados no primeiro trimestre deste ano.

“Do lado da produtividade, precisamos de um pouco mais de intervenção, e isso não deve parar em 2023”, disse por telefone o CEO da empresa, Dolf van den Brink.

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A segunda maior cervejaria do mundo depois da Anheuser-Busch InBev definiu outras iniciativas estratégicas em seu programa de reestruturação lançado no ano passado, incluindo a meta de margem operacional de 17% até 2023. Isso colocaria a medida de rentabilidade em linha com os níveis alcançados antes da pandemia.

Vendas abaixo do esperado

Os resultados marcam o primeiro ano de Brink no comando, uma prova de fogo dado o impacto do coronavírus em pubs e no mercado em massa de cerveja. Na Europa, a Heineken estima que cerca de 30% dos bares para os quais vende foram fechados em 2020. A Heineken tinha anunciado cortes de empregos no quarto trimestre do ano passado, sem detalhar o número de demissões.

Em 2020, as vendas caíram 11,9% em uma base orgânica, acima da queda de 10,9% esperada por analistas.

A cervejaria espera que as condições de negócios comecem a melhorar no segundo semestre de 2021. Na semana passada, a rival Carlsberg disse que os ganhos cresceriam entre 3% e 10%, mas destacou que a estimativa, que a empresa é legalmente obrigada a fornecer, é extremamente incerta.

 

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